29
Mai 16
publicado por Tempos Modernos, às 15:16link do post | comentar

Marcelo Rebelo de Sousa elogiou há dias a Democracia por nunca ter atacado a Igreja Católica portuguesa.

 

São sentimentos bonitos, que infelizmente não garantem reciprocidade. Ao contrário dos antecessores pós 25 de Abril, Manuel Clemente não tem guardado sempre distância dos partidos que aprecia quando vai votar.

 

Em conferência e imprensa e na homilia de 13 de Maio, em Fátima, o cardeal voltou a tomar partido pelos colégios com contrato de associação.

 

Aproveitou o Altar do Mundo para explicar como o Estado deve legislar tendo em conta as "legítimas escolhas de cada um".

 

Entretanto a Conferência Episcopal Portuguesa resolveu apoiar a manif promovida hoje por associações ligadas a colégios com contrato de associação.

 

A Democracia não atacou O Reino, mas os d'O Reino são Legião a meter-se com César.


16
Nov 12
publicado por Tempos Modernos, às 15:01link do post | comentar | ver comentários (1)

Há instituições que dão com uma das mãos sem que a outra veja (aqui e aqui) e sem ofender e humilhar os que ajudam.


22
Out 12
publicado por Tempos Modernos, às 18:10link do post | comentar | ver comentários (1)

Como dito há dias, começa a haver escassa pachorra de muitos para suportar os dislates de uns poucos.

 

Acrescenta-se: esgota-se a pachorra desses muitos, sem voz, para suportar os dislates, amplificados, de uns quantos.


14
Out 12
publicado por Tempos Modernos, às 10:20link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 

(Filmado por Rogério Machado)

 

Na parte assistida, na Praça de Espanha, do concerto Que se Lixe a Tróica, Cavaco e o cardeal patriarca tiveram direito aos apupos mais altos.

 

Curioso, quando nem sequer têm um poder executivo.


06
Abr 12
publicado por Tempos Modernos, às 09:23link do post | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

Acabe-se com os subsídios de Férias e de Natal, disse Peter Weiss um desses funcionarios da Comissão Europeia e da Tróica, tecnocrata, austríaco,  com alma de porteiro de discoteca, uma classe sempre disposta a mostrar como a função que exerce lhe dá grande poder.

 

Passos Coelho - que em tempos execrara os avanços e recuos de Sócrates e que mesmo assim cortou o 13º mês quando prometera não o fazer - veio pôr água na fervura. Que não, que os subsídios regressarão em 2015. Pouco interessa que tenha dito antes que se tratava de uma medida para 2012 e 2013.

 

Atentai que é o mesmo Passos Coelho que tão aplaudido foi quando no último Congresso do PSD garantiu que este ano não haverá subsídios para os funcionários públicos.  Aplaudiram-no delegados e aplaudem-no ainda os cidadãos. "Se Ele não fosse um malfeitor, não to entregaríamos", pensa mais uma vez a multidão, desta feita com o olho nos empregados do Estado e não num inocente colocado nas mãos do governador romano.

 

As cada vez mais raras sondagens vão mostrando como muitos portugueses ainda acreditam na boa-fé dos partidos que elegeram para o Governo. Não tenciono ir a votos. Escuso de jurar sobre a inteligência do eleitorado. Estão aí à vista os resultados de mais de 30 anos de eleições.

 

Diga o que disser, o objectivo de Coelho é acabar com subsídios. Todos. Não apenas os da Função Pública.

 

A ideia de diluir o seu pagamento ao longo dos meses justifica-se com a ideia de que pertencendo de direito ao cidadão este deve dispôr do dinheiro que lhe é devido na altura em que o entender. Justificam-se ainda pela simplificação das mexidas de caixa. 

 

São argumentos sensatos, parece. Nada mais falso. Será apenas mais fácil diluí-los na contabilidade das empresas, entre compensações extra, despesas com refeições e outras verbas variáveis. Ao fim de escassos anos os subsídios terão sido varridos, devorados pela inflação e pelas actualizações salariais que se esqueceram de os contabilizar como um direito. Depois falamos.


publicado por Tempos Modernos, às 08:56link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Diz a igreja que de nada serve a abstinência da carne que no dia de hoje amplamente se pratica se, em alternativa, vierem para a mesa travessas e travessas de peixe, marisco, delicassies.

 

Talvez por isso mesmo, num assomo de incentivo ao rigor e ortodoxia católica, o Conselho de Ministros e um dos ministros mais cristãos do Executivo, Pedro Mota Soares, nos tenham surpreendido ao anunciar pela calada e para o fim dos tempos o momento em que cada um dos nós se poderá reformar.

 

"Maldita seja a terra por tua causa. E dela só arrancarás alimento à custa de penoso trabalho, todos os dias da tua vida. Produzir-te-á espinhos e abrolhos, e comerás a erva dos campos. comerás o pão com o suor do teu rosto", disse ao homem o Deus bruto e vingativo do Velho Testamento.

 

Haveria Mota Soares de se comover? Haveria o Conselho de Ministros de hesitar? O diktat da tróica é apenas uma boa desculpa para alguns políticos fazerem o que sempre defenderam. Do mesmo Génesis excluem qualquer rersquício de boa nova proto-evangélica. Preferem dirigir ao homem a frase que Deus dirigiu à serpente: "Rastejarás sobre o teu ventre, alimentar-te-ás de terra todos os dias da tua vida".


18
Fev 12
publicado por Tempos Modernos, às 09:50link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Paulo Portas tem andado mais desaparecido que Cavaco e, no entanto, resolveu abrir a boca para saudar a criação de mais um cardeal português.

 

Depois do prelado ter defendido que as mulheres sejam enviadas para casa para se dedicarem "à educação dos filhos", a sua função "essencial", talvez mais valesse que Paulo Portas ficasse calado.

 

Nota: Monteiro de Castro ficará com a pasta das penitências, no Vaticano e defende o reforço do papel e frequência da confissão. Bem sei que os católicos defendem esta como um dos seus sacramentos, mas isso não a faz perder o vexatório carácter de controlo e submissão.


26
Nov 11
publicado por Tempos Modernos, às 11:57link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Anda por aí uma iniciativa para promover uma auditoria cidadã à crise. Uma acção fora dos habituais circuitos ideológicos das consultoras contratadas pelos partidos.

 

Os publicistas do arco da governação não se cansam de afirmar que o que interessa não é apurar culpados, mas sim resolver a crise.

 

De certa forma, D. Manuel Martins - contra a corrente na Igreja - vem lembrar que a Deus interessa o que é de Deus e a César o que é de César.

 

O bispo emérito de Setúbal afirmou ontem, no Barreiro, que “os responsáveis pela crise económica deveriam ser desmascarados”.

 

Ou por outra, não devemos ficar à espera de um eventual castigo divino pelos pecados cometidos cá em baixo. Só assim, estes deixarão de aproveitar aos seus autores.


11
Nov 11
publicado por Tempos Modernos, às 11:23link do post | comentar | ver comentários (2)

 

A Igreja manda o Governo tirar quatro feriados aos portugueses.

 

Os bancos impõem condições ao Governo para que este lhes empreste o meu dinheiro.

 

A tróika manda-o rasgar as promessas eleitorais.

 

Mas não era suposto sermos nós eleitores a mandar no Governo?


09
Nov 11
publicado por Tempos Modernos, às 15:17link do post | comentar | ver comentários (1)

 

É oficial. A igreja católica portuguesa apenas está preocupada com a eternidade dos fiéis. Cá em baixo, bem pode ser o inferno que a Conferência Episcopal se está marimbando.

 

De acordo, com  Manuel Morujão, a hierarquia católica aceita perder dois feriados religiosos, se o Estado retirar outros dois civis. "É a condição", afirma, como se o fosse legítimo o ultimato num Estado laico.

 

No fundo,  cesaropapista, a igreja acha-se com autoridade a impôr os seus pontos de vista a todos os portugueses. Com o previlégio de condenar ao Inferno na terra até aqueles que já há muito dela se desligaram ou a cuja comunidade nunca pertenceram.

 

O ultimato católico não é um braço de ferro e é bastante duvidoso que a igreja não o perceba. Quem, como instituição, conta com dois mil anos de História tem obrigação de saber que o Governo conta com esta sua posição.

 

O Executivo, seus ideólogos e publicistas, andam há muito desejosos de cortar todas as hipóteses de descanso e depois podem até dizer que negociaram a coisa.

 

Mas, sinceramente, as práticas de regateio costumam ser para baixar os preços a pagar. Nunca as tinha visto para os subir.

 

 

 

(*) Nota : Como se eles fossem mesmo decisivos nas quebras de produtividade nacionais - e digo-o com a autoridade de quem entre 2004 e meados desde ano, teve de trabalhar na quase totalidade dos feriados existentes e sempre sem acrescentos salariais. Nunca, vi nenhum dos ditos estudos das associações empresariais, nem sequer o balanço resultante do acréscimo de produto gerado pelas actividades de lazer.


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