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Ernest Borgnine (1917-2012)

por Tempos Modernos, em 09.07.12

 

O actor que um dia venceu Cagney, Dean, Sinatra e Tracy na corrida aos óscares.

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publicado às 12:28

A miséria como única certeza

por Tempos Modernos, em 08.07.12

Martin Wolf apenas disse o óbvio. Ou Portugal cresce três a quatro por cento ou continua pobre e no caminho para a ruína.

 

A equação é muito simples, mas não faz sentido só agora. Sucessivos governos puseram (e continuam a pôr) a tónica na diminuição do défice público. Solução única? Destruir o estado social. Quem os ouça falar imagina que éramos um modelo de Estado Providência.

 

Ora, como se sabe, o défice é dado em função do Produto Interno Bruto, uma medida da criação de riqueza nacional.

 

Se a riqueza crescesse, leia-se se a produção crescesse, - os gastos actuais podiam manter-se no mesmo nível quantitativo. Com uma diferença. Constituiriam uma percentagem mais baixa do PIB, logo o défice baixaria.

 

Claro que os decisores políticos se têm sempre esquecido deste pormenor. Contam aliás com a iliteracia matemática dos indígenas. Depois, o objectivo ideológico tem sido acabar com o Estado Social.

 

Em grande medida desde Durão Barroso, com o Código do Trabalho de Bagão Félix, medidas anunciadas como visando o reforço do crescimento económico recaíram sempre nos trabalhadores, precarizando-os e embaratecendo-os.

 

E se nem todos os partidos do arco governamental participaram nesse desígnio com a mesma convicção dos militante, na prática, em acordo com o catecismo da terceira via, seguiram políticas que apenas reforçaram esse caminho.

 

Ao contrário do prometido, sucessivas privatizações não garantiram mais competitividade ou melhores serviços. Atiraram para a mão dos grandes grupos, e de clientelas com livre trânsito entre partidos e administrações, rendimentos que poderiam pertencer ao Estado e ajudar a sustentar Saúde, Educação e Segurança Social.

 

Martin Wolf tem razão. Mas quem lha dará entre os partidos do actual Governo? PSD e CDS-PP estão apostados em escorropichar a desculpa da tróica todo o tempo que puderem. Depois logo se vê.

 

As preocupações de Passos Coelho, Relva e Portas não são com os nossos filhos e com os nossos netos. São só com os deles.

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publicado às 15:56

Sangue e Prata (Silver River), Raoul Walsh, 1948

por Tempos Modernos, em 07.07.12

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publicado às 19:02

A julgar por certas atitudes.

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publicado às 22:50

Ana, António Reis e Margarida Cordeiro, 1982

por Tempos Modernos, em 06.07.12

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publicado às 22:39

 

Ignoro quem pagou a barragem de Castelo de Bode ou o Hospital de São José. Quando cá cheguei já eles funcionavam e ainda hoje prestam serviço às populações. No caso do hospital, já há muito morreram os que o edificaram. 

 

Tanto tempo depois, sendo neto (nem sei em que grau) dessa gente, continuo a recorrer às obras pagas por eles.

 

Assim como os filhos e netos dos alemães continuarão a lucrar com o dinheiro da venda de submarinos aos portugueses e gregos actuais (e aos seus filhos e aos seus neto), com os lucros dos juros usurários à la Dona Branca garantidos pela Finança Alemã, com a reunificação paga também pelos preguiçosos e desorganizados países do sul ou com o alargamento aos mercados e mão de obra de Leste.

 

Desfazer um preconceito é difícil. Pior é desfazê-lo quando a realidade e os argumentos racionais encontram pela frente uma parede de egoísmo e burrice bem mediatizada. No último século, os alemães já destruiram a Europa por duas vezes. Em Eichmann em Jerusalém, Hannah Arendt falou sobre essa culpa colectiva. Rainer Werner Fassbinder fez o mesmo nos seus filmes todos. O racionalismo local parece ter-se extinguido antes de Bismark.

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publicado às 12:20

O sequestro da tróica não justifica a violação da Constituição, conforme sugerido pelo Tribunal Constitucional e por comentadores de serviço. E é até bem provável que os cortes de subsídios dos funcionários públicos e pensionistas se venham a estender ainda mais rapidamente ao privado, o que será da mais elementar justiça relativa, mas uma injustiça em termos absolutos e uma inanidade económica.

 

Bem pode José Gomes Ferreira na SIC arengar às massas que não há dinheiro para pagar salários da Função Pública caso não se cumpra o memorando da tróica ou vaidoso polir os galões de ter feitos referências críticas às parcerias público-privadas.

 

No essencial, deu guarida nos seus programas aos catequistas do neo-liberalismo que conduziram aqui o país.

 

Como lembrava há dias Mário Soares (que até terá sido um dos responsáveis pela nova vinda do FMI) nunca a humanidade se conformou com as inevitabilidades. E sem lutar pela mudança é que nunca nada mudou.

 

 

*De uma canção de Sérgio Godinho com ligeira alteração

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publicado às 22:10

Falta de tacto diplomático

por Tempos Modernos, em 05.07.12

A notícia não é que uma subsecretária de Estado de Paulo Portas tenha escolhido um funcionário do CDS-PP para adjunto no seu gabinete -  o que é até natural - e que o tenha explicitado no despacho de nomeação - o que é até transparente.

 

A notícia é que esse funcionário seja um dos envolvidos no processo Portucale, caso que transitou para a Relação após sentença favorável aos arguidos na primeira instância.

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publicado às 15:02

Internet 1 - ACTA 0

por Tempos Modernos, em 05.07.12

O chumbo pelo parlamento europeu do Acordo Comecial Anti Contrafacção (ACTA) é uma boa notícia.

 

Alegando a defesa dos direitos de autor é antes uma forma de impor restrições fortes à liberdade de expressão e de circulação de ideias.

 

Vital Moreira, eurodeputado socialista, foi um dos 39 parlamentares que votaram vencidos.

 

 

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publicado às 13:18

Eu cheio de preocupação em poupar-lhes os guardanapos com que segurava na torrada, que os tempos vão duros também para o sector da restauração e com a Mexicana não será diferente, e no final pedem-me 1,40 euros pelo café bebido à mesa, no interior do estabelecimento, junto à gaiola dos periquitos.

 

Há gente que não sabe merecer o cuidado dos outros. É só mais do dobro do que se paga em média. E embora tenha muito melhor aspecto que ele, não ganho como o Mira Amaral, frequentador da casa nos tempos de Técnico.

 

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publicado às 11:28



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