13
Jun 12
publicado por Tempos Modernos, às 17:52link do post | comentar | ver comentários (1)

 

A Fundação Saramago abriu hoje ao público, no dia do nascimento de Fernando Pessoa. E apesar das reclamações dos detractores do Nobel da Literatura está instalada na Casa dos Bicos, em tempos pertença dos Albuquerques. 

 

Afonso, o pai do antigo dono, Brás, andou pela Índia como governador. Entre 1509 e 1515, ano em que deposto e detido acabou por morrer, Afonso de Albuquerque tentou impor no Estado Português da Índia em construção as directivas da coroa.

 

Seis anos em que os interesses privados, liderados em Lisboa pelo Barão do Alvito (o conde barão), tudo fizeram para sabotar os interesses de Estado.

 

 

 

 


publicado por Tempos Modernos, às 10:02link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Ninguém ligou muito à coisa mas Portugal levou recentemente dois bofetões diplomáticos de peso.

 

Um por conta de Paulo Portas, quando após mobilizar meios militares de peso, assustar e deslocar populações, viu o país ser afastado das negociações pós-golpe na Guiné Bissau e a CPLP substituída pela CEDEAO nas negociações para procurar uma solução.

 

Em ano trágico, o apagado e ausente Paulo Portas não deixará nas Necessidades a boa imagem que, apesar dos submarinos, deixou na Defesa.

 

O outro bofetão, correu por conta de Cavaco que foi comemorar a Dili os dez anos da independência de Timor-Leste.

 

Além da falta de gosto e de tacto protocolar e diplomático de ir para as comemorações dos outros lamentar-lhes a pobreza, ainda ouviu da boca do presidente Taur Matan Ruak que o português deveria passar a ser ensinado como língua estrangeira.

 

O facto é tanto mais insólito quanto Cavaco andou por lá chamando a atenção para a importância do ensino do português.


publicado por Tempos Modernos, às 09:30link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 

Ontem, o Ministério decidiu cortar nos apoios aos doutoramentos no estrangeiro. Na 5 de Outubro, não há uma linha de rumo, uma estratégia ao menos de médio prazo, apenas contabilidade imediata.

 

Vistas a partir daqui, ao longo dos últimos anos, sucessivos governos tomaram para o ensino superior sucessivas decisões erradas.

 

Permitir, primeiro, que os politécnicos pudessem ministrar licenciaturas encheu o país com uma oferta educativa impossível de completar. A falta de candidatos numa população envelhecida era já evidente, ou não havia nos ministérios noção do número de alunos que frequentavam os ensinos básicos e secundário?

 

Depois veio Bolonha comprimir a formação inicial para três anos e criar bacharelatos onde antes havia licenciaturas. Efeito dominó sobre a qualidade e exigência.

 

Transformada a universidade em fábrica de enchidos, criou ainda uma situação de discriminação de facto entre os licenciados pré-Bolonha e os mestres pós-Bolonha. Mais créditos dos primeiros e mais tempo dispendido, equivalem a salários mais baixos e a critérios punitivos nos concursos de emprego.

 

Agora é o fim da internacionalização das universidades portuguesas, acantonadas, auto-alimentadas em círculos nacionais. Prevê-se um futuro risonho para a ciência em Portugal.


publicado por Tempos Modernos, às 09:04link do post | comentar | ver comentários (1)

Nuno Crato, um preopinante demagógico alçado a ministro, quer forçar as universidades a provar a empregabilidade dos cursos para aumentarem vagas.

 

A solução parece simples e fácil. Mas não é. E a um governante não se paga para propor soluções simples e fáceis. Paga-se para que pense fora da bitola dos lugares-comuns lançados borda-fora à mesa do café.

 

Certas mentes são incapazes de cogitar que, à velocidade a que o mundo corre, é completamente impossível adivinhar se o que dá emprego hoje, será o que dará emprego amanhã.

 

Sabem lá como será daqui a três anos. Há pouquíssimo tempo, quantos destes não poriam a mão no fogo em defesa da abertura de mais vagas para engenheiros civis?

 

À custa das taxas de natalidade - agravada pela crise, desemprego, e contibutos estatais para a ruína da segurança social - Portugal arrisca tornar-se um país impróprio para velhos. Um país necessitado de enfermeiros, obviamente.

 

E, no entanto, Crato vai impedir a formação destes profissionais.


mais sobre mim
Junho 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
14
15
16

17

30


pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO