14
Nov 13
publicado por Tempos Modernos, às 12:49link do post | comentar

 

(Fonte: theguardian.com)

 

... atão a malta vai desmarcar as legislativas, não vá isso complicar-vos com os nervos.


19
Mar 13
publicado por Tempos Modernos, às 20:46link do post | comentar

O parlamento cipriota recusou em bloco a medida de sequestro bancário e das poupanças decidida na sexta-feira no âmbito do Eurogrupo.

 

Ainda não é certo que exista inteligência entre os governantes da zona euro, mas pelo menos evidenciaram um módico de instinto de sobrevivência. À última hora acobardaram-se com a jerica ideia


18
Mar 13
publicado por Tempos Modernos, às 22:16link do post | comentar

 

(Foto: jornada.unam.mx)

 

Segundo parece, na sequência da última reunião do Eurogrupo, o ministro cipriota das Finanças acabou por ficar sozinho com os homónimos holandês e alemão discutindo a situação na ilha enquanto òs restantes congéneres andavam pelos corredores**.

 

Terá sido do seio desse triunvirato que saiu a decisão de sequestrar os depósitos bancários cipriotas impondo-lhes uma taxa de 6,7% aos depósitos abaixo dos 100 mil euros e de 9,9% para os depósitos acima desse valor. Depois, a coisa terá sido votada unanimemente pelos ministros das Finanças. O outrora luminoso Gaspar incluído.  

 

Cavaco concluiu bem que "o bom-senso terá emigrado para outras paragens". Bagão Félix viu na ideia a "medida ideal" para acabar com o euro. Se a coisa for por diante, mais ninguém confiará na zona Euro, nem no seu sistema bancário. Um norte-americano, o Nobel Paul Krugman, considerou que a solução apresentada constitui um convite dos governos europeus para que todos os cidadãos corram aos bancos para levantar os seus depósitos.

 

Entretanto, demasiadas horas depois, os omnipotentes alemãs pareceram perceber a cretinice da medida. E, corajosos, lá garantiram nada ter tido a ver com o assunto. Hoje, o ministro alemão das Finanças negou ter sido a Alemanha a impor a taxa sobre os depósitos ao Governo cipriota. A justificação de Wofgang Schauble não evidencia um raciocínio particularmente brilhante: se tivesse surgido outra solução não teria havido problema em apoiá-la, disse. Demasiado curto e poucochinho que alguém com a responsabilidade impositiva de Schauble tenha sido incapaz de entender onde estavam a meter o euro e a União Europeia.

 

As justificações para a medida foram as do costume. Os sistematicamente superavitários contribuintes alemães não teriam de arcar com os desaires dos depositantes russos na banca cipriota. Sempre a questão moral brandida pelos nórdicos, em concreto por estes que pelo caminho que a coisa leva serão os responsáveis pela terceira destruição europeia no espaço de um século.

 

E finalmente chega o que parece ser um recuo. O Eurogrupo terá começado a pensar e talvez já não venha a impor a taxação dos depósitos abaixo dos 100 mil euros, para muita gente as poupanças de uma vida de trabalho.

 

A saída do euro tem de começar a ser pensada. Se o norte não quiser continuar na União Europeia, talvez o sul possa continuá-la com gente com  hábitos e práticas culturais de outra índole. 

 

* Em circunstâncias normais, o título do post seria calunioso. Já não é. Não seria possível que gente impreparada ou até completamente analfabeta em matérias económico-financeiras tomasse medidas mais desajustadas ou mais criminosas do que aquelas que sistematicamente são tomadas pelo conjunto dos ministros das Finanças europeus, vários deles apresentados como académicos e técnicos reputados. 

 

** À versão contada por um director de publicação económica (sem link) junta-se, esta do Expresso, onde se compara o que fizeram e disseram depois vários responsáveis políticos, da Comissão Europeia, do BCE e do FMI incluídos

 


11
Jan 13
publicado por Tempos Modernos, às 13:05link do post | comentar

Taxas moderadoras a 40 euros nas urgências são uma condenação à morte.

 


publicado por Tempos Modernos, às 11:23link do post | comentar

 

 

(Foto:m.publico.pt)

 

A sugestão do PS para que Passos Coelho se submeta a eleições por causa das medidas propostas no relatório do FMI tem algo de estranho.

 

Sendo pujante, atropela em simultâneo o dever de esclarecimento dos eleitores.

 

Ninguém na direcção do PS percebeu que o objectivo do relatório do FMI é esmagar os portugueses com a necessidade e inevitabilidade de uma agenda neo-liberal? 

 

Ou esperam que esse estado de espírito lhes dê jeito?

 

tags: , ,

publicado por Tempos Modernos, às 10:30link do post | comentar

No Público, um dos directores lá consegue descobrir "méritos" na coisa do FMI, relatório em vários casos assente em dados falsos ou inconciliáveis. Manuel Carvalho não é caso único, bastava ler ontem a imprensa.

