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A ver se se faz o boneco.
Este Governo vai pôr fim às indemnizações por despedimento.
Mira Amaral não entra nestes róis. É um homem de méritos, tantos que exigiu ao Estado que lhe mantivesse uma reforma de 18 mil
euros - obtida a trabalhar para instituições financeiras privadas - se o quisesse na Caixa Geral dos Depósitos.
Ao fim de alguns meses, pôs-se a andar do banco público, mas os mais de três mil contos mensais pagos pelo Estado português ninguém lhos tirou.
Agora, vem defender a extinção de serviços públicos "inúteis" e, claro, despedimento dos funcionários. Defendeu também os cortes salariais e o aumento dos horários de trabalho (esta deve ser para poder empregar menos gente).
Já vimos que o ex-ministro da Indústria de Cavaco não é a pessoa mais indicada para falar das poupanças do Estado. Mas há sempre uns directores de jornal com lugar nos quadros e direito a indemnização dispostos a publicar o que o senhor diz e uns governantes dispostos a ouvi-lo.
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