28
Mai 12
publicado por Tempos Modernos, às 22:20link do post | comentar | ver comentários (1)

26
Mai 12
publicado por Tempos Modernos, às 15:53link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Ao ler Christine Lagarde, os mais distraídos acharão que a senhora dirige uma dessas organizações humanitárias que contribuem para o desenvolvimento africano..

 

E das duas uma. Ou a directora-geral do nada virtuoso FMI descobriu uma vocação tardia de Miss Universo ou deixou-se contaminar por José Manuel Barroso, o seu correligionário dos cartazes "Nem mais um aeroporto para a Ota, enquanto em Portugal houver uma criança sem leite com chocolate".

 

Mas nem sequer é isso o mais divertido.

 

Partidária da vitória da Nova Democracia ou do PASOK, Christine Lagarde faz bem em hostilizar os gregos. Sobranceria, arrogância e ingerência são os argumentos mais atraentes quando se quer chamar eleitores para o nosso lado.

 

Força, Christine, força.

 


publicado por Tempos Modernos, às 14:57link do post | comentar

 

João Proença dirá o que quiser sobre salários, como aliás tem dito de outras vezes, mas a assinatura responsável no acordo de concertação social contribui objectiva e directamente para a compressão salarial e para agravar desigualdades.


publicado por Tempos Modernos, às 09:50link do post | comentar

 

Além de falha de imaginação no baptismo, suscita dois reparos a ideia de criar uma moeda chamada Geuro, como segunda divisão do euro para usar na Grécia.

 

Primeiro. Em tempos de forte crise monetária, o prefixo G sugere a ideia fácil de que a Grécia é o ponto geográfico que estimula a Europa.

 

Segundo. a Alemanha mostra poderosa vocação colonial.

 

À alminha bárbara que teve a ideia não ocorreu que a língua que se ouve na Grécia é o grego. E que, em vez do G, talvez os locais gostassem de usar a inicial do seu próprio nome, na sua própria língua, para a designação da moeda que correria nas ruas da Ática, Peloponeso e arredores.

 

Ἑλλάς, diria eu.

 

Ainda por cima, usando outro alfabeto que não o latino, os gregos teriam de usar a sua letra gama, γ, para grafar o nome da nova moeda. Entre conjugações diversas, do gamar à gamada, a Alemanha não sairia beneficiada.


25
Mai 12
publicado por Tempos Modernos, às 19:10link do post | comentar

 

Nuno Crato tem sobre o saber e o ensino uma visão fechada e saudosista.

 

A ideia peregrina de encher o percurso escolar de exames demonstra-o bem, ao mobilizar todo o sistema de ensino para responder a avaliações finais em vez de o mobilizar para a aprendizagem.

 

Por outro lado, ao excluir o ensino português de avaliações internacionais mostra receio de júris independentes. A ideia de permitir aos pais que escolham as escolas que os filhos irão frequentar é demagógica e impotente. Oficializa a discriminação de estudantes que em muito sítios era já feita encapotadamente. Há anos - pelo menos desde Roberto Carneiro - que se reclamava proximidade e mais participação das comunidades na vida escolar, Crato meteu essa ideia no bolso, aumentou turmas à desmesura e inventou super mega agrupamentos. 

 

 

No entanto, talvez haja ruído a mais em relação à decisão de dar prioridade a cursos de formação profissional nos sectores da Indústria e da Agricultura em detrimento de alguns serviços. São sectores produtivos que o país destruiu nas últimas décadas, como quase só à Esquerda se denunciou.

 

Portugal vive das importações. E o modelo de serviços e turismo não deu grandes resultados em termos de PIB e redistribuição de riqueza. Se somos incapazes de produzir viaturas, torradeiras ou televisões, haja ao menos quem seja capaz de as arranjar quando se estragam. É uma maneira de se deixar de ir comprar outras ao estrangeiro, desequilibrando a balança de pagamentos e gerando mais e mais desperdício, económico e ambiental.

 

Depois, mais facilmente um electricista ou um mecânico prescindem de um patrão (e ficam com o dinheiro que fizerem), do que um técnico multimédia ou um animador turístico. Tudo que der liberdade de escolha a quem trabalha só traz vantagens. Virtudes em que o elitista Crato não terá pensado.


publicado por Tempos Modernos, às 17:37link do post | comentar

Se é como aqui se descreve, enquanto ameaça, o telefonema de Miguel Relvas para o Público é no mínimo pífio.

 

O governante Relvas "iria dizer aos ministros que não voltassem a falar com o PÚBLICO e iria divulgar na internet que a autora da notícia vive com um homem de um partido da oposição". Quando muito é cena de garoto birrento.

 

Nos moldes descritos, dizer aos colegas de governo para não falarem com o jornal soa a queixinha. Não a um boicote informativo sério e preocupante: "Se vocês são meus amigos, não falam mais com o jornal mau." 

 

Por outro lado, espalhar o nada picante facto de que a jornalista namora com um político da oposição é coisa de adolescente parvo. Imagina-se que a visada tenha tido vontade de lhe enfiar um par de tabefes.

 

O que Relvas fez é pressão, não se faz, é ilegítimo. Mostra escasso respeito pela liberdade de imprensa. Falta de lisura. Mas cai na categoria tempestade no copo de água.

 

Não faz cair ministros. Pelo menos em Portugal. Ao contrário do que pode acontecer com as secretas que vão sendo investigadas.


22
Mai 12
publicado por Tempos Modernos, às 10:00link do post | comentar | ver comentários (1)

Um antigo chefe chamava-me à responsabilidade com a situação financeira em que estava enfiado o nosso patrão comum (no meu caso a recibos verdes - o que motivava à chamada à responsabilidade).

 

Como argumento, juntava uma pipa de milhões de euros que o homem perdera em bolsa por causa da crise.

 

Eu respondi-lhe que me estava borrifando para o dinheiro que lhe tinha desaparecido na bolsa. Que quem o tinha perdido tinha sido ele, mas que quem lho tinha ganhado tinha sido eu, falso recibo verde, estagiários sem salário ou miseravelmente pagos e outros precários.

 

Há gente que não tem emenda.


21
Mai 12
publicado por Tempos Modernos, às 19:17link do post | comentar

 

As moedas austríacas lembraram-me O Terceiro Homem, filme de Carol Reed, com mão de Orson Welles e Graham Greene, passado na Viena do pós-Guerra. Uma intriga mais de crime que de espionagem e com muito escassa virtude.

 

Um mundo sujo e sórdido, como parece ser o mundo publicado dos serviços secretos portugueses. Uma estrutura que é demasiadas vezes notícia e que parece estar sempre a fazer o que não deve, a mando não se sabe muito bem de quem, e defendendo interesses que não os de Estado.

 

São já demasiados casos, muitas idas de ministros ao Parlamento. Feche-se a coisa, reformem-se chefias e agentes e construa-se uma nova agência de raiz. Aquilo que ali está não tem solução.

 

E era isso que se devia discutir antes de se ser interrompido pelo novo caso Relvas.

 


publicado por Tempos Modernos, às 18:43link do post | comentar

 

Não sei que se passa que nos últimos dias ando sempre com euros austríacos no bolso.

 

E deram-mos em sítios diferentes.


publicado por Tempos Modernos, às 15:39link do post | comentar

 

Há quem use dois pesos e duas medidas quando fala de Liberdade de Imprensa.

 

Como é óbvio, haverá ali gente capaz de perceber que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social nunca conseguirá apurar os factos. Relvas apenas ensaiou uma manobra de diversão fugindo ao que está em causa.

 

Se tivessem um bocado de respeito por quem os elege e lhes paga os ordenados para nos representar deixavam-se de demagogias e perdas de tempo.

 


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