 

Nas épicas biografias que o jornal preparou para os seus quadros depois de despedir vários jornalistas, verifica-se que está na direcção da publicação desde 2000

 

Valeria a pena disponibilizar também os textos que publicou entre esse ano e o da abertura declarada da crise. Talvez desse conta de quanto o Público contribuiu para o esclarecimento da população em relação aos caminhos que se percorriam.

 

Deve ser precipitação minha, mas quase que aposto que Manuel Carvalho produziu textos muito semelhantes a esse de ontem. Textos só aparentemente responsáveis, contidos, equidistantes. Só aparentemente inócuos, neutros. A ruína do jornalismo assenta nisto. A do país também. Os jornais criam e mantêm estados de espírito. 

 

Manuel Carvalho é tão qualificado para falar do FMI como uma grande parte dos seus leitores e dos portugueses. Tem é um jornal à mão ou, como diria Pépa Xavier, uma das mais divertidas novas comediantes portuguesas, "tem uma voz e a sua voz é importante". 

 

 

 


10
Jan 13
publicado por Tempos Modernos, às 09:50link do post | comentar
 
(Foto: Público.pt)
Conhece-se o método. Primeiro, ameaça-se amputar um braço. Depois, amputa-se a mão e o doente fica feliz, pois pudera.

 

O outro método também se conhece. Um dos ministros do CDS-PP - o que trata das questões laborais, da segurança social, dos pensionistas e do desemprego - diz que não é final, nem oficial, a proposta apresentada ao Governo pelo FMI. O chefe da bancada popular também se demarca.

 

Tramado é que a coisa esteja já publicada na página oficial do Governo. Ou que Carlos Moedas lembre o parceiro de coligação que o 

relatório do FMI resulta de "consultas presenciais com todos os membros do Governo".

 

De qualquer forma, o secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro só pode ter tido autorização do chefe laranja para descobrir estes jogos de fumo do CDS-PP. O recado do adjunto de Passos Coelho espelha críticas aos populares no círculo mais íntimo e sensível da esfera governamental.

 

Em termos governamentais, a jogada é irresponsável e arriscada. Ainda mais depois do que se passou com a TSU. O PSD está quase sem tempo para conduzir as mudanças que se propôs fazer e o barro precisa de algum tempo para colar à parede. Por outro lado, Paulo Portas tem cada vez menos espaço para perder a cara. Sinal importante da desagregação da coligação é dado por Assunção Cristas, talvez inconscientemente. A sobrecarregada ministra da Agricultura está grávida do quarto filho e já não tenciona passar o Verão em funções. O Executivo também não deve durar até lá. 


09
Jan 13
publicado por Tempos Modernos, às 13:29link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Olhando assim de alto para as reformas propostas pelo FMI ao Governo, há propostas burras, há propostas estúpidas, há propostas ignorantes, há propostas criminosas.

 

Ou seja, quem as propõe é burro, quem as propõe é estúpido, quem as propõe é ignorante, quem as propõe é criminoso. 

 

Há lá axiomas mais cristalinos.


20
Nov 12
publicado por Tempos Modernos, às 18:12link do post | comentar | ver comentários (1)

Por cá, para o Público, apanhou-se o comissário europeu do Emprego, Assuntos Socias e da Inclusão numa conferência na Gulbenkian. László Andor, confessou a sua estupefacção com os níveis de desemprego a que a Europa chegou, insistiu em boa parte da receita e admitiu o aparecimento de uma geração perdida nos países do Sul. Não foi por falta de avisos que houve-os suficientes, mas há dificuldades de compreensão que a compreensão não compreende.

 

Em Espanha, o El País ouviu Dilma Roussef, participante na conferência Ibero-Americana, e a presidente brasileira lembrou o papel do FMI na década de 1980 na América do Sul e o impacto profundamente negativo que teve no emprego e nas vidas daquele continente.

 

É o mesmo o FMI que descobriu que Portugal se arrisca a perder a sua geração mais qualificada de sempre, condenada à emigração ou ao sub-emprego e deitando fora o investimento que o País fez nela. Valia a pena ter mandado jornalistas a  Cádiz, onde se realizou a cimeira Ibero-Americana ouvir uma líder com estatura internacional dizer o que há para dizer.


09
Nov 12
publicado por Tempos Modernos, às 09:14link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 

(Foto: SIC Notícias)

 

Num país com uma opinião pública mais informada e exigente, Vítor Bento não teria condições para ser conselheiro de Estado ou para, através da comunicação social, dar conselhos moralistas aos outros.

 

Mas é. E é um dos propostos por Cavaco, que só tem nomeado gente que pensa como ele, ao contrário de Mário Soares e Jorge Sampaio que procuraram o pluralismo no aconselhamento.

 

Vir agora um conselheiro de Estado defender a refundação do regime e revisão da constituição, na linha de Passos Coelho, lança confusão sobre o longo silêncio cavaquista, quebrado apenas num hotel de luxo.

 

Curioso quando até o FMI parece já ter percebido algumas coisinhas básicas e Cavaco fora de portas também. Caso não se tenha dado por isso, a refundação do país e a revisão da Constituição apenas visam promover o rumo que se tem seguido.


mais sobre mim
Julho 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO