27
Out 17
publicado por Tempos Modernos, às 11:51link do post | comentar

Títulos como este fazem tocar a rebate muito sino partidário.

Não ganharia a Marcelo Rebelo de Sousa, mas em tendo condições pessoais Manuel Carvalho da Silva poderia pensar na velha ideia de concorrer a Belém. Seria um candidato capaz de fazer um pleno de apoios à primeira volta.

 

 


19
Jan 17
publicado por Tempos Modernos, às 12:20link do post | comentar

Alguém ironizava recentemente que os "sem-abrigoS" são os "sem-abrigo" ricos.

 

Têm tanto que se dão ao luxo não da falta de um abrigo, mas dos vários abrigos em falta que esse plural mal formado pressupõe.


31
Dez 16
publicado por Tempos Modernos, às 18:25link do post | comentar

Nas véspera de Natal, Paulo Ferreira, um desses directores e comentadores inamovíveis da comunicação social portuguesa, recebeu com espanto fingido a notícia de que Marcelo Rebelo de Sousa admite custos para os contribuintes na solução proposta pelo Governo para os lesados do BES.

 

“A sério?? Por esta é que ninguém esperava.”, tuítou.

 

A gracinha é de uma ironia pesada e peca por tardia. Não se recordam idênticas preocupações de Paulo Ferreira com os contribuintes nos quatro anos e meio da governação da dupla Passos Coelho e Paulo Portas.

 

Paulo Ferreira é um jornalista medíocre e parcial cujo sucesso na carreira só se explica pelo estado comatoso a que a nossa corporação e os jornais se deixaram chegar. Eles na crista das fichas técnicas e o jornalismo nas cavas.

 

Em condições normais, num meio onde a informação tivesse relevância democrática e valesse enquanto bem social, as qualidades que Paulo Ferreira tem revelado no exercício público da profissão nunca o recomendariam para as várias funções de chefia jornalística coleccionadas.

 

O jornalismo em Portugal só se fará contra estas figuras. Não servem a informação e dão-lhe mau nome.


27
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 20:05link do post | comentar

Esta, das 18:54, onde Marcelo Rebelo de Sousa dizia que a "estabilidade do sistema financeiro" é "prioridade nacional" era para ser lida com esta, das 19:59, acerca da demissão de António Domingues da administração da Ciaxa Geral dos Depósitos.

 

Aparecem contratempos, dizia o Presidente da República, "uns dias de manhã", "outros diàs à tarde", "outros à noite" ou "à noitinha."


01
Set 16
publicado por Tempos Modernos, às 10:39link do post | comentar

Marcelo Rebelo de Sousa disse nas Desertas que quer fazer tudo o que puder nos próximos quatro anos e meio, sem pensar em deixar coisas para um segundo mandato presidencial.

 

Hoje em artigo da Visão fez o elogio do velho companheiro de activismo católico, António Guterres, candidato agora a secretário-geral da ONU, o mesmo que se quiser, diz Marcelo Rebelo de Sousa, poderá "ser Presidente da República".

 

No final do mandato, o Presidente da República estará pelos 73 anos. Será, parece-lhe, uma boa idade para Guterres regressar à Pátria

 

(regressar, se for eleito secretário-geral da ONU)

 

e terminar uma carreira política que tem sido menos do que se chegou a esperar.


08
Jul 16
publicado por Tempos Modernos, às 19:18link do post | comentar

Primeiro, Marcelo Rebelo de Sousa avisou que não iria "dar um passo sequer para provocar instabilidade neste ciclo que vai até às autárquicas", no Outono de 2017. Ou seja, um Depois logo se via que entretanto desdramatizou.

 

Agora, comparou-se a um cogumelo grande que aguenta "por uns tempos" um cogumelo pequeno que é o Governo.

 

Não era preciso muito para Marcelo Rebelo de Sousa deixar a léguas o seu antecessor, quer na qualidade do magistério quer na popularidade. Mas convém não esquecer a natureza deste Presidente da República.


03
Jul 16
publicado por Tempos Modernos, às 18:57link do post | comentar

"Temos de punir os pecados do passado, mas com o olho numa futura redenção”, justifica uma fonte da Comissão Europeia a antecipar três semanas que Bruxelas dará a Portugal e Espanha para tomarem medidas que lhes permita cumprir o défice de 2015.

 

O articulado traz ranço protestante, uma linguagem de castigo e provação. Uma crença fundamentalista no divino do velho Testamento que lhes justificará a ideia omnipotente de que dois países possam actuar retroativamente sobre contas passadas.

