30
Set 12
publicado por Tempos Modernos, às 21:32link do post | comentar | ver comentários (1)

A propósito da última sondagem divulgada pela RTP/Antena 1/Católica, a maioria das análises jornalísticas ignorou o facto de CDU e BE terem igualado a intenção de voto do PSD.

 

Vincando subidas nos votos nulos e brancos, preferiu-se, como habitualmente, ficar pelo comentário aos partidos da alternância governativa. Falou-se da óbvia ultrapassagem do PSD pelo PS. Passou-se levianamente pelas movimentações dos outros.

 

Apesar das contradições em torno da subida da TSU - matéria tutelada por um ministério do CDS-PP-, o partido de Portas manteve resultados. O que não deixa de ser curioso.

 

Mas se as setes vidas do ministro dos Negócios Estrangeiros parecem longe de se ter esgotado, o dado verdadeiramente novo desta sondagem foi o do peso conjunto da CDU e do BE no actual cenário.

 

Vinte e quatro por cento é mais do que o PS teve nas eleições em que Cavaco foi eleito pela primeira vez. Pouco menos que a votação do PSD aquando da primeira vitória de Sócrates.

 

Até aqui, CDU e BE têm pedalado na sua própria bicicleta.  Terão possivelmente algo a ganhar se se unirem na "luta contra a austeridade" como tudo indica ir acontecer. A aliança em protestos conjuntos tornará mais visíveis outras opções governativas.

 

Durante anos, CDU e BE têm alertado para a situação hoje vivida. Resta saber se a essa razão conseguirão juntar a credibilidade. E se com essa legitimação acrescida conseguirão atraiar os olhos de um corpo eleitoral que tem sempre preferido as soluções pronto-a-vestir e o ódio anti-políticos.


publicado por Tempos Modernos, às 12:48link do post | comentar | ver comentários (1)

Fundado em 1973, o Expresso gaba-se de andar há 40 anos a fazer opinião. O que é, se arredondarmos a data, literalmente verdadeiro.

 

Mas talvez valha a pena lembrar que, há não muito tempo, o semanário andou com António Borges ao colo. E até por lá o deram como o homem certo para o lugar de primeiro-ministro.

 

Hoje, os portugueses desembolsam um valor não revelado para pagar o salário de Borges na comissão de acompanhamento das privatizações. Será que se pode mandar a conta ao jornal que o ajudou a tornal credível?

 


publicado por Tempos Modernos, às 12:23link do post | comentar | ver comentários (1)

António Saraiva, líder máximo da CIP, acha que a maioria dos empresários não contrataria António Borges, mas o homem integra o conselho de administração da Jerónimo Martins.


publicado por Tempos Modernos, às 11:52link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Absolutamente transgeracional, a manifestação de ontem no Terreiro do Paço não teve a amplitude sociológica do 15 de Setembro, ou da vigília do Conselho de Estado.

 

João Proença, que pertence à Comissão Nacional do Partido Socialista, pode ter ajudado a desmobilizar muitos dos afectos aquele partido, mas a debandada do grosso da multidão após ouvir o discurso de Arménio Carlos, o secretário-geral da CGTP, também indicia um perfil diferente dos protestos. A essa hora, ainda um grosso caudal de gente desfilava compacta entre o Rossio e o Terreiro do Paço. Do ponto de vista da organização e da eficácia, tinha-se ganhado em fazer a coisa transbordar e durar.

 

O recuo na TSU, trocado por medidas igualmente gravosas em termos financeiros, pode ter acalmado muita gente, e Cavaco demorou duas semanas para ouvir a CGTP acerca desse assunto. A intenção de marcar uma Greve Geral, aberta à participação da UGT, segue em rota de colisão com a forte opinião publicada. Acabará por soar a marcação de ponto. A não ser que o Orçamento de Estado reavive hostes.


29
Set 12
publicado por Tempos Modernos, às 15:06link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: dn.pt)

 

Sempre que António Borges abre a boca a gente ri-se.

 


publicado por Tempos Modernos, às 13:07link do post | comentar | ver comentários (1)

António José Seguro encontrou-se com os dirigentes socialistas da Espanha, da Grécia e da Itália, em Bruxelas, e anunciou uma estratégia conjunta dos países do Sul na União Europeia.

 

Este tipo de estratégia devia também ser seguida pelos outros partidos da oposição. Ao menos de modo que se visse. Do lado do PSD e do CDS-PP a ideia está montada desde sempre, mas em convergência com os países do norte. Os resultados são os que se conhecem: a Alemanha tem taxas de juro negativas.

 

Infelizmente para Portugal e para o futuro europeu, a convergência dos secretários-gerais socialistas pecam por tardia. Presos nos seus próprios labirintos, os partidos receiam ter razão antes do tempo.

 

A ver o que farão com essa razão. Tanto mais que em Portugal o poder parece próximo de regressar às mãos do PS e os que sempre trataram da vidinha vão chamando a atenção para a necessidade de estabilidade política.


publicado por Tempos Modernos, às 10:40link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Cúmplice de poderes maiores, o génio da Finança, cuja dicção e ciência muitos saudaram nas últimas páginas dos diários, vai falhando estrepitosamente o cumprimento do défice. E não foi por falta de avisos. Só páram quando os pararem.


publicado por Tempos Modernos, às 10:31link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: http://lisboadesaparecida.blogspot.pt)

 

Mais coisa menos coisa, Passos Coelho apelou à resolução colectiva dos problemas do país.

 

Esta tarde, terá uma audível resposta ao apelo. A manifestação convocada pela CGTP não contará apenas com os filiados na central ou com os eleitores de esquerda.


publicado por Tempos Modernos, às 10:28link do post | comentar | ver comentários (1)

Um dejecto da cronística que para aí anda, defensor de torcionários e das muitas canalhices que se podem fazer ao ser humano, escreveu que na comunicação social se pratica jornalismo de causas e que a cobertura das manifestações é feita por repórteres pró-protesto.

 

Num dos sítios onde lhe pagam para torturar inteligências e catequizar a estupidez, os estagiários saíam sempre instruídos com perguntas para ridicularizar os manifestantes. A fuga ao guião nunca favoreceu a continuidade de ninguém nessa redacção.

 

 


28
Set 12
publicado por Tempos Modernos, às 09:36link do post | comentar | ver comentários (1)



Rio Bravo e A Desaparecida foram transmitidos este domingo pela RTP-Memória. Faltou Johnny Guitar para fechar a tríade mais gloriosa do Western.

 

Se demasiadas vezes a emissão do canal soa a algo entalado entre o cabotino e o desfasamento amador da produção (o que se corrige), filmes de Howard Hawks e de John Ford só se podem ver na estação pública.

 

Foi no Memória também que, noutro domingo à tarde, houve oportunidade de ver A Severa, o primeiro fonofilme (assim se lhe chamou) português.


mais sobre mim
Setembro 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
13

17

24
25
27



pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO