04
Fev 12
publicado por Tempos Modernos, às 11:46link do post | comentar | ver comentários (5)

 

Caso nunca se tenha reparado, por estas bandas não se segue o novo acordo ortográfico.

 

Não é por isso que se percebe a atitude de Vasco Graça Moura. Alto quadro de nomeação política, o escritor consegue escapar às orientações da tutela.

 

É a velha história de uns porcos serem mais iguais que outros.


publicado por Tempos Modernos, às 09:04link do post | comentar | ver comentários (1)

Depois da entrada em processo de desobediência civil quanto ao uso do acordo ortográfico no CCB, Vasco Graça Moura anuncia um conselho directivo a que pertencem Luís Campos e Cunha e Estela Barbot.

 

São mais conhecidos pelos seus pontos de vista sobre Economia e pró-FMI, mas os méritos dos escolhidos serão amplos.

 

Assim de repente, Campos e Cunha foi há dias convidado a escolher um filme para ver e apresentar num ciclo da Cinemateca dedicado à Economia (já agora, optou por O Mundo a Seus Pés). Pelo apelido, Estela Barbot será prima do escritor Mário Cláudio.

 

Mas se se lhes espiolhar as folhas corridas, haverá, de certeza, outras cenas a justificar as escolhas.

 

 


publicado por Tempos Modernos, às 08:36link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Em tempos, quando acompanhei fugazmente a cobertura do Caso Moderna, cruzei-me com Cristina Esteves, que nem sabe quem sou.

 

Mas foi, na altura, dos poucos jornalistas televisivos sociável, sem tiques de vedetismo, com que me cruzei. Sempre lhe apreciei os pivôs e textos, sem facilitismos, rigorosos, elegantes. O tom calmo e a dicção claríssima.

 

Esta semana, na RTP-Informação, assisti a parte das entrevistas que foi fazendo. Comecei com a de Noronha do Nascimento, a propósito da abertura do ano judicial - tema que bem merecia outro post.

 

Formada em Direito, preparada, dominando os assuntos, consistente, deixou sempre o presidente do Supremo expôr os seus pontos de vista (também a merecer post) e terminar os raciocínios. Não deixou de o questionar sobre a destruição das escutas de Sócrates, nem sobre outras acções polémicas da justiça à portuguesa.

 

Sem corporativismos, faz muito mais pelo direito à informação que certos jornalistas imprensariais, escudados numa pingue carreira de cargos de chefia.


publicado por Tempos Modernos, às 08:19link do post | comentar | ver comentários (2)

 

Confrontado com o fecho de fábrica da UNICER, em Santarém, Pires de Lima responde que nem tudo é mau no processo mas que comunicação social fala sempre do lado negativo.

 

Cristina Esteves responde-lhe: "É natural. Estamos a falar de pessoas."

 

Pires de Lima não ouve ou não quer ouvir. Quase em simultâneo com a jornalista, quase repete a frase, quase parece assentir: "Pois, é natural, estamos a falar de Portugal".

 

"E estamos a falar de pessoas", repete-lhe, de modo claro, assertivo, em tom doce, Cristina Esteves.

 

Pires de Lima continuou as justificações sobre o lado bom dos despedimentos em Santarém. Mas tenho a impressão que foi das primeiras vezes que um jornalista explicou a um gestor, e de modo tão evidente, que existem pessoas nos negócios que gere.

 


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