03
Fev 17
publicado por Tempos Modernos, às 13:25link do post | comentar

Lá foram contratar o fascista para continuar a defender a tortura de músicos nas páginas dos jornais.


15
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 11:32link do post | comentar

Em 2011, Judite de Sousa entrevistou sucessivos banqueiros sem se aperceber do movimento concertado para correr com o Governo de José Sócrates. Entretanto, depois disso, faliram bancos e até prenderam banqueiros (sim, e o então primeiro-ministro também, mas isso é outra questão).

 

Ora, anteontem, no Diário de Notícias e na TSF, lá tivemos uma entrevista a Ferraz da Costa com direito a comentários acerca da administração da Caixa Geral dos Depósitos. “Se a administração sair há responsabilidades políticas”, disse o histórico dirigente dos patrões portugueses. Há dias, Sol e jornal i tinham anunciado a saída breve de Mário Centeno. São os termos exactos em que Ferraz da Costa se expressa. E se a coisa até é uma possibilidade genérica, o texto das versões digitais do texto jornalístico não tinham uma única declração que lhes sustentasse a manchete.

 

Entretanto, também anteontem, mas à noite, na SIC, Marques Mendes, que até é o autor da questão da declaração de rendimentos, reclamou da oposição por não atacar mais António Domingues, o presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos.

 

Ontem, na Renascença, esteve António Saraiva, a dizer que o dossiê “Caixa foi gerido desastrosamente, desde a nomeação da administração". Faz algum sentido, não todo, veja-se a recapitalização, mas a situação recebida do Governo de Passos Coelho e de Paulo Portas remete o lado realmente desastroso para tempos bem anteriores.

 

Do ponto de vista jornalístico e da ética, a questão da entrega das declarações de rendimentos é mais que óbvia notícia. Todavia, do ponto de vista empresarial e da economia, interessaria mais tratar da coisa em modo discreto. Como lembra, hoje, o nem sempre interessante Augusto Mateus, na mesma Rádio Renascença, há questões bem mais relevantes a discutir a propósito da CGD.

 

Ferraz da Costa, num dia, António Saraiva no outro, já são muitos patrões a bater na mesma coisa. Ainda por cima quando batem pelo mesmo lado e intercalados com o propagandista Marques Mendes – um que no tempo de Cavaco tratava de alinhamentos de telejornal. Nalguma coisa lembra a fronda bancária de 2011.

 


07
Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 16:49link do post | comentar

Há jornalistas que recebem em mão, papinha feita, o documento com a privatização da TAP que vai no dia seguinte ao último Conselho de Ministros de um Governo à beira de ser substituído por outro que já avisou que irá reverter qualquer privatização da transportadora aérea. Remetem a coisa para um rodapé mal-amanhado da primeira página, de tal modo que a bomba será aproveitada por outros ao longo do dia. É o que se chama estragar lagosta da melhor.

 

Há jornalistas que ouvem alguém do Governo dizer haver obrigação de toda a gente declarar rendimentos e património, na sequência da polémica com a administração da Caxa Geral de Depósitos. Sem outra citação, concluem que essas palavras querem dizer que o ministro das Finanças, que tem a tutela da CGD, sairá do Governo em Janeiro. É o que se chama fazer croquetes de raspas de carne para os cães.


15
Out 16
publicado por Tempos Modernos, às 11:25link do post | comentar

Para falar do Orçamento do Estado de 2017, José Gomes Ferreira levou ao programa Negócios da Semana, na SIC Notícias, João Duque, Paulo Núncio e Vasco Valdez.

 

Nos primeiros tempos da tróica, e já antes, João Duque era um dos mais fervorosos apoiantes das medidas de austeridade e do Governo PSD/CDS-PP.  Paulo Núncio, do CDS-PP, e Vasco Valdez, do PSD, são dois antigos secretário de Estado dos Assuntos Fiscais - o primeiro com Pedro Passos Coelho, o segundo com Cavaco Silva e com Durão Barroso

 

Onde é que está cumprida aquela ideia peregrina de que os "factos devem ser comprovados, ouvindo AS PARTES com interesses atendíveis no caso"?

 


28
Ago 16
publicado por Tempos Modernos, às 19:54link do post | comentar

Vem no Diário de Notícias e não vem assinado.

 

Diz-se na peça que

 

"... [N]o quadro da designada 'geringonça' - acordo entre os partidos de esquerda que viabilizou o Governo do PS ...".

