11
Dez 16
publicado por Tempos Modernos, às 12:27link do post | comentar

Está na casa dos vinte ou dos trinta anos. Aguarda na reprografia da Biblioteca Nacional que lhe acabem de copiar várias páginas de uns grandes e grossos volumes de lombada oitocentista e estragada.

 

E indigna-se. Onde é que já se viu fazer na Biblioteca Nacional a cerimónia da entrega do espólio de José Saramago, que terá a presença de António Costa. Devia ser no Centro Cultural de Belém, que aquilo está cheio de salas vazias, onde se gastaram milhões e a que não se dá o uso prometido aquando da construção, assevera.

 

Pouco interessa ao indignado que se trate da entrega do espólio do Nobel da Literatura de 1998 à Biblioteca Nacional de Portugal. Onde tinha de se realizar a cerimónia era no CCB. Lá nessas salas do centro cultural lisboeta é que tinha de ser entregue o espólio à nacional biblioteca, que era para dar uso ao equipamento alegadamente parado.

 

Por acréscimo, achará, talvez, que uma biblioteca é um depósito de livros. Uma coisa sem vocação para mais nada. Ao indignado, também não ocorreu a contenda entre Saramago e Cavaco. Ou o que a construção do Centro Cultural de Belém significa na política cultural cavaquista.

 

Podem passar-se horas com livros à frente e não se dizer coisa com coisa.


15
Out 16
publicado por Tempos Modernos, às 11:25link do post | comentar

Para falar do Orçamento do Estado de 2017, José Gomes Ferreira levou ao programa Negócios da Semana, na SIC Notícias, João Duque, Paulo Núncio e Vasco Valdez.

 

Nos primeiros tempos da tróica, e já antes, João Duque era um dos mais fervorosos apoiantes das medidas de austeridade e do Governo PSD/CDS-PP.  Paulo Núncio, do CDS-PP, e Vasco Valdez, do PSD, são dois antigos secretário de Estado dos Assuntos Fiscais - o primeiro com Pedro Passos Coelho, o segundo com Cavaco Silva e com Durão Barroso

 

Onde é que está cumprida aquela ideia peregrina de que os "factos devem ser comprovados, ouvindo AS PARTES com interesses atendíveis no caso"?

 


08
Jul 16
publicado por Tempos Modernos, às 19:18link do post | comentar

Primeiro, Marcelo Rebelo de Sousa avisou que não iria "dar um passo sequer para provocar instabilidade neste ciclo que vai até às autárquicas", no Outono de 2017. Ou seja, um Depois logo se via que entretanto desdramatizou.

 

Agora, comparou-se a um cogumelo grande que aguenta "por uns tempos" um cogumelo pequeno que é o Governo.

 

Não era preciso muito para Marcelo Rebelo de Sousa deixar a léguas o seu antecessor, quer na qualidade do magistério quer na popularidade. Mas convém não esquecer a natureza deste Presidente da República.


20
Nov 15
publicado por Tempos Modernos, às 10:23link do post | comentar

Domingos Andrade, dizia ontem na televisão que Cavaco não gosta de António Costa. O que até será bastante previsível.

 

De acordo com o director executivo do Jornal de Notícias, A desconfiança terá nascido na audiência de 20 de Outubro, quando o secretário-geral socialista deu a Cavaco garantias de um acordo à esquerda. O problema, segundo Andrade, é que o acordo só ficaria pronto a 8 de Novembro, na véspera da apresentação do programa de Governo da PaF.

 

A justificação do comentador peca por excesso de crença no Guião do PSD e do CDS-PP Para a Presente Situação. Por questões tácticas, anda muita gente interessada em identificar problemas na coligação à esquerda. É natural. Por isso mesmo é,  no mínimo, uma manifestação de ingenuidade política ignorar que o processo negocial à esquerda pôde prolongar-se até ao dia 8 de Novembro apenas por Passos Coelho ter sido indigitado para formar Governo. 


09
Mar 14
publicado por Tempos Modernos, às 14:45link do post | comentar

Um dia destes Aníbal Cavaco Silva arrisca-se a ser indiciado pelo Ministério Público por crime de ofensa à Presidência da República.

 

Mesmo que mande recados à Alemanha, os Roteiros que anualmente faz publicar são compêndios da arte do mal presidir e representar e da arte da parcialidade partidária, económica e social.


30
Dez 13
publicado por Tempos Modernos, às 22:08link do post | comentar

Curioso é que não se dê pelo facto em tanto noticiário sobre esta nomeação.


publicado por Tempos Modernos, às 21:32link do post | comentar

 

(Fonte: oregional.pt)

 

Indicar para secretário de Estado logo da Administração Interna alguém que foi apanhado a conduzir com álcool no sangue revela continuada falta de tacto.

 

É logo para começar fragilizado.

 

 


23
Nov 13
publicado por Tempos Modernos, às 10:23link do post | comentar

Passara já do meio o primeiro mandato de Cavaco em Belém quando se noticiou que, entre os mais próximos do presidente e José Manuel Fernandes, director do Público, se tentara cozinhar a ideia de que o Governo de Sócrates tinha o inquilino presidencial sob escuta.

 

Naqueles outros países aos quais Fernandes tem dado tanto jeito e feito tantos favores, os Watergates fazem cair presidentes. Por cá não se conseguiu que impedisse a reeleição do político apanhado em complôs contra os adversários. Dizia-se - ainda há quem o diga sem vergonha -  não haver alternativas, embora todos os candidatos presidenciais fossem, pelo menos, bem mais corajosos do que Cavaco.

 

O modo como foi revelada a inventona levou a comissão da carteira profissional da classe a admoestar os jornalistas que tinham denunciado a tramóia no Diário de Notícias. Os outros jornais não deram ao caso a cobertura que a democracia e o civismo exigiam.

 

Há dias, em entrevista à Visão, Fernando Moreira de Sá contou, aparentemente orgulhoso, as canalhices que com um bando de cúmplices foi pondo em cena para afastar adversários políticos - do Governo de José Sócrates e do seu próprio PSD. Jornalistas, gente dos blogues, assessores de imprensa e gente ainda pior.

 

Enquanto josés manuéis fernandes, paulos ferreiras, luíses rosas, rauís vazes, paulos baldaias, joões miguéis tavares, camilos lourenços e outros tarefeiros do poder acusam, íntima ou publicamente, Mário Soares de ter sido violento na Aula Magna, não se consegue ouvir nas televisões quem diga, com todas as letras e do modo continuado que a coisa merece e exige, aquilo que a quadrilha de Moreira de Sá realmente é.

 

E como ninguém os cita onde se poderiam notar e fazer a diferença, leia-se ao menos Oscar Mascarenhas, hoje; Fernanda Câncio e Ferreira Fernandes durante a semana.

 


05
Nov 13
publicado por Tempos Modernos, às 12:17link do post | comentar

... um tipo não escreve nada.


20
Out 13
publicado por Tempos Modernos, às 22:31link do post | comentar | ver comentários (1)

Lá do Panamá, Cavaco diz "querer saber o preço que o país pagará se algumas normas do Orçamento do Estado não passarem no Tribunal Constitucional."

 

No últimos dois anos, Cavaco foi incompetente deixando passar orçamentos que chumbaram no Tribunal Constitucional e que se tornaram assim legislação fora-da-lei.

 

Cumprir e fazer cumprir a Constituição está mesmo naquela lista de coisinhas que qualquer Presidente jura ao tomar posse do cargo. De qualquer modo ninguém se espanta: a palavra de Cavaco (vê-se nas troca-tintices do caso SLN ou da inventona das escutas de Belém) já só tem valor para fiéis e distraídos.

 

Mudança urgente na Lei Fundamental era a que especificasse de que modo pode o Presidente da República perder o mandato por coontinuado incumprimento do seu juramento mais básico.


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