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Set 11
publicado por Tempos Modernos, às 20:34link do post | comentar | ver comentários (1)

Não dissocio Paulo Portas nem Durão Barroso da condenação à morte e da execução de Saddam Hussein.

 

Num dos primeiros países do mundo a abolir a pena de morte, com o preceito da inviolabilidade da vida humana previsto na Constituição, os dois governantes tornaram forças de segurança portuguesas cúmplices dos actos de guerra que conduziram à captura e execução do tirano, antigo amigo dos ocidentais.

 

Se tivesse sido a portuguesa GNR a capturar Saddam, gostava de saber se o teriam entregado à tutela norte-americana ou iraquiana, violando o artigo que interdita a entrega de criminosos que possam vir a ser condenados à pena capital.

 

Hoje, a Amnistia Internacional, acusou a União Europeia por cumplicidade nos abusos cometidos pelos Estados Unidos nos programas de detenção e transporte de presumíveis terroristas.

 

Nunca se impedirá um terrorista de atentar contra a liberdade e os direitos humanos. Que os estados ocidentais não ultrapassassem essas barreiras era o mínimo exigível.

 

 


publicado por Tempos Modernos, às 14:20link do post | comentar | ver comentários (1)

A auditoria à Parque Escolar não passa de uma das muitas que deviam ser feitas, e que os partidos do arco da governação impedem quando se tenta um plano mais amplo que saia do terreno lamacento das acusações genéricas.

 

O truque é auditar somente aquilo que se pode atirar à cara dos governantes antecedentes.

 

A Parque Escolar poderia ter servido para dinamizar o tecido económico local, entregando a manutenção das escolas a pequenas e médias empresas locais de construção civil. Na prática, organizaram-se os concursos das empreitadas de tal forma (em lotes de escolas) que as grandes e habituais construtoras partiam privilegiadas para o jogo.

 


publicado por Tempos Modernos, às 11:02link do post | comentar

Paulo Portas, mais dirigente da oposição que ministro deste Governo PSD/CDS-PP, manifestou-se preocupado com as greves que empobrecem o país.

 

A questão é: ainda mais empobrecido do que pela especulação que o atirou para o buraco em que se encontra?

 


publicado por Tempos Modernos, às 09:41link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Certa vez, uma amiga da mãe de Oscar Wilde referiu-se a alguém das suas relações como uma pessoa respeitável. A mãe do escritor atalhou conversa. A respeitabilidade era para os comerciantes, ela estaria acima dessas coisas.

 

A ameaça de processo judicial é um dos problemas sérios que se coloca à Imprensa e à impossibilidade de fundar um jornal sem uma estrutura financeira sólida à rectaguarda. Isso limita desde logo a real capacidade para formar cooperativas de jornalistas.

 

Por regra, qualquer notícia nascida de investigação própria que lance suspeições sobre modos de gestão de pessoas e/ou instituições públicas ou privadas traz agarrado um processo judicial.

 

Uma notícia lançando dúvidas sobre uma autarquia ou presidente de Câmara dá direito a um processo levantado pelo cidadão visado e a outro levantado pela instituição. Constituído arguido, o jornalista vê-se obrigado a recorrer a um advogado e mesmo que tenha toda a razão do mundo dificilmente  se livrará de pagar as custas e honorários do advogado.

 

Ou seja, um jornalista freelancer ou trabalhando para um órgão de comunicação desligado de grupos económicos, está na prática impossibilitado de fazer jornalismo de investigação. Não ganha para os processos.

 

E a liberdade de expressão da opinião também não está facilitada.

 

Há umas semanas, a Jerónimo Martins, donos do Pingo Doce, em mais uma manobra de marketing em que agora as empresas andam empenhadas, anunciou que oferece géneros aos seus trabalhadores necessitados. Mais que demonstrar sensibilidade social, o facto evidencia que não lhes paga o suficiente para saírem da pobreza.

 

Foi a conclusão a que Daniel Oliveira chegou. Acabou processado em nome do dono, da empresa, Alexandre Soares dos Santos, que até tem uma editorial para publicar livros ortodoxos (assim de repente, Maria do Carmo Vieira e Pedro Magalhães são dos poucos autores pescados fora das águas turvas do unanimismo ideológico representado).

 

As bravatas podem custar caras. E afinal, dura tem só de ser a vida dos trabalhadores. Ninguém disse que a pele dos homens mais ricos de Portugal também tinha de ser. Ou ouviram algum comentador afirmar o contrário?

 

 


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