 

Ora, foi Paulo Portas a designar por Geringonça  o governo de António Costa.

 

O então presidente do CDS-PP aproveitava para soundbite o título de uma crónica de Vasco Pulido Valente acerca das primárias do PS. E usava o termo com intenções de provocação e de combate partidário. Intenções legítimas, mas intenções dele.

 

Os jornalistas podem ter as preferências partidárias que quiserem. Mas designar o Governo por um termo utilizado com propósitos de achincalhamento, mostra o nível indigente da reflexão dos meus camaradas de profissão.

 

Já é outra questão. Mas também é grave que boa parte dos jornalistas use sem qualquer premeditação um termo criado com intenção insultuosa, Isto evidencia de modo ainda mais grave um certo estado cultural da corporação. Como bem lembrava António Guerreiro há um par de semanas," mais importante e necessário do que denunciar o que o jornalismo esconde, é analisar e criticar o que ele exibe".

 

 


07
Mai 16
publicado por Tempos Modernos, às 15:56link do post | comentar

tunel.jpg

(jn.pt)

 

António Costa convidou os antecessores para inaugurarem com ele o túnel do Marão.

 

O primeiro-ministro decidiu, pois, dividir, os holofotes com José Sócrates e com Passos Coelho.

 

Pedro Passos Coelho declinou o convite mas não arranjou grande coisa para dizer. Sugeriu que se fosse ele o primeiro-ministro não iria à inauguração: estaria a "reclamar louros" por uma obra consensual.

 

A propaganda não andará afastada do convite nem da inauguração, mas se o primeiro-ministro António Costa quisesse aproveitar melhor os louros da obra teria convidado Passos Coelho porquê?

 

Mandava lá o ministro das Obras Públicas, tal como sugerido pelo presidente do PSD, e a festa nos jornais fazia-se à mesma. Alguém duvida que das bandas do PSD surgiriam as reclamações por não terem sido convidados ou por outro motivo do género?


16
Jul 15
publicado por Tempos Modernos, às 11:19link do post | comentar

propaganda.JPG(fonte: publico.pt)

 

Há os títulos informativos, os títulos incitativos, mas também há os títulos opinativos e dos estados de alma de quem os faz. Sem aspas, responsabiliza o jornal e o autor da peça.


27
Mar 14
publicado por Tempos Modernos, às 18:06link do post | comentar

Se se emprenhasse um bocadinho menos de ouvido, escreviam-se menos asneiras nos jornais sobre países como a Coreia do Norte.

 

Há tempos, foi a história do tio do Querido Líder entregue aos cães para ser devorado vivo, agora a obrigatoriedade de se usar o penteado de Kim Jong-un.

 

Em boa parte das secções internacionais portuguesas, nem sequer escaldados por sucessivos desmentidos de boatos, pela inexistência total de fontes credíveis sobre a ditadura norte-coreana, pelo desconhecimento da língua se pára de publicar sem cuidado e se começa a parar para pensar (aqui, aqui, aqui, aqui).

 

Felizmente, existe quem faça o trabalho de casa jornalístico, como estes brasileiros ou estes suspeitos norte-americanos, a que cheguei por aqui.

 

 


09
Mar 14
publicado por Tempos Modernos, às 20:13link do post | comentar

Um tipo esforça-se, mas os jornais permanecem no limiar do ilegível.

 

Numa das revistas do Correio da Manhã, folheada por acaso enquanto se esperava por um frango, leio Cintra Torres, agora em versão tablóide de promotor das ideias mais populistas e conservadoras.

 

Com as europeias quase a chegar, o publicista televisivo aproveita para atacar a lei da cobertura jornalística eleitoral. Cito Cintra de cor: "a última que resta dos anos 1970."

 

Cintra Torres,  que se dedica à crítica televisiva, terá um de dois problemas. Ou é ignorante, e não conhece legislação essencial sobre a área que cobre profisisonalmente, ou mente.

 

Como já aqui foi dito, a lei é de 2001 e não dos terríveis tempos do PREC.


03
Jan 14
publicado por Tempos Modernos, às 19:18link do post | comentar | ver comentários (1)

Uma publicação dirigida pelo antigo assessor de Durão Barroso e com as mãos de Alexandre Relvas e José Manuel Fernandes deve dar uma cena janota.


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