31
Dez 16
publicado por Tempos Modernos, às 18:25link do post | comentar

Nas véspera de Natal, Paulo Ferreira, um desses directores e comentadores inamovíveis da comunicação social portuguesa, recebeu com espanto fingido a notícia de que Marcelo Rebelo de Sousa admite custos para os contribuintes na solução proposta pelo Governo para os lesados do BES.

 

“A sério?? Por esta é que ninguém esperava.”, tuítou.

 

A gracinha é de uma ironia pesada e peca por tardia. Não se recordam idênticas preocupações de Paulo Ferreira com os contribuintes nos quatro anos e meio da governação da dupla Passos Coelho e Paulo Portas.

 

Paulo Ferreira é um jornalista medíocre e parcial cujo sucesso na carreira só se explica pelo estado comatoso a que a nossa corporação e os jornais se deixaram chegar. Eles na crista das fichas técnicas e o jornalismo nas cavas.

 

Em condições normais, num meio onde a informação tivesse relevância democrática e valesse enquanto bem social, as qualidades que Paulo Ferreira tem revelado no exercício público da profissão nunca o recomendariam para as várias funções de chefia jornalística coleccionadas.

 

O jornalismo em Portugal só se fará contra estas figuras. Não servem a informação e dão-lhe mau nome.


publicado por Tempos Modernos, às 18:21link do post | comentar

Todos os anos, há décadas, se repetem os avisos. Diz-se Pais Natais e não Pais Natal.

 

Mas nunca falha, descobre-se sempre alguém que escreve em jornais e a quem a formação do plural de Pai Natal não provoca qualquer inquietação.


publicado por Tempos Modernos, às 18:14link do post | comentar

"Não se sabe o motivo pelo qual Loprieno falou tal frase para as crianças."


publicado por Tempos Modernos, às 12:10link do post | comentar

Em Novembro, Ferreira Fernandes começou um texto a lembrar que a "Guiné Equatorial, o paraíso africano, aboliu há décadas a pena de morte. Evidentemente, pois não foi colonizada por Portugal, que ainda há pouco garroteava". E foi por aí fora. Atirou a Espanha de há 150 anos para os braços de Victor Hugo que a elogiava por ter abolido a pena de morte, xomparou a manutenção da pena de morte nas antigas colónias portuguesas e a sua abolição nas colónias vizinhas.

 

Não é preciso saber muito de história, nem sem particularmente culto, para saber que em meados da década de 1970, a Espanha ainda executava presioneiros. Nem que foi Portugal o país que recebeu os elogios do escritor francês pelo papel (quase) pioneiro na abolição da pena de morte - uma abolição que continuamente relembra.

 

Também era preciso andar muito distraído para não se saber das muitas vozes críticas da adesão da Guiné Equatorial à CPLP por causa do seu registo de violações várias dos direitos humanos e pela retenção da pena de morte. Mais, pelos dias em que Ferreira Fernandes escreveu, por alturas de mais uma cimeira da Comunidade Países de Língua Portuguesa, não faltavam noticiários onde não se criticasse aquela ex-colónia espanhola.

 

Ainda assim, foram muitos os leitores que sentiram a necessidade de corrigir Ferreira Fernandes e de lhe criticar a ignorância completamente alheados da óbvia, ruidosa e por todos os lados denunciada ironia do jornalista.

 

Não muito depois, Ferreira Fernandes (FF) escreveu acerca das multas a quem não ceda o lugar nas bichas a velhos, grávidas e deficientes. Começava por dizer que o Estado resolvera proteger aqueles grupos que assim passariam a ser os "Donos Disto Tudo [DDT], na secção das filas". Terminava a saudar as multas que põem na linha gente que nas redes sociais se indignava com a prioridade dada aos velhos.

 

Mais uma vez ficou com a crónica por entender. No seu comentário, um leitor, madrugador, elencou-lhe mesmo aqueles que, por oposição aos velhos, grávidas e deficientes, serão os verdadeiros donos disto tudo, dos presidentes da República reformados, dos ministros, aos deputados.

 

O leitor acabou ufano e rutilante: "Sr. FF explique lá o que é ser DDT, devagarinho, porque nós somos pouco inteligentes." Não era preciso dizê-lo. A falta de inteligência do tipo era por demais evidente. E ainda apareceu outro crânio para lhe pespegar com um Like no comentário.

