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Ago 16
publicado por Tempos Modernos, às 21:19link do post | comentar

Já agora, mais mais duas coisas dignas de nota nesta curiosa conclusão editorial do Expresso, alargada ainda à SIC e à SIC-Notícias (e ao falido Económico),

 

1. Por um lado, na análise dos resultados desta sondagem ignora-se que a conversão dos votos em mandatos é feita por distrito e pelo método de Hondt. O que a ficha técnica  da sondagem diz é que os votos foram estratificados por regiões NUT de nível II. Não falam na distribuição por distritos, mas sim de uma leitura nacional.

 

Se um só partido obtivesse uma maioria absoluta a nível nacional, isso poderia indiciar e implicar a sua vitória e o direito a formar Governo. Já a soma das votações nacionais de vários partidos tende a ignorar os restos de cada distrito, votos efectivamente recebidos, mas não suficientes para serem convertidos em mandato de um deputado.

 

Vários restos acumulados a nível nacional em vários partidos podem indicar uma subida de votação, mas já não indicam necessariamente a otenção de votos que permitam ao partidos somados atingirem uma maioria absoluta.

 

2. Mas se a análise técnica e meramente numérica tem fragilidades, a análise política não se fica a rir. A realidade é que a sondagem não dá exactamente uma maioria absoluta de 45,2 por cento a dois partidos. O que a sondagem dá realmente é que, somados, os três partidos, PS, BE e CDU, atingiam já 53 por cento das intenções de voto a nível nacional. Dito como foi dito pelo Expresso, e repetido nos canais televisivos do grupo de Balsemão, até pode dar a impressão que a solução governativa não tem vindo a ganhar apoiantes e gente satisfeita com ela.

 

O que ocorre aos jornalistas que fizeram a análise (e aos que a repetiram) não é vincar a subida de votos da solução existente. O que lhes ocorre é ler os números de modo que ponham em causa a solução a três.

 


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