08
Mai 13
publicado por Tempos Modernos, às 17:13link do post | comentar

Os jornais de segunda-feira amanheceram com o discurso de Paulo Portas na primeira página.

 

Alguns, não todos, registaram divergências do líder do CDS-PP com Passos Coelho e com o Governo.

 

A questão pode colocar-se: quem fez as tais primeiras páginas ou é estúpido ou faz o jogo do ministro. Não se sabe qual delas recomendará melhor um jornalista.

 

É que como afirma Jesus, Jorge, citando um filósofo menos desportivo, um certo Vladimiro, filho de Elias, outro nome de proféticas ressonâncias bíblicas, “a prática é o critério da verdade”.

 

E apesar da retórica publicitada e propagandeada, a acção de Paulo Portas e dos seus ministros tem contrariado a prática do Governo exactamente em quê?

 

O mitigamento do efeito das piores propostas governamentais decorrerá menos de uma natural preocupação dos ministros populares do que de se anunciar sempre a aplicação da pena de morte ao condenado, para a seguir a comutar em prisão perpétua.

 

Até ver, nunca deixou de ser cruzada a linha de que Portas falou no domingo, nessa encenação para convencer nicho eleitoral. Nunca deixou de se impôr em modo chacina sobre as vidas dos mais velhos (e não só, e não só).

 

O sentimento democrata-cristão, a piedade pelos pensionistas, a oposição de quem só fica em nome da Pátria, a consciência dolorosamente macerada em nome de um dilema ético, uns olhos lindos comós amores são coisas que só alguns fazedores de primeiras páginas conseguem descortinar.


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