06
Abr 12
publicado por Tempos Modernos, às 08:56link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Diz a igreja que de nada serve a abstinência da carne que no dia de hoje amplamente se pratica se, em alternativa, vierem para a mesa travessas e travessas de peixe, marisco, delicassies.

 

Talvez por isso mesmo, num assomo de incentivo ao rigor e ortodoxia católica, o Conselho de Ministros e um dos ministros mais cristãos do Executivo, Pedro Mota Soares, nos tenham surpreendido ao anunciar pela calada e para o fim dos tempos o momento em que cada um dos nós se poderá reformar.

 

"Maldita seja a terra por tua causa. E dela só arrancarás alimento à custa de penoso trabalho, todos os dias da tua vida. Produzir-te-á espinhos e abrolhos, e comerás a erva dos campos. comerás o pão com o suor do teu rosto", disse ao homem o Deus bruto e vingativo do Velho Testamento.

 

Haveria Mota Soares de se comover? Haveria o Conselho de Ministros de hesitar? O diktat da tróica é apenas uma boa desculpa para alguns políticos fazerem o que sempre defenderam. Do mesmo Génesis excluem qualquer rersquício de boa nova proto-evangélica. Preferem dirigir ao homem a frase que Deus dirigiu à serpente: "Rastejarás sobre o teu ventre, alimentar-te-ás de terra todos os dias da tua vida".


05
Abr 12
publicado por Tempos Modernos, às 22:33link do post | comentar | ver comentários (1)

Há dias, o Jornal de Negócios publicou um artigo intitulado "Os economistas falharam na crise. E os jornalistas?" (via Shyznogud)

 

Mas ainda subsistirão dúvidas? Falharam e continuam a falhar.

 

Alinharam no pensamento único, excluíram as diferenças, ignoraram o que inúmeras vozes anunciavam há anos.

 

E, mesmo assim, nem um abalo se sentiu nas estruturas comunicacionais, nas linhas editoriais ou nas lógicas de acesso ao exercício da profissão.

 

 

 


02
Abr 12
publicado por Tempos Modernos, às 22:43link do post | comentar | ver comentários (2)

 

Voluntarismo e amadorismo juntam-se de forma risível no megalómano MInistério da Economia.

 

Queimados com os Transportes, por causa da Lusoponte, Passos Coelho e Álvaro Santos Pereira, ministro com contrato a termo, acabaram com o TGV que um anterior Governo PSD/CDS-PP tinha acarinhado para, de seguida, avançarem com uma moderna ligação de mercadorias entre Sines e Badajoz. Aparentemente, não consultaram nem operadores, nem especialistas.

 

Trágico, no entanto, é que num conselho de ministros inteiro não houvesse ninguém que soubesse ou reparasse que Portugal e Espanha têm bitolas ferroviárias diferentes das do resto da Europa há dezenas e dezenas de anos.


01
Abr 12
publicado por Tempos Modernos, às 19:52link do post | comentar | ver comentários (1)

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