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Nov 15
publicado por Tempos Modernos, às 10:02link do post | comentar

Cavaco gosta tanto de ouvir o oco que reverbera que, entre os economistas escolhidos a dedo para o aconselharem sobre a nomeação de um novo Governo, está Vítor Bento, representante da raça e um caso sério de lata e desfaçatez.

 

Se, e quando, o voltar a ouvir (um destes dias, que deixou de haver pressa de formar Governo, ou empenho na estabilidade governativa) na qualidade de conselheiro de Estado (cargo que ocupa pela cota pessoal do inquilino de Belém), Cavaco não estranhará o eco repetindo o que já antes quisera ouvir.

 

Talvez até sorria embevecido com o dia em que, quebrando a tradição dos Presidentes da República da Democracia, deixou de indicar para o Conselho de Estado gente que cobrisse todo o espectro ideológico e convidou cinco caixas de ressonância da sua própria opinião. Se acedera a interromper o doce remanso da reforma, não fora de certeza para ouvir parvoeiras e gente estúpida.

 

E talvez Cavaco evite esconder a melancolia por, nesta rodada das forças vivas da nação, não ter podido convidar o amigo Dias Loureiro, antigo banqueiro e companheiro de Governo e partido que também foi seu conselheiro de Estado.


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