18
Out 17
publicado por Tempos Modernos, às 09:31link do post | comentar

As mortes nos comandos não permitiam a continuidade do CEME, nem do ajudante-general do Exército e da chefia do Serviço de Saúde Militar, nem das chefias do regimento.

 

O alegado assalto a Tancos não permitia a continuidade do CEME, nem do quartel-mestre general, nem dos comandantes das cinco unidades que garantiam a segurança do paiol.

 

A condução política que permitiu tantas continuidades (alguns saíram por divergências com o CEME, entretanto) não permite a continuação do Ministro da Defesa (e nem do CEME).

 

Com a esperada e inevitável queda da ministra da Administração Interna, o reajuste devia seguir noutra das pastas de soberania.


13
Out 17
publicado por Tempos Modernos, às 14:53link do post | comentar

Coisas cujas raízes se explicaram aqui.


27
Set 17
publicado por Tempos Modernos, às 12:11link do post | comentar

Os anúncios de pedidos de passagem à reserva de oficiais-generais  tenderão a multiplicar-se por razões que pouco têm que ver com a condução política conjuntural do Ministério da Defesa, como certos comentários podem fazer crer.

 

O dispositivo operacional do exército português assentou durante bastante tempo numa lógica de quadrícula territorial. Isto multiplicava os lugares de generais de três estrelas e dos seus segundos comandantes.

 

No pós-25 de Abril, no essencial, com quatro regiões militares e duas zonas militares, comandadas por oficiais-generais. Em regra, as primeiras eram comandadas por generais de três estrelas e as segundas por generais de duas estrelas. Brigadeiros (e depois os seus substitutos majores-generais) comandavam brigadas operacionais independentes - durante muito tempo apenas a (Mista e depois Mecanizada) de Santa Margarida.

 

Havia ainda estruturas com competências técnicas no âmbito da acção das armas e dos serviços: cinco direcções de armas e várias direcções de serviços. Os directores das armas eram generais de três estrelas e os dos serviços generais de duas estrelas.

 

Em relação ao antecedente, o novo paradigma assenta em grandes unidades operacionais de nível brigada, que são neste momento comandadas por generais de uma estrela - uma novidade já com alguns anos. A já não tão recente lei orgânica limita bastante o quadro de oficiais-generais, designadamente no que toca aos generais de três estrelas - que perderam pelo menos nove lugares.

 

Neste contexto, de cada vez que ocorrerem promoções a tenente-general o mais provável é que se assista ao pedidos de passagem à reserva dos majores-generais que não foram promovidos e que se viram ultrapassados na antiguidade.


27
Jun 17
publicado por Tempos Modernos, às 10:10link do post | comentar

Conto de memória e sujeito a erros. Há uns anos no Instituto de Defesa Nacional, onde fazia um curso de Segurança e Defesa para Jornalistas, contava um dos formadores que em determinada altura se tinha entregue a alimentação das forças da NATO na ex-Jugoslávia a empresas civis de catering. Queria-se poupar e o concurso foi vencido por uma companhia italiana.

 

Todavia, talvez nem tudo tenha corrido tão bem como o lado financeiro. A tropa portuguesa, por exemplo, já tinha pouca paciência para tanta massa. E as marinhas mundiais já há muito que perceberam a importância da boa alimentação a bordo para manter o moral.

 

Mas nem é a questão dos apetites que interessa por aí além. Todos os problemas fossem esses. Em determinada altura, uma qualquer unidade militar de um qualquer país acabou uns dias largos cercada e sem abastecimento. Por causa dos riscos, os funcionários das empresas civis recusaram-se a ir alimentar os homens. Coisa que não aconteceria se em vez de companhias de catering, tivessem enviado companhias de administração militar.

 

Lembro-me sempre destas histórias quando vejo histórias como as do fecho ou alienação do Laboratório Militar, dos hospitais militares, da Manutenção Militar, das Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento e de vários estabelecimentos fabris militares, como os Estaleiros Navais do Alfeite.

