24
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 13:22link do post | comentar | ver comentários (1)

Os Estados Unidos elegem um presidente racista, sexista, intolerante, que ameaça com deportações massivas, violações de direitos humanos.

 

E os mercados financeiros norte-americanos respondem-lhe em alta.


14
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 09:49link do post | comentar

Confesso alguma dificuldade em perceber organizações nacionalistas chamadas Portugal Hammerskins e a identificar os seus recrutas como hangarounds e prospects.


13
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 12:43link do post | comentar

Para perceber o mundo que cerca Portugal, neste momento um oásis tolerante, interessa publicar um mapa dos actuais governos europeus, com ligações às extremas-direitas xenófobas, autoritárias e anti-imigração:

 

"Repassemos o mapa europeu. A extrema-direita é hoje a força política mais votada em três países da UE (Hungria, Polónia e Bélgica) e na Suíça, onde, escusado será dizer, está no governo com partidos da direita clássica.

 

É o segundo partido mais votado na Dinamarca e na Croácia. Com mais de 10% dos votos, governa com outros partidos civilizados de direita na Finlândia, Letónia, na Bulgária e, fora da UE, na Noruega.

 

Na Eslováquia, melhor ainda, está dentro de uma coligação dirigida por um social-democrata! Hoje com cerca de 1/6 dos votos, a extrema-direita já esteve no governo com democratas-cristãos e/ou liberais na Áustria (onde pode vir a obter a Presidência da República) e na Holanda.

 

Fora do governo, ela é hoje a força mais votada em França, a terceira na Grã-Bretanha, na Suécia e, segundo as sondagens, na Alemanha.

 

E vamos em 15 dos 28 países da UE! Por todo o lado, partidos da chamada direita clássica incorporaram um discurso nacionalista, xenófobo/anti-imigrantes, racista. A sua escolha está feita. Com a extrema-direita pode-se sempre falar de austeridade desde que ela afete apenas as minorias e se se negue a Bruxelas o acolhimento de um só refugiado que seja."

 

Manuel Loff, "A lengalenga do Populismo", in Público

 

 


publicado por Tempos Modernos, às 12:16link do post | comentar

Todos conhecemos demasiada gente que se dizia enganada por Passos Coelho e pelas propostas que o levaram ao Governo pela primeira vez.

 

E, por algum motivo, cerca de um milhão de eleitores debandou da primeira vez que o então primeiro-ministro (com o CDS-PP) foi a votos para legislativas. Cada um terá um motivo bem pessoal para não ter votado nos partidos da coligação. Mas, ainda assim, haverá demasiada gente a fazer leituras esquemáticas da política.

 

Quando Passos Coelho afirma nunca ter embarcado "na ideia de que Trump é tão mau que tinha de ser derrotado" está a relativizar propostas de índole autoritário, quase fascistas. A caucionar ideias racistas, anti-imigração, sexistas, de agressão às minorias, que nem sequer serão as suas.

 

Infelizmente, este não embarque de Passos Coelho, esta contemporização com ideias perversas e perigosas, tem demasiados cultores  quer no seu partido, quer na comunicação social. E há quem o diga mesmo dentro do próprio PSD do ex-primeiro-ministro.

 

Da próxima vez que forem votar, os mesmo eleitores que há pouco se diziam enganados, terão isto em conta? Duvida-se muito. Há-de estar lá outro alguém a dar a cara, e as pazes serão feitas. Já nem se lembrarão do relativizar de ataques racistas, sexistas e outros. Se é que relamente acham estas questões importantes.


12
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 12:06link do post | comentar

Mario Vargas Llosa escreveu A Civilização do EspectáculoGuy Debord A Sociedade do Espectáculo.

 

Mesmo aquém da problematização necessária, Gilles Lipovetsky escreveu acerca d'A Era do Vazio e d'O Império do Efémero.

 

Em A conspiração contra a AméricaPhilip Roth ficcionou uns Estados Unidos governados por nazis e pelo muitíssimo popular aviador Charles Lindbergh, vencedor de Franklin Roosevelt, nas eleições presidenciais de 1940. E ficcionou as consequências para a Europa e para o Mundo das cordiais relações com Hitler do hipotético presidente.

 

O escritor Don DeLillo tem várias obras acerca do real e da sua contaminação pelo espectáculo, veja-se Mao II ou a peça Valparaiso. O recém-desaparecido Nobel Dario Fo expôs as entranhas do teatro dentro do teatro e da realidade.

 

Apesar das diferenças culturais (e também de valores) entre ambos, Berlusconi e Marcelo Rebelo de Sousa são realidades televisivas. E chegaram antes de Trump.


publicado por Tempos Modernos, às 11:28link do post | comentar

Comentadores e jornalistas têm explicado ruidosamente como as soluções de Hillary Clinton não responderam aos anseios de deserdados - o que não deixa de ser verdade. E, por extensão, dizem o mesmo das soluções das esquerdas.

 

Só ainda não explicaram o modo como Donald Trump responderá a esses anseios e como resolverá os problemas que afectam os deserdados. Isso é que era bom de ver.


08
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 10:08link do post | comentar

Nos Estados Unidos, todos os dias são publicadas várias sondagens acerca das presidenciais. Há várias semanas. Têm as mais variadas origens (jornais, universidades, centros de sondagens, etc.) e o Real Clear Politics é um dos agregadores dessa informação.

 

Tem por isso sido bastante estranho ver os telejornais portugueses a noticiar de modo bombástico os resultados de sondagens concretas - como se fossem a única informação disponível e não conviesse perceber se dizem o mesmo que outras publicadas no mesmo dia.

 

Nos últimos dias, no LA Times mantém-se há muitas semanas a tendência de vitória de Trump, mas o grosso das restantes sondagens nacionais tendem a dar Hillary Clinton como a próxima presidente dos EUA.

 

Só que como nos Estados Unidos se pode ter mais votos a nível nacional e ainda assim ter menos grandes eleitores, convém olhar sempre para as eleições estado a estado.

 

E a oscilação dos gostos não pára nos estados dançarinos. Ou por outra, não pára num dos mais importantes. Na Florida, que elege 29 grandes eleitores, há sondagens para todos os gostos. Já no Ohio, que elege 18, a coisa parece estar decida. A favor de Trump.


04
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 17:18link do post | comentar

 


02
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 16:02link do post | comentar | ver comentários (2)

Pode dar tudo para o torto, mas apesar da interferência do FBI na campanha e de algumas sondagens, Hillary Clinton tem grande probabilidade de ser eleita presidente dos Estados Unidos da América.

 

A eleição dos presidentes norte-americanos é indirecta. E, para ser eleito, o candidato tem de garantir 270 votos do colégio eleitoral. Há estados pequenos, que elegem apenas três eleitores (por exemplo, o Alasca, o Wyoming, Washington DC) e estados populosos a eleger 55 eleitores (como a Califórnia), 38 (como o Texas) ou 29 (como a Florida).

 

Também há estados garantidamente democratas (o Massachussets é um, com 11 eleitores), onde os republicanos não fazem campanha por não valer a pena, e, vice-versa, estados assumidamente republicanos (veja-se o Tennessee, também com 11 eleitores) onde as caravanas democratas nem páram. Aí as urnas estão virtualmente fechadas e os dois maiores partidos norte-americanos contam há muito com esses eleitores como seus.

 

Depois há, como já se sabe, os estados dançarinos, onde a luta é renhida, e tanto podem cair para um lado como para o outro. E é aqui que tudo se joga. Em estados ambíguos, como a Florida (29 eleitores), Nevada (6), Iowa (6), Ohio (18) não se sabe se a vitória pende para Hillary Clinton ou para Trump.

 

Tudo contabilizado, no presente momento, Hillary Clinton terá 263 dos 270 eleitores de que necessita no colégio eleitoral para assegurar a eleição. Donald Trump terá 164.

 

Será expectável que todos os estados dançarinos acabem por votar em Trump, dando-lhe os mais de 100 votos de que necessita? Ou será mais provável que um ou dois desses estados, mesmo que pouco significativos em termos populacionais, acabem por dar a vitória a Hillary Clinton, assim como os sete votos de que necessita para ser eleita presidente dos EUA este domingo?

 

 

 


15
Out 16
publicado por Tempos Modernos, às 13:47link do post | comentar

Há várias semanas que sondagens do LA Times vêm a dar vitória a Donald Trump nas eleições presidenciais de Novembro. Têm sido, aliás, as únicas que de modo consistente atribuem a vitória ao candidato do Partido Republicano.

 

Ontem e hoje dão empate. O problema é que aquilo que Trump representa não se dissipará após a sua muito provável derrota.


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