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Jun 13
publicado por Tempos Modernos, às 20:15link do post | comentar

 

Trabalhei numa revista que adorava publicar estudos e inquéritos. Cenas que cheirassem a sexo, drogas, escândalo, fumos de mexeriquice preferencialmente legitimados com ferrete académico.

 

Infelizmente, a referência também não lhes foge. Este traz a chancela de uma cadeia de hotéis e não indica números.

 

Não sei que idade terão os estudantes quando se começa a falar de Shakespeare no ensino britânico. Acredito que seja ao menos semelhante aquela que terão os alunos portugueses quando se começa a falar de Camões. Ou seja, pelo 9º ano, quando as turmas são maioritariamente constituídas por adolescentes com 14 anos de idade.

 

Se fosse em Portugal, metade da faixa estária escolhida para o estudo hoteleiro teria ouvido falar de Camões, quanto mais não fosse obrigada pelos programas da escolaridade obrigatória. Com jeito admitir-se-ia que entre os 11 e os 13 anos, um número razoável tenha ouvido falar em Camões.

 

Deve ser exactamente o que se passa em Inglaterra com William Shakespeare. Talvez bastasse uma voltinha na net para perceber que a obra do dramaturgo continua presente nos programas escolares do Reino Unido, talvez bastasse um módico de incredulidade para desconfiar da esmola excessiva, talvez alguém que editasse os artigos e barrasse a publicação de lixo. Mas não se espere que se continue a fazer jornalismo quando se desiste de empregar jornalistas.

 


publicado por Tempos Modernos, às 19:57link do post | comentar

 

O fim da inocência na televisão.


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