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Mai 13
publicado por Tempos Modernos, às 13:22link do post | comentar

 

(Foto: tvline.com)

 

O Público abriu as páginas de ontem ao debate sobre a adopção por casais do mesmo sexo. Da banda do contra, um psicólogo citava um artigo australiano (Children in Three Contexts) onde se estudava "o melhor ambiente para um desenvolvimento social da criança e para a sua educação."

 

No tal trabalho compararam-se crianças a viver com "casais heterossexuais casados", "casais heterossexuais em união de facto" e "pares homossexuais".

 

Ignora-se se a designação "pares" terá sido a escolhida pelos australianos ou uma opção do psicólogo clínico e sexologista em detrimento de "casais".

 

De qualquer forma, se se admite que o ter dois pais ou duas mães possa dar nas vistas sendo algo complicado livrar-se da envolvente crítica (veja-se o testemunho do psicólogo) já a ausência do casamento dos progenitores torna-se de evidência mais complicada (talvez com excepção das pequenas vilas portuguesas de interior ou nas escassamente povoadas cidades australianas). 

 

Não li, confesso, o artigo a que o psicólogo dá a sua caução, enquanto de caminho, por vícios metodológicos, elimina uma série de outros de que não indica títulos ou autoria. Mas talvez o citado estudo australiano ganhasse com um quarto contexto: o das crianças a viver com "casais heterossexuais casados pela igreja". Quase que se aposta que ainda dariam melhor lar aos rebentos que os dos "casais heterossexuais casados pelo civil". 

 

Abel Matos Santos, o referido psicólogo, defende que "privar deliberadamente uma criança da possibilidade de ter um pai e uma mãe magoa e faz mal à criança". Só nada diz de forçar uma criança a viver institucionalizada e sem família ao impedir a sua adopção por casais (ou pares, como ele escreve) homossexuais.


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