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Mai 13
publicado por Tempos Modernos, às 15:45link do post | comentar

(Foto: tvi24iol.pt)

 

Longe vão os tempos em que o Presidente da República se servia da sua quota pessoal no Conselho de Estado para dar voz aos partidos parlamentares sem representação neste órgão.

 

Com Cavaco a lógica mudou. O actual inquilino de Belém tem optado por indicar quem pensa como ele. Curioso que tenha vindo das suas bandas partidárias (Marques Mendes eleito pelo parlamento e Rebelo de Sousa indicado pelo PR) o anúncio de que o Conselho de Estado estava para se reunir.

 

O socialista Manuel Alegre, conselheiro eleito pela Assembleia, não sabia de nada. O outro representante parlamentar vindo das bandas do PS, o secretário-geral António José Seguro, soube pelos jornais da convocatória pelos jornais da convocatória do órgão de aconselhamento político do Presidente da República. Aparentemente, a comunicação do Conselho de Estado funcionará melhor num sentido que noutro.

 

E que se vai discutir no Conselho de Estado? As perspectivas da economia portuguesa após a saída da tróica, daqui a um ano. Além de manter a discussão dentro do círculo ideológico que trouxe o país ao estado em que se encontra, Cavaco procura conselho em matéria que nem sequer está exactamente dentro do âmbito das competências constitucionais presidenciais.

 

Embora diga que não, que na sombra trabalho muito essas questões, na aparência, Cavaco está mais que desatento ao estado de calamidade em que muitos vivem. Depois admire-se de ter mais uma manifestação marcada para a sua porta, no dia 25 de Maio.


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