 

 


publicado por Tempos Modernos, às 08:48link do post | comentar

Francisco Assis não tem (nem nunca teve) um programa exaltante para o PS.

 

Todavia, um par de reparos na caixa de comentários de uma notícia que se lhe refere é o grau zero da política e da inteligência crítica.

 

Acusam-no de estar a morder a mão que lhe dá de comer quando contestar a solução governativa do seu próprio partido.

 

Que a utilizem num contexto - o da luta política - que se deseja participativo e plural diz muito das convicções democráticas e cidadãs.

 

Também já a ouvi da boca de uma jornalista, lá na revista. O que diz bastante das qualidades para o exercício da função.


30
Dez 16
publicado por Tempos Modernos, às 11:31link do post | comentar

A Rádio Renascença contratou para o comentário um grupo de alegre malta da Direita extremista portuguesa.

 

Hoje, um provocador bem pouco fiável abre o comentário na emissora católica portuguesa a falar do tamanho das mamas que estão na moda.


27
Dez 16
publicado por Tempos Modernos, às 18:27link do post | comentar

 


23
Dez 16
publicado por Tempos Modernos, às 17:10link do post | comentar

No final do ano passado, um grupo não dispiciendo de jornalistas de política deu Vieira da Silva como um ministro que agradaria à Esquerda.

 

A afirmação é apenas mais uma das muitas que expõem as fragilidades de análise de um grupo maioritariamente pouco capaz de dizer coisas que colem com a  realidade.

 

Vieira da Silva já em tempos tinha mexido o Código de Trabalho de Bagão Félix a favor dos patrões, o que não era de molde a deixar a esquerda descansada. Medidas nascidas e propostas pela direita e amplamente criticadas à esquerda, acabam reequacionadas por Vieira da Silva.

 

Recentemente, mostrou-se incapaz de pensar fora do esquematismo liberal, quando solicitado a fazê-lo pelo Reitor da Universidade de Coimbra - o que mais vincava a alienação de grande parte do grupo dos jornalistas de política.

 

Agora, Vieira da Silva volta a aproveitar uma ideia da Direita e entrega um catita cabaz de Natal aos patrões da CIP, CCP e CAP, ao pôr os contribuintes a subsidiarem-lhes (através da redução da Taxa Social Única) um muito atrasado aumento do salário mínimo nacional.

 

António Costa pode dar voltinhas, falar de Natal e pôr os tuítes oficias do PS a dizer que fecharam 2016 com chave de ouro.

 

No essencial e na substância, fecha o ano com uma traição dos acordos que lhe têm mantido o Governo, disse-lhe a esquerda parlamentar com todas as letras, aquiaquiaqui. Entre a tentação da maioria absoluta e da aliança com o sucessor de Passos Coelho, o PS balançará?


16
Dez 16
publicado por Tempos Modernos, às 11:52link do post | comentar

A ler:

 

"Comparem a demasiada importância que se deu à retórica da campanha de Trump - como ele falava (não o que ele fazia) das mulheres, negros e hispanos - com a displicência com que se acolheram os dados, alguns por ele assumidos, sobre as suas ilegalidades financeiras e fiscais. Policiando tanto as palavras puseram-nas no patamar dos factos."

 

Embora o nexo de causalidade estabelecido na conclusão não faça sentido. As palavras são factos sem necessidade de que as empurrem.


12
Dez 16
publicado por Tempos Modernos, às 13:01link do post | comentar

Depois da avalanche de insultos dirigidos por Jorge Jesus a Rui Vitória na época passada, foi ontem, finalmente, possível, e apesar das queixas manifestadas com a arbitragem, ver o treinador sportinguista tratar o adversário de modo urbano e civilizado.

 

Também em Play-off, programa de debate futebolístico, da SIC Notícias, regressou Manuel Fernandes para substituir Inácio, o que constituirá uma assinalável obra de asseio e higiene. O ex-jogador do Futebol Clube do Porto e do Sporting tornara o programa absolutamente infrequentável.

 

Antes dele, com Manuel Fernandes, discutia-se futebol. Com Inácio aquilo tornou-se um palco de má educação, insultos, e sectarismo - um estilo que deve muito ao do norte futebolístico dos anos 1980 e 1990.

 

E o moderador bem merece esta mudança.


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