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Abro a televisão de manhã e, entre os enlatados que os canais noticiosos portugueses servem, lá descubro um telejornal.
O Congresso do CDS-PP segue com boa cobertura, entra no alinhamento inicial.
É o congresso do partido que tem à sua conta escândalos como os do caso Portucale, da aquisição dos submarinos, da cópia de 62 mil páginas de documentos do Ministério da Defesa, dirigentes com álcool no sangue apanhados a guiar, apesar do sistemático berreiro pró-repressão de bagatelas penais.
Se agora contesta o PEC IV, antes viabilizou ou mostrou-se disponível para viabilizar orçamentos e as medidas de austeridade que têm sido tomadas.
Cheira já a poder para as bandas do Caldas e enquanto se fala grosso para chamar a atenção sempre se distrai os eleitores distraídos, alheados da distância entre verbo e acção.
A manifestação de ontem, entretanto, reuniu dezenas de milhares de empregados dos sectores público, privados, precários, desempregados e os Homens da Luta. Mas conseguiu ser remetido no alinhamento noticioso para depois do congresso do pequeno partido.
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