25
Fev 14
publicado por Tempos Modernos, às 08:27link do post | comentar

 

(Público via blogue Vai e Vem)

 

Só um partido governado pela mais absoluta convicção de que vive na completa impunidade das suas acções indicaria Miguel Relvas para presidente do Conselho Nacional.


23
Fev 14
publicado por Tempos Modernos, às 16:49link do post | comentar

Na semana passada, Silva Pereira voltou à carga com a responsabilidade do PCP e do BE na chegada da actual maioria ao Governo. A história vai sendo largada enquanto mantra para auto-consumo dos militantes desde o chumbo das propostas contidas do quarto Pacote de Estabilidade e Crescimento apresentado por José Sócrates ao país.

 

A questão é bem mais importante do que parece aos demagogos que constroem algumas das narrativas do PS. E verdadeiramente destruidora da Democracia e da Política. Mas o tremendamente grave é que se mostrem incapazes de o perceber.

 

No essencial, é uma narrativa de onde está ausente qualquer crença na democracia e na política, é a concepção pragmática que levou todos os partidos sociais-democratas à morte logo com a queda do muro de Berlim.

 

Em Portugal, Guterres, com as agendas liberais de correias de campos, bessas e mateuses atreladas foi já o cadáver nauseabundo de um partido transformado em terceira via. Uma coisa sem ideias suas, sem programa seu, sem convicções próprias. As da Banca - ainda há pouco escoradas em Maastricht por um primeiro-ministro que a afastamento bem medíocre retornou e que aldrabaria eleitores até chegar a Belém - serviam bem. Aliás, serviam muito bem, como se veria muitos anos depois com o inevitável e responsável (viu-se) Tratado de Lisboa.

 

Por essa altura, as ligações política-negócio tinham-se corporizado em gente como Jorge Coelho. Mas havia ainda a relativização dos direitos humanas e o autoritarismo do desejado António Costa posto em letra de citação postal e em mandados de busca e captura cumpridos madrugada fora; ou nos voos da CIA à conta da traição neo-conservadora de Luís Amado e ignorados por Sócrates na sua tese sobre Tortura em Democracia.

 

Pelo menos desde a queda do muro de Berlim que os sociais-democratas (família onde o PS se inclui) não têm uma ideia sua. Terão uma maneira sua de pôr em pé a ideia de Outro, ou, muito vezes uma maneira-outra de pôr em prática a ideia de Outro. Em Portugal, privatizações, PPP, mexidas neo-liberais no Código Laboral, despaisamento e desertificação, esvaziamento de serviços públicos.

 

 

Quando no PS se afirma que PCP e BE são responsáveis pela chegada ao poder de Passos Coelho, Paulo Portas e da tróica, estão na realidade a recusar a existência do debate democrático e político. Reservam aos partidos à sua esquerda, uma espécie de papel de tutor do PS para se manter no poder. Recusam que PCP e BE discutam a democracia e a política nos moldes em que esses dois partidos pensam a sociedade.

 

No argumentário de Pedro Silva Pereira (peditório para que curiosamente o seu muito próximo Sócrates não tem dado) só existia uma opção política e democrática em cima da Mesa. E essa tinha de ser tomada nos exactos termos do debate democrático balizado pelo PS, PSD e CDS-PP. Em cima da mesa, segundo este ponto de vista socialista, ou o PEC e o PS, ou a tróica com o seu conjunto de medidas da mesma família ideológica das previstas nos PEC e a actual maioria.

 

Os partidos representantes das ideias de cerca de 15 por cento do eleitorado tinham pois de excluir os seus pontos de vista da discussão pública.

 

E é aqui que no PS se faz o jogo neo-liberal. Ao recusar que PCP e BE tenham e defendam a sua própria mundividência política, o PS exclui dos dois partidos de qualquer debate democrático. Mas vai mais longe. Pois exclui um conjunto de eleitores da participação cívica, recusando-lhes o direito de pensar fora do pragmatismo hegemónica. Remete esses partidos, essas ideias, esses eleitores para fora da ordem estabelecida e da qual se sente legítimo representante.

 

Ou seja, o PS que aplaude estas ideias de Silva Pereira reserva-se um papel na ordem estabelecida, mas remete outros – na melhor das hipóteses uma multidão irracional – para o papel dos excluídos da história, da política e da democracia. O PS faz-se pois representante de um dos pontos de vista mais reacionário e mais contrários à social-democracia. O ponto de vista daqueles que acham que duas pessoas bem intencionadas com a mesma informação escolhem sempre a mesma solução.


publicado por Tempos Modernos, às 16:39link do post | comentar

Qualquer tentativa cientificamente proba e honesta de categorizar a deputada do PSD que perguntou aos bolseiros de investigação a relevância de estudos de botânica africana, arrisca-se a sofrer queixa judicial da madame.

 

O que é aterrador: Primeiro, o PSD encaminha para a Comissão de Educação da Assembleia da República gente tão impreparada como o protótipo do taxista. Já que o campo em que a obviamente inútil deputada navega é o da utilidade prática evidente, talvez a sua indicação constitua modo de representar alguma quota intelectual nacional - a da gente que não tem memória de ter lido, ouvido ou visto (sei lá, num filme de acção de Hollywood) dizer que muitas das descobertas em medicação vivem de desenvolvimentos na investigação em plantas e animais de todo o mundo.

 

Segundo, aquilo que a referida senhora é, é o tipo de coisa que não se pode dizer em público.


publicado por Tempos Modernos, às 16:37link do post | comentar

É apenas o segundo postado do ano. Os próximos capítulos serão mais activos.


mais sobre mim
Fevereiro 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

24
26
27
28


pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO