27
Out 17
publicado por Tempos Modernos, às 11:51link do post | comentar

Títulos como este fazem tocar a rebate muito sino partidário.

Não ganharia a Marcelo Rebelo de Sousa, mas em tendo condições pessoais Manuel Carvalho da Silva poderia pensar na velha ideia de concorrer a Belém. Seria um candidato capaz de fazer um pleno de apoios à primeira volta.

 

 


16
Jan 17
publicado por Tempos Modernos, às 16:33link do post | comentar

Vital Moreira - com mais uns quantos - não perde uma oportunidade para tentar mandar abaixo o Governo do partido que apoia.

 

Ao querer que António Costa estique uma das cordas essenciais afinadas com os partidos que lhe viabilizaram o Governo, Vital Moreira ignora olimpicamente vários sapos já engolidos por BE, PCP e PEV.

 

Além do compulsivo reflexo suicidário o que terão figuras como Vital Moreira, Vera Jardim, ou Francisco Assis para oferecer aos portugueses e aos companheiros de partido?

 

 

 

 


06
Jan 17
publicado por Tempos Modernos, às 20:12link do post | comentar

O subsídio que os contribuintes, através da descida da Taxa Social Única, vão dar às empresas para aumentarem o salário mínimo é um erro. Não apenas do ponto de vista filosófico mas também dao ponto de vista da solução de governo encontrada pelas esquerdas parlamentares em 2015.

 

Agora, Vera Jardim, figura do PS com uma certa gravitas, ex-ministro de António Guterres, sugeriu que o PS force a nota da Europa para marcar diferenças com o BE e o PCP.

 

Alguns dentro do PS evidenciam uma vertigem suicida.

 

 


29
Ago 16
publicado por Tempos Modernos, às 14:23link do post | comentar

Um tópico muito recorrente no discurso do PSD é a catástrofe a que o país está sujeito sempre que há governações do PS. De como as acções governativas do PS afugentam todo e qualquer o investimento estrangeiro.

 

Gritam muito alto como para serem ouvidos lá fora. Como se por falarem, a coisa acontecesse. Como se quisessem reforçar a hipótese de ser ouvidos e assim minar a resposta económica obtida por outras governações que não a sua.

 

Agora é Passos Coelho a descobrir um país dominado pelos comunistas e pelos bloquistas. Do Minho ao Algarve, uma série de diabos vermelhos a evitar cuidadosamente por qualquer empresário digno desse nome. Felizmente, amigo, o PSD avisa. Como avisa sempre.

 

Por isso também me rio sempre, muito, quando ouço alguém daquela banda a falar de sentido de Estado.

 

 


publicado por Tempos Modernos, às 09:45link do post | comentar

Pedro Passos Coelho insiste na "obrigação moral" da esquerda em garantir a estabilidade do país.

 

Quer dizer, tem razão, sim, mas com ressalvas. Depois das últimas legislativas, Passos Coelho não se coibiu de formar Governo quando já quase toda a gente tnha percebido que a sua não era uma solução estável.

 

Depois disso, tem havido bastantes mais meses de estabilidade política do que aqueles que ele e Paulo Portas foram capazes de garantir.


22
Ago 16
publicado por Tempos Modernos, às 19:52link do post | comentar

Marques Mendes é um político que cria factos que interessam ao seu partido, o PSD, e que uma estação de televisão usa como comentador.

 

Ontem deu o tiro de partida. Falou da necessidade de remodelar o Governo de António Costa. Como se fosse uma figura neutra, Mendes falou na mudança de titulares nas Finanças, na Economia e na Educação.

 

Se o primeiro pode ser acusado de falta de habilidade e o segundo de mal se dar por ele, com a pasta da Educação a coisa é diferente.

 

Remodelar Tiago Brandão Rodrigues é uma reestuturação que serve sobretudo os donos de colégios privados e os autores e editores de livros e manuais de exames - clientelas do anterior governo, apoiado por Marques Mendes.

 

Do lado do BE, da CDU e dos sindicatos é muito pouco provável que existam grandes queixas do ministro. Estão bem recordados de Nuno Crato. Resta a Marques Mendes ir dando uma má imagem do ministro Tiago Brandão Rodrigues. Queimá-lo em fogo lento.

 

O tiro de partida de Marques Mendes e a ideia de remodelação têm obvia intenção partidária, Mas os seguidores estão garantidos.

 

O facto virtualmente inexistente na véspera foi de imediato aproveitado por vários interessados no fim do Governo de Costa. De ontem para hoje até surgiram jornalistas a dar como garantido que Costa "já percebeu que tem de efectuar uma remodelação governamental".

 

Os achanços e desejos íntimos de Marques Mendes e de alguns jornalistas ainda não se tornaram factos. Embora pelo que se vai lendo, às vezes pareça.

 

A falta que fazem jornais e jornalistas com outra cultura, capazes de dar o outro lado dos discursos e acompanhar de outra perspectiva as vicissitudes de um Governo apoiado pela Esquerda parlamentar.


05
Ago 16
publicado por Tempos Modernos, às 21:19link do post | comentar

Já agora, mais mais duas coisas dignas de nota nesta curiosa conclusão editorial do Expresso, alargada ainda à SIC e à SIC-Notícias (e ao falido Económico),

 

1. Por um lado, na análise dos resultados desta sondagem ignora-se que a conversão dos votos em mandatos é feita por distrito e pelo método de Hondt. O que a ficha técnica  da sondagem diz é que os votos foram estratificados por regiões NUT de nível II. Não falam na distribuição por distritos, mas sim de uma leitura nacional.

 

Se um só partido obtivesse uma maioria absoluta a nível nacional, isso poderia indiciar e implicar a sua vitória e o direito a formar Governo. Já a soma das votações nacionais de vários partidos tende a ignorar os restos de cada distrito, votos efectivamente recebidos, mas não suficientes para serem convertidos em mandato de um deputado.

 

Vários restos acumulados a nível nacional em vários partidos podem indicar uma subida de votação, mas já não indicam necessariamente a otenção de votos que permitam ao partidos somados atingirem uma maioria absoluta.

 

2. Mas se a análise técnica e meramente numérica tem fragilidades, a análise política não se fica a rir. A realidade é que a sondagem não dá exactamente uma maioria absoluta de 45,2 por cento a dois partidos. O que a sondagem dá realmente é que, somados, os três partidos, PS, BE e CDU, atingiam já 53 por cento das intenções de voto a nível nacional. Dito como foi dito pelo Expresso, e repetido nos canais televisivos do grupo de Balsemão, até pode dar a impressão que a solução governativa não tem vindo a ganhar apoiantes e gente satisfeita com ela.

 

O que ocorre aos jornalistas que fizeram a análise (e aos que a repetiram) não é vincar a subida de votos da solução existente. O que lhes ocorre é ler os números de modo que ponham em causa a solução a três.

 


publicado por Tempos Modernos, às 17:06link do post | comentar

Há umas quantas semanas, jornalistas da secção de política de um dos periódicos nacionais queixavam-se das instruções diárias das chefias para fazer notícias que indiciassem cisões entre os partidos que apoiam o Governo de António Costa.

 

É um tipo de registo informativo que fala mais dos estados de alma dos jornalistas que o promovem que da realidade dos factos. Durante a última campanha eleitoral, só se viu um jornalista a acertar no Governo que aí viria, caso a coligação de Passos Coelho e Paulo Portas não chegasse à maioria absoluta.

 

O resto ignorou essa opção. Com desdém, desenhou cenários de menosprezo da capacidade de entendimento dos partidos da esquerda parlamentar. Bem se lixaram. E pagaram com um erro evitável a informação que deram aos leitores.

 

Mas a falha grosseira não teve grandes consequências a nível da consciência jornalística. Pelo menos, nada que afectasse por aí além um certo tipo de raciocínio. No Expresso, grande jornal político, persiste-se na análise de sondagens a partir do paradigma mental que determinou o espanto com a coligação parlamentar entre PS, BE e CDU.

 

Nova sondagem do semanário faz título com "PS e BE à beira da maioria absoluta". E continua-se na entrada com um "PS poderia dispensar CDU de um entendimento à esquerda para conseguir governar". Fazem-se, pois, contas com base na possibilidade de correr com um dos partidos de esquerda, procuram-se portas de entrada para o minar da confiança entre parceiros de uma coligação que tem funcionado.

 

A leitura de quem faz a análise é formalmente inatacável. Os números não deixam de poder ser lidos como foram. Infelizmente, confunde informar com estados de alma pessoais e colectivos da corporação activa e evita pôr outros dados na mesa.

 

A força da coligação que apoia o Governo PS decorre também da amplitude de forças que a constituem. Tem mais peso só por si uma solução com os três partidos que uma solução que contasse apenas com um deles. Não é indiferente me termos simbólicos ter o apoio de toda a esquerda parlamentar ou ter apenas o apoio de parte desses partidos. Os ganhos desta solução são muitos. Já as perdas não as conheço.