 

Há algum laboratório farmacêutico interessado em desenvolver medicação para o paludismo quando os medicamentos para a queda de cabelo dão mais dinheiro? Tem-se preferido fechar, privatizar, em vez de procurar modelos de gestão, produção e de investigação mais modernos. Lembrei-me de tudo isto por causa dos custos e falhas do SIRESP, que talvez com contratação de meios civis e outra organização das coisas, pudesse ter sido desenvolvido pelos armas, classes e especialidades de transmissões e comunicações das Forças Armadas.

 

Não é que as coisas não falhem. A minha confiança é até relativamente baixa. Mas os Estados Unidos da América há muito que perceberam a importância para a economia do desenvolvimento de equipamentos. Nem tudo tem de ser aplicado em material de guerra e boa parte dos inventos tem aplicações civis.


04
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 16:43link do post | comentar

Altas patentes da Força Aérea envolvidas em caso de corrupção nas messes, dizia-se ontem nas primeiras notícias.

 

Se são altas patentes, pensa-se em coronéis e em generais. Vai-se a ver e, para já, há um major, dois capitães e três sargentos detidos.

 

Se se ficarem por aqui, há um mundo de diferença no que toca a responsabilidades. Um major comanda, quando muito, uma esquadra. É grave, mas altas patentes implicaria um outro grau de envolvimento da instituição - com quebras de confiança dramáticas na estrutura de comando.

 

Se a coisa se ficar por aqui, ou quem fez as peças não percebe nada de tropa, ou deixou-se ir na bazófia de quem passou a informação e publicou sem confirmar. Falhou, de qualquer modo.

 

 


27
Ago 16
publicado por Tempos Modernos, às 14:52link do post | comentar

Os incêndios florestais em Portugal trazem sempre alguns tópicos populistas de discussão.

 

Primeiro, surge a ideia peregrina de lançar os incendiários às chamas. Já a ouvi da boca da mesma pessoa que lançava beatas de cigarro pela janela do carro e que se zangava por lhe chamarem a atenção.

 

Depois, fala-se dos desempregados e dos beneficiários do rendimento de inserção que devem se postos a limpar matas. Não ocorre aos proponentes que a falta de limpeza das florestas portuguesas também decorre das poupanças obtidas com o fim dos guardas florestais, atirados para a GNR, e até dos cantoneiros da antiga JAE. Entre a criação de empregos ligados à floresta e o forçar desempregados e pobres a limpar as matas há sempre uns quantos a preferir a segunda opção.

 

Por fim, outro tópico recorrente é o do uso dos militares no combate aos incêndios. Se há quem queira aproveitar desempregados e beneficiários do rendimento mínimo em trabalhos de limpeza de mata para o qual não têm vocação nem treino, é natural existir quem queira desviar as Forças Armadas daquilo para que elas servem e para o que são treinados.

 

Isto, embora, em caso de necessidade, as Forças Armadas possam e devam apoiar os bombeiros e a protecção civil. Como ainda agora se viu claramente na Madeira. A Força Aérea até poderá usar horas de voo em treino de ataque a incêndio. Durante o Verão o Exército pode e deve fazer treino de campo e patrulhas nas matas. A arma de Engenharia pode e deve abrir picadas e estradas corta-fogos. 

 

Mas se calhar, sem treino específico, os militares do Exército apenas serão aproveitáveis como auxiliares, na retaguarda dos bombeiros, e nas situações mais dramáticas. Não se substituem a forças de combate a incêndios bem treinadas e bem equipadas. Mas não é disso que se trata, o pressuposto desses críticos (e, por um variado conjunto de motivos, há jornalistas entre os mais excitados pelas chamas) é que as Forças Armadas gastam dinheiro e não fazem nada, tal como os desempregados e os beneficiários do rendimento mínimo. Entre a opção de planear e ordenar para evitar catástrofes e emergências, há sempre uns quantos que preferem improvisar.

