30
Jun 11
publicado por Tempos Modernos, às 23:31link do post | comentar

Então o partido que tanto falava dos reformados não faz a diferença?

 

Vão de certeza guardar-se para a Lavoura. É isso. Vocês vão ver.

 

Nota: O PSD fica de fora do título, apenas por um motivo. Não tinha andado lacrimoso a defender os velhinhos.

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publicado por Tempos Modernos, às 13:45link do post | comentar

Não é precisa excessiva inteligência para notar que o Governo já se vai descoordenando. Basta atenção.

 

O enlace virtual entre os conceitos "Mar" e "Nokia Portuguesa" embala há alguns anos os mais juvenis entusiamos de responsáveis políticos nacionais. Ao entregar o Ministério do Mar à fundamental Assunção Cristas o novíssimo Governo voltou a dar foros de fidalguia a esta pendular e adiada ideia.

 

Mas, apesar do anunciado empenho, duvida-se que a muito cristão ministra venha a comparecer aos baptismos das unidades navais construídas em Portugal. As miudezas da sua ampla pasta ministerial têm muitos pontos de contacto com a lavoura mas poucos, aparentemente, com estaleiros navais.

 

Em Viana do Castelo, a administração dos estaleiros anunciou a dispensa (leia-se despedimento) de 380 trabalhadores. Ora, como se sabe, isso das reconversões e dos emagrecimentos é matéria ao cuidado do ministro Álvaro, da Economia. Mostrando empenho, entretanto, o Executivo destacou Aguiar Branco para tomar conta do assunto. O elegante (em classical style) ministro da Defesa tutela a Empordef, a dona dos ENVC, e é ele o dono do dossiê.

 

 

 

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28
Jun 11
publicado por Tempos Modernos, às 22:07link do post | comentar

A não eleição de Nobre, a não condução de Bernardo Bairrão.

 

Uma semana no lugar e já dois casos.

 

Entretanto, o programa conjunto da tróica com o Governo deita as garras de fora e Cavaco atiça o medo.

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publicado por Tempos Modernos, às 19:47link do post | comentar

 

"... A comida arranjava-lhe, mediante quatrocentos réis por dia, uma quitandeira sua vizinha, a Bertoleza, crioula trintona, escrava de um velho cego residente em Juiz de Fora e amigada com um português que tinha uma carroça de mão e fazia fretes na cidade.

 

Bertoleza também trabalhava forte; a sua quitanda era a mais bem afreguesada do bairro. De manhã vendia angu, e à noite peixe frito e iscas de fígado; pagava de jornal a seu dono vinte mil-réis por mês, e, apesar disso, tinha de parte quase que o necessário para a alforria. Um dia, porém, o seu homem, depois de correr meia légua, puxando uma carga superior às suas forças, caiu morto na rua, ao lado da carroça, estrompado como uma besta.


João Romão mostrou grande interesse por esta desgraça, fez-se até participante direto dos sofrimentos da vizinha, e com tamanho empenho a lamentou, que a boa mulher o escolheu para confidente das suas desventuras. Abriu-se com ele, contou-lhe a sua vida de amofinações e dificuldades. “Seu senhor comia-lhe a pele do corpo! Não era brinquedo para uma pobre mulher ter de escarrar pr’ali, todos os meses, vinte mil-réis em dinheiro!” E segredou-lhe então o que já tinha junto para a sua liberdade e acabou pedindo ao vendeiro que lhe guardasse as economias, porque já de certa vez fora roubada por gatunos que lhe entraram na quitanda pelos fundos.


Daí em diante, João Romão tornou-se o caixa, o procurador e o conselheiro da crioula. No fim de pouco tempo era ele quem tomava conta de tudo que ela produzia, e era também quem punha e dispunha dos seus pecúlios, e quem se encarregava de remeter ao senhor os vinte mil-réis mensais. Abriu-lhe logo uma conta corrente, e a quitandeira, quando precisava de dinheiro para qualquer coisa, dava um pulo até à venda e recebia-o das mãos do vendeiro, de “Seu João”, como ela dizia. Seu João debitava metodicamente essas pequenas quantias num caderninho, em cuja capa de papel pardo lia-se, mal escrito e em letras cortadas de jornal: “Ativo e passivo de Bertoleza”.


E por tal forma foi o taverneiro ganhando confiança no espírito da mulher, que esta afinal nada mais resolvia só por si, e aceitava dele, cegamente, todo e qualquer arbítrio. Por último, se alguém precisava tratar com ela qualquer negócio, nem mais se dava ao trabalho de procurá-la, ia logo direito a João Romão.


Quando deram fé estavam amigados.


Ele propôs-lhe morarem juntos, e ela concordou de braços abertos, feliz em meter-se de novo com um português, porque, como toda a cafuza, Bertoleza não queria sujeitar-se a negros e procurava instintivamente o homem numa raça superior à sua.


João Romão comprou então, com as economias da amiga, alguns palmos de terreno ao lado esquerdo da venda, e levantou uma casinha de duas portas, dividida ao meio paralelamente à rua, sendo a parte da frente destinada à quitanda e a do fundo para um dormitório que se arranjou com
os cacarecos de Bertoleza. Havia, além da cama, uma cômoda de jacarandá muito velha com maçanetas de metal amarelo já mareadas, um oratório cheio de santos e forrado de papel de cor, um baú grande de couro cru tacheado, dois banquinhos de pau feitos de uma só peça e um formidável cabide de pregar na parede, com a sua competente coberta de retalhos de chita.


O vendeiro nunca tivera tanta mobília.
- Agora, disse ele à crioula, as coisas vão correr melhor para você. Você vai ficar forra; eu entro com o que falta.
Nesses dias ele saiu muito à rua, e uma semana depois apareceu com uma folha de papel toda escrita, que leu em voz alta à companheira.
- Você agora não tem mais senhor! declarou em seguida à leitura, que ela ouviu entre lágrimas agradecidas. Agora está livre! Doravante o que você fizer é só seu e mais de seus filhos, se os tiver. Acabou-se o cativeiro de pagar os vinte mil-réis à peste do cego!
- Coitado! A gente se queixa é da sorte! Ele, como meu senhor, exigia o jornal, exigia o que era seu!"

 

De O Cortiço, de Aluísio Azevedo


publicado por Tempos Modernos, às 17:51link do post | comentar

 

Ficamos todos mais descansados ao saber que a União Europeia não tem um plano B no caso do completo falhanço da solução grega.

 

No fundo, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, confessa que esta é a solução final para a economia grega.

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27
Jun 11
publicado por Tempos Modernos, às 18:04link do post | comentar

 

 

 

Há dias comentou-se que a Associação Portuguesa de Escritores (APE) ainda não tinha dado pelo autor.

 

Afinal foi este ano, mas custou. Depois de três rondas de votação, Uma Viagem à Índia, de Gonçalo M. Tavares, venceu o Grande Prémio do Romance e Novela da APE.


publicado por Tempos Modernos, às 17:03link do post | comentar

A questão já não é "Se" mas sim "Quando".

 

Soros é apenas mais um.

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26
Jun 11
publicado por Tempos Modernos, às 17:36link do post | comentar

Já tinhamos as academias, governos e tróicas que tomavam conta de nós.

 

Agora também temos jornais.

 

 


25
Jun 11
publicado por Tempos Modernos, às 12:11link do post | comentar

 

Não se sabe qual será mais digno de lamento.

 

Se o jornalismo australiano (e falante de inglês) que está convencido de que o Dalai Lama tem obrigação de pensar em língua inglesa (e por isso é capaz de entender uma piada completamente ao lado do ambiente cultural em que o sumo pontífice budista está mergulhado) ou se o português que fez este título e parece achar a mesmíssima coisa.

 

 


publicado por Tempos Modernos, às 11:43link do post | comentar

Nenhum analista político e económico honesto deixará de identificar a década cavaquista como o período em que os portugueses, anestesiados pela chuva torrencial de dinheiro vindo de Bruxelas, consentiram na construção de um estado ultracentralista e fecharam os olhos ao nascimento de dois monstros (o do défice e o da Função Pública).

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