19
Mar 14
publicado por Tempos Modernos, às 12:36link do post | comentar

 

Explica-se devagarinho.

 

Uma pessoa - homem ou mulher, não interessa - tem um filho. Separa-se, divorcia-se, enviúva. O parceiro deixa de se interessar pela cria, desaparece, as opções são muitas e diversas.

 

Essa pessoa decide viver maritalmente com alguém do mesmo sexo. As duas pessoas criam a criança em conjunto, durante anos. Absolutamente nenhuma lei proíbe

 

Quem as proíbe de o fazer?

 

O progenitor morre. Quem fica com a criança? Os avós, se os houver? Os irmãos do progenitor? A lei defende que seja alguém da família.

 

Alguém que possa, alguém que queira. No caso de casais heterossexuais, a lei tem o mecanismo da co-adopção. O parceiro sobrevivente, de outro sexo, pode co-adoptar a criança, mantendo-a dentro da família nuclear em que sempre viveu.

 

Na falta, primeiro, do dito parceiro do seu progenitor, com quem vivia. Na ausência, depois, dos avós, dos tios, dos parentes, o Estado assegura, através de instituições próprias e de instituições contratadas, a tutela do menor, a sua criação.

 

O que a lei da co-adpoção, agora chumbada pelos votos da maioria PSD/CDS-PP, visava, era tão só garantir que a criança não perdesse a tutela dos seus mais próximos, da pessoa com quem já vivia enquanto o seu progenitor era vivo. Abria aos homossexuais a possibilidade já existente para hetereossexuais.

 

Ou seja, a co-adopção implica que duas pessoas criando em conjunto o filho ou os filhos de uma dela, filho ou filhos sem outro progenitor disponível que não o pertencente a este casal, possam legalmente continuar a assegurar a tutela e criação do menor em caso de falecimento do progenitor biológico. A co-adopção, impede, pois, que a criança seja retirada do meio onde vive.

 

No limite, o que PSD e CDS-PP –através de processo iniciado pela inenarrável Jota laranja e pelo seu igualmente inenarrável secreta-geral - defendem é a institucionalização e entrega aos Estado dos filhos naturais de homossexuais.

 

E basta ler os comunicados e ouvir as intervenções dos deputados da maioria e de mais meia dúzia de interventores (de que Marinho Pinto será dos mais irresponsável. Enquanto bastonário não se lhe admite a deturpação que fez acerca do que estava em causa), para perceber que chumbaram esta lei, argumentando como se se tratasse de uma lei de adopção por casais de homossexuais.

 

Como se o que estivesse em causa, fosse a adopção por casais de homossexuais de crianças que não tivessem laços biológicos com crianças disponíveis para adopção. Um embuste levado a cabo pela maioria.

 

 

 

 


17
Mai 13
publicado por Tempos Modernos, às 13:37link do post | comentar

"Os deputados aprovaram, com 99 por cento a favor e 94 por cento contra, a proposta para que casais do mesmo sexo possam co-adotar crianças" foi  lead equivocado na TSF.

 


publicado por Tempos Modernos, às 13:22link do post | comentar

 

(Foto: tvline.com)

 

O Público abriu as páginas de ontem ao debate sobre a adopção por casais do mesmo sexo. Da banda do contra, um psicólogo citava um artigo australiano (Children in Three Contexts) onde se estudava "o melhor ambiente para um desenvolvimento social da criança e para a sua educação."

 

No tal trabalho compararam-se crianças a viver com "casais heterossexuais casados", "casais heterossexuais em união de facto" e "pares homossexuais".

 

Ignora-se se a designação "pares" terá sido a escolhida pelos australianos ou uma opção do psicólogo clínico e sexologista em detrimento de "casais".

 

De qualquer forma, se se admite que o ter dois pais ou duas mães possa dar nas vistas sendo algo complicado livrar-se da envolvente crítica (veja-se o testemunho do psicólogo) já a ausência do casamento dos progenitores torna-se de evidência mais complicada (talvez com excepção das pequenas vilas portuguesas de interior ou nas escassamente povoadas cidades australianas). 