 

Ter BE e CDU na equação permite ao PS jogar um com o outro (e até com um contra o outro, nas muitas circunstâncias em que ambos se queiram emular). Ter  o BE permite ao PS justificar muitas das chamadas medidas fracturantes e modernizantes. Ter a CDU permite trazer para a solução governativa uma massa específica sindical e autárquica que o BE não tem.

 

Depois, para o PS, a CDU é uma enorme garante de fidelidade ao acordado. O BE garante aos socialistas uma combatividade e uma vivacidade não despiciendas.

 

Deitar fora um dos parceiros da coligação parlamentar, minaria a confiança dos parceiros. Quando chegará a minha vez, perguntaria o outro. E, enquanto isso, o que ficasse de fora só dificilmente se voltaria a mostrar disponível para entendimentos. Mesmo que tenha sido apanhado num momento irreptível, António Costa sabe que fez História ao unir as esquerdas.

 

Duvida-se que esteja disposto a deitar fora o que conquistou.

 

 


04
Ago 16
publicado por Tempos Modernos, às 14:16link do post | comentar

BE e PCP tomaram posição acerca das viagens de Rocha Andrade ao Euro 2016 pagas pela Galp.

 

O CDS-PP considerou ensurdecedor o silêncio dos partidos de esquerda que apoiam o Governo.

 

A crítica dos partidos da esquerda já saiu, mas não é suficiente para o grosso dos leitores que comentam a notícia no Expresso digital.

 

Os do CDS-PP precipitaram-se propositadamente. Já sabiam que BE e PCP iriam reagir como reagiram, mas enquanto o pau vai e vem sempre mantêm o Governo em lume brando

 

Quanto aos comentadores da edição online do jornal, a questão é de outra natureza. Há neles uma grande falta de capacidade hermenêutica e de análise.

 

Só analfabetos políticos esperam que um partido apoie uma determinada solução governativa e ao mesmo tempo estique em público, e de modo cego, a corda das críticas a um parceiro.

 

 

 


25
Jul 16
publicado por Tempos Modernos, às 15:23link do post | comentar

A publicação digital patrocinada por rapaziada do Compromisso Portugal descobriu um António Costa particularmente pessimista em recente reunião com deputados socialistas.

 

Um pessimismo que os auscultados pela publicação viram como antecipação de eleições - uma cartada que Costa trará na manga.

 

Ao longo destes meses, o puxar do tapete quando a situação o recomende tem sido um truque várias vezes lembrado ao primeiro-ministro por críticos da solução Governo apoiado pelas esquerdas parlamentares.

 

Em simultâneo, dá-se voz a Jerónimo de Sousa quando diz não estar garantido o voto do PCP no Orçamento do Estado 2017. Ou vinca-se o melindre comunista por não ter sido chamado a discutir a composição do Tribunal Constitucional. Tudo linhas de cesura entre o Governo de António Costa e um dos partidos que o têm apoiado na Assembleia da República.

 

Além da falta de cumprimento do acordado com o PSD, a não eleição de Correia de Campos para o Conselho Económico Social também terá contado com a ausência dos votos dos camaradas de Jerónimo de Sousa. Uma questão acessória mostra ao PS que, no seu próprio interesse, talvez não se devesse ter desviado da convergência iniciada nas últimas legislativas.

 

Mas o OE 2017 já não é uma questão acessória. Na semana passada, Arménio Carlos e um sindicalista da UGT eram entrevistados por José Alberto Carvalho. O secretário-geral da CGTP era questionado acerca da anunciada não subida dos não nominal dos salários dos funcionários públicos. E exigia-a e dava alternativas de receitas - do fim de swaps, da reversão de parcerias público-privadas, do fim de avenças do Estado com escritórios de advogados e empresas de consultadoria informática.

 

E de repente, Arménio Carlos lembrou que nos acordos entre PEV, PCP, BE E PS, que vieram a permitir a actual solução governativa, nada havia referente ao aumento dos funcionários públicos. O que havia era o fim de um conjunto de cortes feito pelo Exectuivo de Passos Coelho e de Paulo Portas. Arménio Carlos vincava a linha de Jerónimo ao afirmar só votar o OE 2017 "se não reverter direitos dos trabalhadores".

 

A língua é de pau e às vezes exige uma certa hermenêutica, mas há previsibilidades nas entrelinhas que muitos ignoram.


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