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Ago 11
publicado por Tempos Modernos, às 10:23link do post | comentar

Ontem, uma dessas moças despachadas e pespinetas, uma gente sem préstimo público que se conheça, que o PSD costuma distribuir por lugares e assentos de assessoria agradecendo - imagina-se - prestimosos serviços em concelhias laranjas e associações de estudantes, revelou que o seu partido tinha acabado de fazer uma chamada falsa para o INEM, para testar a velocidade do serviço.

 

Desconfiada com o tempo de espera do 112, número do atendimento de emergência, apresentados na Comissão Parlamentar de Saúde, Joana Barata Lopes podia (e devia) pedir (re)análise dos números apresentados pelo Tribunal de Contas e pelo Instituto Nacional de Emergência Médica. Podia promover uma avaliação parlamentar dos dados.

 

Achar que um telefonema avulso é capaz de fazer prova numa coisa deste género soaria a falta de preparação matemática, se não fizesse tanger antes os alarmes de chico-espertice. Como se pode governar a Cidade com esta promoção parlamentar das actividades de Verão dos adolescentes ociosos, uma argolada que ainda por cima até constituirá ilícito penal?

 

No PS e PSD é recorrente a teima no tema da diminuição do número de deputados, que como bem se sabe – só os militantes e eleitores clubísticos conseguem defender o contrário – manterá o mesmo tipo de relação entre eleitos e eleitorado e limpará o hemiciclo de vozes do CDS-PP, CDU e BE.

 

Talvez aqueles dois partidos devessem olhar primeiro para a qualidade das suas listas e para os seus próprios telhados vez de tentarem extinguir por via administrativa os outros grupos parlamentares.


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