08
Fev 17
publicado por Tempos Modernos, às 18:29link do post | comentar

Às vezes, o politólogo André Freire sai-se com umas ideias de aproximação dos eleitos aos eleitores que não se vê muito bem que efeito trarão que não o de estragar a proporcionalidade, beneficiar os candidatos a deputado que aparecem muito nas televisões e reforçar a bipolarização.

 

Finalmente, parecia dizer umas coisinhas com mais sentido. Mas estragou tudo quando explicou o título do seu novo livro, Para lá da "Geringonça":

 

"A capa mostra os festejos da queda do Muro de Berlim, mas é a palavra geringonça que se destaca. Está entre aspas, pois André Freire não se revê na adjetivação promovida pela direita: «Tive alguma resistência em o aceitar após ter sido sugerido pelo editor, mas acabei por dizer sim porque é um título mais sexy do que o académico e enfadonho que eu tinha». Não gosta do termo porque é «pejorativamente criado, por Vasco Pulido Valente e depois Paulo Portas, para tentar classificar uma parte de forma depreciativa», mas reconhece que facilita a vida ao leitor."

 

Em desacerto deontológico cedeu à pressão comercial e escolheu um título que engana o leitor quanto às convicções e pressupostos científicos e de cidadania de que o autor parte.


mais sobre mim
Fevereiro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
11

12
14
15
16
17

24
25

27
28


pesquisar neste blog
 
blogs SAPO