24
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 13:22link do post | comentar | ver comentários (1)

Os Estados Unidos elegem um presidente racista, sexista, intolerante, que ameaça com deportações massivas, violações de direitos humanos.

 

E os mercados financeiros norte-americanos respondem-lhe em alta.


13
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 15:59link do post | comentar

Sempre que ouço ou leio Duarte Marques sinto-me confrontado com o princípio de que não se deve bater nos mais fracos. Mesmo  sabendo que o homem é deputado e ex-presidente da juventude partidária do seu partido,  o discurso é de tal ordem que um tipo sente-se tentado à clemência .

 

Agora, no twitter, disse lamentar a eleição de Trump. Contudo, deu-a como exemplo da democracia a funcionar, ao contrário do que se terá passado em Portugal com a chegada de António Costa a primeiro-ministro. Pouco interessa a Duarte Marques que António Costa seja primeiro-ministro no mais estrito cumprimento da Constituição da República Portuguesa e do seu artigo 187º.

 

"Ao contrário do [sic] Costa este [Trump] ao menos venceu as eleições", escreveu o deputado do PSD.

 

Pois, só que a constituição dos Estados Unidos permite que seja eleito o segundo candidato mais votado. Hillary Clinton teve mais 230 mil votos que Trump. No total, ficou com 47,7 % dos votos populares, mais 0,2% dos que recebeu o novo presidente norte-americano que arrecadou apenas com 47,5% dos sufrágios. E, no passado recente, é até a segunda vez que tal sucede. Em 2000, George W. Bush também foi eleito presidente dos Estados Unidos da América com menos votos populares que Al Gore, o candidato democrata.

 

Só que ao contrário do que se passa em Portugal onde, para ser indicado, o primeiro-ministro tem, em princípio, de garantir uma maioria dos votos (é o que sucede com António Costa que tem o apoio resultante dos votos do PS, BE e CDU), nos EUA o chefe do poder executivo não precisa de ter a maioria dos votos expressos.


11
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 10:13link do post | comentar

Um muito razoável número de analistas fala da vitória de Donald Trump como resultado da arrogância “das elites progressistas”. É por exemplo o ponto de vista do ex-presidente da fundação do Pingo Doce.

 

Mas e quanto ao discurso racista, sexista, homofóbico e por aí fora do candidato republicano e dos seus apoiantes? Existe uma equivalência de grau e de qualidade?

 

Nestas grelhas de análise, torna-se complicado perceber o modo como se qualificam os discursos acerca dos comportamentos sociológicos. Arrasar o carácter de minorias e acusá-las dos males da sociedade é ou não é arrogância? Existe, de facto, uma elite progressiva arrogante? E a minoria bronca é mesmo uma minoria e estará, de facto, destituída de voz?

 

 


08
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 10:08link do post | comentar

Nos Estados Unidos, todos os dias são publicadas várias sondagens acerca das presidenciais. Há várias semanas. Têm as mais variadas origens (jornais, universidades, centros de sondagens, etc.) e o Real Clear Politics é um dos agregadores dessa informação.

 

Tem por isso sido bastante estranho ver os telejornais portugueses a noticiar de modo bombástico os resultados de sondagens concretas - como se fossem a única informação disponível e não conviesse perceber se dizem o mesmo que outras publicadas no mesmo dia.

 

Nos últimos dias, no LA Times mantém-se há muitas semanas a tendência de vitória de Trump, mas o grosso das restantes sondagens nacionais tendem a dar Hillary Clinton como a próxima presidente dos EUA.

 

Só que como nos Estados Unidos se pode ter mais votos a nível nacional e ainda assim ter menos grandes eleitores, convém olhar sempre para as eleições estado a estado.

 

E a oscilação dos gostos não pára nos estados dançarinos. Ou por outra, não pára num dos mais importantes. Na Florida, que elege 29 grandes eleitores, há sondagens para todos os gostos. Já no Ohio, que elege 18, a coisa parece estar decida. A favor de Trump.


02
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 16:02link do post | comentar | ver comentários (2)

Pode dar tudo para o torto, mas apesar da interferência do FBI na campanha e de algumas sondagens, Hillary Clinton tem grande probabilidade de ser eleita presidente dos Estados Unidos da América.

 

A eleição dos presidentes norte-americanos é indirecta. E, para ser eleito, o candidato tem de garantir 270 votos do colégio eleitoral. Há estados pequenos, que elegem apenas três eleitores (por exemplo, o Alasca, o Wyoming, Washington DC) e estados populosos a eleger 55 eleitores (como a Califórnia), 38 (como o Texas) ou 29 (como a Florida).

 

Também há estados garantidamente democratas (o Massachussets é um, com 11 eleitores), onde os republicanos não fazem campanha por não valer a pena, e, vice-versa, estados assumidamente republicanos (veja-se o Tennessee, também com 11 eleitores) onde as caravanas democratas nem páram. Aí as urnas estão virtualmente fechadas e os dois maiores partidos norte-americanos contam há muito com esses eleitores como seus.

 

Depois há, como já se sabe, os estados dançarinos, onde a luta é renhida, e tanto podem cair para um lado como para o outro. E é aqui que tudo se joga. Em estados ambíguos, como a Florida (29 eleitores), Nevada (6), Iowa (6), Ohio (18) não se sabe se a vitória pende para Hillary Clinton ou para Trump.

 

Tudo contabilizado, no presente momento, Hillary Clinton terá 263 dos 270 eleitores de que necessita no colégio eleitoral para assegurar a eleição. Donald Trump terá 164.

 

Será expectável que todos os estados dançarinos acabem por votar em Trump, dando-lhe os mais de 100 votos de que necessita? Ou será mais provável que um ou dois desses estados, mesmo que pouco significativos em termos populacionais, acabem por dar a vitória a Hillary Clinton, assim como os sete votos de que necessita para ser eleita presidente dos EUA este domingo?

 

 

 


10
Jul 16
publicado por Tempos Modernos, às 14:34link do post | comentar

José Manuel Fernandes não foi o único a defender a guerra que tão criminosos efeitos teria no Iraque e no mundo. Entre os seus sopranos mais ruidosos contaram-se também figuras como Vasco Rato, Helena Matos ou António Ribeiro Ferreira - tudo gente bastamente activa, apesar das debilidades do currículo analítico.

 

 


16
Jun 13
publicado por Tempos Modernos, às 19:08link do post | comentar

16
Abr 13
publicado por Tempos Modernos, às 20:03link do post | comentar

Depois de morrer, Hitler pediu a São Pedro que o deixasse regressar à terra por algum tempo.

 

- Para quê?, questionou o santo. 

 

- Ainda queria matar um milhão de judeus e um sueco, respondeu-lhe o líder nazi.

 

- Um sueco?, ripostou espantado São Pedro.

 

- Vês? Com os judeus ninguém se preocupa.

 


23
Nov 12
publicado por Tempos Modernos, às 10:57link do post | comentar | ver comentários (1)

Cavaco presidiu ontem à entrega dos Prémios Gazeta 2011 e, como vai sendo hábito, o discurso saiu-lhe inadequado e desajustado.

 

Talvez o inquilino de Belém se julgue legitimado pelo precedente dos presidentes dos Estados Unidos da América que todos os anos jantam com os correspondentes de imprensa na Casa Branca e dão livre curso aos dotes humoristicos. Só que a iniciativa não é isenta de críticas e é suficientemente perversa para não  fazer parte das coisas boas da vida política e jornalística norte-americana. Apesar de tudo, tem como atenuante o facto de o presidente dos EUA ser alguém que em simultâneo exerce funções de mais alto representante da nação e executivas. De ser alguém que diariamente torna visíveis os seus pontos de vista e que toma partido.

 

Não é isso que se passa em Portugal, onde o primeiro-ministro governa e do Presidente da República se espera que seja atento, arbitral e um garante do cumprimento da Constituição e da unidade do Estado. Alguém em quem se deposite confiança e que ponha água na fervura.

 

Ora, Cavaco foi eleito para ser Presidente da República. Não para fazer piadolas entre jornalistas. O discurso de ontem, não terá saído do presidencial punho. Não é um improviso espontâneo, mas o tom é semelhante ao dele. Quando Cavaco tenta o humor, este sai-lhe no mínimo amarelo e na maior parte das vezes cai mal.

 

Os que o elegeram (e os que o não elegeram também, já agora) desejavam num momento de emergência nacional ter um presidente à altura da crise. Não têm. Cavaco aproveitou a entrega dos Gazetas de Jornalismo para lançar farpas aos que lhe criticaram a inacção e silêncios públicos. Mas Cavaco não pode ver como um capricho que os portugueses lhe peçam que fale. Com o seu discurso desvalorizou as queixas e preocupações diárias de quem vive perplexo com as acções da tróica, com a falta de trabalho, com o receio do que trará o Orçamento de Estado para 2013, com a ideia de reforma das funções do Estado. 

 

Pareceu também ressentido com os que no justo exercício das suas funções e actividades políticas e cívicas lhe têm pedido que envie o orçamento para o Constitucional. Mostrou-se ainda insensível com a ameaça (e realidade) de falência que pende sobre as cabeças de dezenas e dezenas de milhares de empresas, de famílias, ao felicitar o Clube dos Jornalistas por ainda não ter fechado.

 

No final, Cavaco pediu aos jornalistas para dizerem que ele não tinha dito nada. Por acaso, era o melhor que tinham feito. Os Prémios Gazeta são para homenagear e discutir o jornalismo e não o papel do Presidente da República. Com o seu discurso, Cavaco abafou o resto.

 

Cavaco podia não ter dito nada. Preferiu dizer que não tem condições nem capacidades políticas para exercer o cargo que exerce num país a viver a situação que vive.


08
Nov 12
publicado por Tempos Modernos, às 20:58link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: Perfil twitter de Barack Obama)

 

... afinal, José Medeiros Ferreira e Bruno Nogueira provam que não estou sozinho na minha opinião sobre os jornalistas, analistas e comentadores portugueses que falam sobre as eleições norte-americanas.

 


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