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Ainda não há muito tempo, o Estado português nacionalizou o BPN para o salvar de ir à falência. Risco sistémico para o sistema financeiro, foi a desculpa que nos afundou castastroficamente na crise que vivemos.
A partir de 2007, perdeu-se a conta aqueles que nos Estados Unidos perderam as reformas de uma vida à custa da falência de instituições bancária e da crise do subprime. Alguns, octagenários tiveram de regressar ao mercado de trabalho para poder sobreviver.
Ora, Pedro Mota Soares quer privatizar a segurança social passando parte dos descontos para as reformas para bancos e seguradoras. A ideia
é velha.
Pouco importa que transfira dinheiro para a Banca desviando as receitas da segurança social pública solidária e universal. PSD e CDS-PP têm contribuido activamente para o seu colapso. Isso nunca os precupou, dir-se-ia até que é um objectivo. É que nem a recente história do sistema bancário os ensinou.
Quando os bancos voltarem a falhar, arrastando consigo as reformas de quem apenas descontou para os sistema financeiro, espero que não venham mais uma vez pedir contas ao Estado e aos outros contribuintes e que se lembrem de ir bater à porta dos que aprovaram o crime.
Que António Costa se colocou em campo na corrida para secretário-geral do PS é mais que evidente desde o caso da mudança dos estatutos no PS.
Na ocasião, o presidente da câmara lisboeta aproveitou a tribuna da Quadratura do Círculo para lançar duras críticas a Séguro. A corrida a Belém parece para já estar posta de parte.
Hoje, foi o centro das atenções por causa da mal-contada história da sua visita à Maternidade Alfredo da Costa (MAC), na altura em que endurece o mobvimento contra o fecho desta unidade hospitalar.
A detalhada notícia, depois desmentida, da RTP dando conta do cancelamento de uma visita de Costa à MAC está muito mal contada. Só depois de confirmar muito bem as fontes se vai para o ar com a informação de que de que uma Administração Regional de Saúde proibiu uma visita do género desta.
Costa sai bem da fotografia. Paulo Macedo também. Resta saber que sorte terá a Maternidade.
A fonte única é governamental* e o título parece ter sido escrito pelo dr. Paulo Portas ou pelo dr. Nuno Magalhães.
*E nem sempre as fontes governamentais e os serviços concordam nos números.
Entre hoje e amanhã, a Assembleia da República deverá discutir e aprovar um golpe de Estado constitucional. Se à Esquerda é esse o sentimento, na área do PS a coisa também está longe de ser pacífica. E a Direita aproveita para aprovar, com o pretexto da imposição externa, as mudanças constitucionais por que sempre suspirou.
A esta hora, ao fim da manhã, na página de rosto do Público online há vaga referência a comentadores que falam sobre o assunto, disponíveis apenas para assinantes.
No JN, há uma nota no também pago e-paper. No DN, nem isso.
A própria difusão pública dos três casos de jornalistas agredidos nas greves de 24 de Novembro e de 22 de Março mostrou a diferença entre trabalhar sob alçada de um jornal ou ser precário.
É um assunto que não pode ficar apenas nas mãos dos órgãos de comunicação social. Ou por ser freelancer acabarei por ver ainda mais amputada a minha condição de jornalista?
Ao menos desta vez as brincadeiras infantis dos Borbóns com armas não tiveram resultados trágicos.
Na final da taça da Liga, o treinador do Benfica pôs adeptos a discursar orgulhosos sobre a presença do clube em três campeonatos importantes.
Infelizmente, a equipa acabou por ver dois deles escaparem-lhe. E pode não ficar por aqui.
Só falta perder a taça da Liga para o futuro que era brilhante se embaciar completamente.
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