 

Ontem, Marcelo Rebelo de Sousa afirmava não se dever aplicar nenhuma sanção ao "Governo de Passos Coelho, porque não merece", nem ao "Governo de António Costa porque, na pior das hipóteses, ainda não merece, ou nunca merecerá".

 

O que a Comissão Europeia promete é castigar o actual primeiro-ministro pela governação daquele que lhes seguiu (com gosto) as imposições. A juntar à vontade várias vezes anunciada, há as estranhas declarações de Maria Luís Albuquerque: Se fosse ela a ministra das Finanças o país não sofreria sanções.

 

Como foi sob o seu exercício que o país falhou o défice que pode provocar as sanções, não deve ser de especial competência que Maria Luís se gaba. Do que a ex-ministra se fia é de a Comissão Europeia ser constituída maioritariamente por parceiros europeus do PSD e do CDS-PP. E esses preferem ajudar os seus e fazer a folha a um governo apoiado por uma maioria de esquerda que tem apresentado bons resultados em termos de execução orçamental.

 

 


02
Jul 16
publicado por Tempos Modernos, às 11:10link do post | comentar

Primeiro, Marcelo Rebelo de Sousa atirou Schäuble, ministro das Finanças alemão, para a categoria dos intriguistas de jornal.

 

"É uma repetição. É talvez a quarta ou quinta vez em que quando estamos a oito dias de uma decisão europeia, sobre qualquer país, não é só Portugal, começa a haver notícias nalguns jornais, declarações aqui e aciolá, especulações aqui e acolá, vai acontecer, não vai acontecer. Mas já não é a primeira vez. Se virem bem, isto é um filme que nós já vimos. Já é para aí a terceira, quarta ou quinta vez que assistimos a isto. E portanto deve ser encarado e relativizado. Faz parte da lógica da política e da lógica da especulação político-económica ali, nos últimos dias antes de uma decisão, haver as notícias e comentários mais variados"

 

Depois, perante a insistência no assunto de um burocrata alemão - o diretor do fundo europeu de estabilidade, Klaus Regling - que se declarou mais preocupado com a situação de Portugal que com o Brexit ou com os refugiados, o Presidente da República mostrou compreensão com o pobre homem.

 

"Faz parte da natureza humana às vezes ter preocupações assim estranhas ou inesperadas, mas temos de respeitar as preocupações de cada qual sendo que estamos em véspera de uma decisão sobre Portugal (ou sobre outros países) relativamente à sua situação financeira nós assistimos sempre às mesmas preocupações a uma certa distância e não é deste governo, já no governo anterior. Portanto, faz parte da vida convivermos com essas preocupações e saber distinguir entre aquilo que é mesmo motivo de preocupação ou aquilo que é uma forma de pressão a cinco ou seis dias de uma decisão."


10
Mar 16
publicado por Tempos Modernos, às 17:17link do post | comentar

Oráculo, ontem, num canal noticioso especializado:

 

"Marcelo Rebelo de Sousa promete fazer cumprir a Constituição."


07
Jan 16
publicado por Tempos Modernos, às 13:45link do post | comentar

publico.jpg

Primeiras páginas como essa aí de cima; a emissão de festa de despedida de Marcelo Rebelo de Sousa dos programas de comentário-propaganda velhos de 15 anos na TVI; boicotes de direcções de informação a coberturas de campanhas eleitorais; o processo de entronização televisiva do actual chefe de Estado, reforçado pelas motos de repórteres de imagem da SIC a fazer de batedores no desfile de Cavaco entre a sua casa na travessa do Possolo e o Centro Cultural de Belém onde anunciaria a candidatura presidencial.

 

Direcções de informação e editores chamam-lhes critérios editoriais. Alguém mais crítico chama-lhes fretes, recusa do pluralismo, conivência com interesses não informativos. Directores de informação e editores têm todo o direito a ter os seus candidatos e até a apoiá-los publicamente e em espaços de opinião. Misturar tudo, como se estivessem a dar notícias - ainda para mais, tendo Portugal o reduzido e cercado mercado informativo que tem -, seria irresponsabilidade desvio deontológico se não fosse antes irresponsabilidade democrática.


mais sobre mim
Outubro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
11
12

15
16
19
20
21

22
23
24
25
26
28

29
30
31


pesquisar neste blog
 
blogs SAPO