 

Não li, confesso, o artigo a que o psicólogo dá a sua caução, enquanto de caminho, por vícios metodológicos, elimina uma série de outros de que não indica títulos ou autoria. Mas talvez o citado estudo australiano ganhasse com um quarto contexto: o das crianças a viver com "casais heterossexuais casados pela igreja". Quase que se aposta que ainda dariam melhor lar aos rebentos que os dos "casais heterossexuais casados pelo civil". 

 

Abel Matos Santos, o referido psicólogo, defende que "privar deliberadamente uma criança da possibilidade de ter um pai e uma mãe magoa e faz mal à criança". Só nada diz de forçar uma criança a viver institucionalizada e sem família ao impedir a sua adopção por casais (ou pares, como ele escreve) homossexuais.


07
Fev 13
publicado por Tempos Modernos, às 19:30link do post | comentar

Um grupo - que integra alguns dos mais firmes defensores do estado a que chegámos - juntou-se numa petição contra o casamento entre homossexuais, a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, a reprodução artificial e a nova lei do divórcio - legislação que os subscritores consideram "corroer o tecido social do país".

 

Qual desemprego, qual austeridade, qual carapuça. O que as mais de quatro mil pessoas que já assinaram o documento dizem, sem corar, é que estas alterações legislativas, levadas a cabo nos últimos seis anos, contribuem para a actual crise económica e social, ao destruir "pilares estruturantes da sociedade".

 

Bagão Félix, César das Neves, Gomes da Silva estão entre as personalidades mais sonantes a subscrever o documento. Tudo gente que defende uma liberdade sem peias para a finança e patrões,  terraplanando problemas sociais concretos que afectam os portugueses, mas que é a primeira a querer meter-se na cama dos outros.


25
Set 11
publicado por Tempos Modernos, às 20:00link do post | comentar

Sobre o conteúdo nem vale a pena falar, tal é o carácter nazi da ideia.

 

Já sobre o título do artigo tenho opinião. App é abreviatura da palavra inglesa para aplicação.

 

O seu uso nestas circunstâncias é escassamente informativo (só quem sabe do que se trata percebe o título) e cheira a preguiça (falta de vontade para desenvolver uma abreviatura própria).

 

E embora não seja essa a intenção, um jornalista também não tem de usar nos seus textos aquilo que é o nome de um produto comercial. Tem obrigação de explicar aos leitores de que se trata isso a que se chama App. Não é preciso falar no Excel se se souber o que é uma folha de cálculo, nem falar do word se se souber o que é um processador de texto.

 

Que o termo gay tenha entrado no vocabulário nacional já diz muito do provincianismo nacional, que vê no falar as línguas dos outros uma marca de superioridade. Mas a força de uma cultura também se confirma na capacidade para criar os seus equivalentes técnicos.

 

Já me basta que aqui ao lado, neste blogue, numa plataforma portuguesa, exista uma lista de tags. Ninguém se lembrou de lhes chamar etiquetas?

 

Alguém pensa que no Portugal dos Descobrimentos não havia termos portugueses para as várias partes do navio, tecnologia de ponta e ainda por cima nacional?


11
Set 11
publicado por Tempos Modernos, às 20:24link do post | comentar | ver comentários (1)

Neste caso, do pai que entregou o filho menor numa esquadra da PSP por ser homossexual, a Segurança Social só tem um caminho: Tirar o adolescente da tutela do anormal que lhe calhou como progenitor e apresentar queixa por abandono e violência doméstica.

 

Um tipo para guiar uma acelera precisa de carta de condução, para ter um filho serve qualquer cavernícola imbecil.


mais sobre mim
Outubro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
11
12

15
16
19
20
21

22
23
24
25
26
28

29
30
31


pesquisar neste blog
 
blogs SAPO