 

 

 

 

 

 


21
Abr 13
publicado por Tempos Modernos, às 17:34link do post | comentar

 

(Foto: agroportal.pt)

 

Berta Cabral que nas regionais açorianas tentou descolar-se da governação de Passos Coelho entra no Governo em registo de remodelação a conta-gotas e pela pasta da Defesa.

 

Lima Coelho, da Associação Nacional de Sargento, duvida da escolha: Berta cabral não é "propriamente uma pessoa da área da Defesa" e isso provocará "atrasos". 

 

Pelo lado dos oficiais e da Associação dos Oficiais das Forças Armadas, saiu bojarda sexista. Manuel Cracel acha que o facto de ser uma "senhora" a assumir o cargo pode ter vantagens.

 

A "condição feminina" pode trazer "outra sensibilidade", diz o coronel da Força Aérea, talvez até convencido de estar a defender a igualdade entre os sexos.


14
Dez 12
publicado por Tempos Modernos, às 13:19link do post | comentar | ver comentários (1)

O ministro da Defesa hostiliza os militares demasiadas vezes.

 

Ninguém lhe faz o boneco?


11
Dez 12
publicado por Tempos Modernos, às 10:39link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: en.rian.ru)

 

Magalhães e Silva pensou em certa altura ser advogado da Ordem dos Advogados. Ainda bem que não foi. O que pensa sobre a forma de acabar com as violações do segredo de justiça não se recomenda num Estado asseado:

 

"Quando é que esta novel classe dirigente, de Passos Coelho a Seguro, tem coragem de proibir a publicação de factos em segredo de justiça e cominar prisão efectiva para quem o fizer? Verão como acabam logo as violações do segredo de justiça."

 

Trocando por miúdos, prende-se o mensageiro, mas deixam-se dentro das corporações da Justiça os que têm em primeiro lugar a obrigação de respeitar a lei e de não violar o segredo de justiça.

 

E as ideias peregrinas não páram. Há pouco tempo, Rui Pereira, antigo director do SIS e ex-ministro do PS, e Loureiro dos Santos, antigo ministro da Defesa e Chefe do Estado Maior do Exército, vieram defender o regresso ao serviço militar obrigatório (aqui e aqui) - uma coisa, dizem, capaz de influenciar os valores da comunidade.

 

Os sucessos do modelo têm-se visto. A maioria dos que nos têm governado ainda são do tempo em que existia serviço militar obrigatório, esse período risonho e auspicioso em que os valores da comunidade eram influenciados. Essa época parece ter dado aquilo a que em linguagem científica se chama um "resultadão". Nos dias que correm há demasiadas péssimas ideias a pôr a cabecinha de fora.


31
Out 12
publicado por Tempos Modernos, às 12:54link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 

(Foto: dinheirovivo.pt)

 

Maria João Rodrigues, que noutra encarnação foi ministra do Trabalho de António Guterres, acaba de sugerir a Júlia Pinheiro que Portugal devia encher a orla marítima com parques eólicos (produzindo e vendendo energia, como terá feito a Dinamarca) e estações de aquicultura para produção de peixe em condições mais próximas das naturais.

 

Para qualquer das coisas necessita de engenheiros e arquitectos navais. Uma percentagem altíssima, são pouco mais de duas centenas e conheço-os a quase todos, está no estrangeiro. Quanto a estaleiros navais, capazes de construir esse tipo de equipamentos, o Executivo aliena-os como se vê com os de Viana do Castelo, unidade industrial tutelada pelo Ministério da Defesa.

 

Já a ministra Assunção Cristas, embora tenha a pasta do Mar, só trata das pescas. Mas como se viu há dias está mais voltada para a importação de equipamentos electrónicos e máquinas marítimas.

 

Em Portugal, anda esta gente toda a falar de mar há não sei quantos anos só que os decisores políticos ainda nem sequer foram capazes de perceber o que é que precisam de ter. Aqui há tempos o Executivo anunciou o lançamento de um sítio na internet onde se pudesse apresentar ideias mas nem isso avança.


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