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Nov 12
publicado por Tempos Modernos, às 14:49link do post | comentar | ver comentários (2)

Lavar as mãos antes e entre actos médicos tem poupado milhões de vidas.

 

Durante milénios, o parto foi um momento de brutal risco de vida. Ao ponto de haver rainhas na Idade Média que faziam testamentos quando se aproximava a data de nascimento dos filhos. O simples facto de lavar as mãos antes de assistir a um parto terá feito cair as taxas de mortalidade de modo dramático, desde há pouco mais de 100 anos.

 

Quem tem na família gente que morreu devido a infecções hospitalares não pode deixar de recear os efeitos dos cortes na limpeza no São João, hospital da Faculdade de Medicina da Universidade de Porto.


publicado por Tempos Modernos, às 14:39link do post | comentar | ver comentários (2)

Diz o Supremo Tribunal de Justiça não existir "motivo sério e grave capaz de gerar no homem médio um sentimento de desconfiança sobre a imparcialidade da decisão, tanto mais que, sendo tornada num recurso, é necessariamente urna decisão colectiva".


publicado por Tempos Modernos, às 13:58link do post | comentar | ver comentários (1)

Não têm faltado por aí jornalistas com responsabilidades directivas defendendo que a boa saúde financeira facilita a liberdade dos jornalistas.

 

Lembrei-me mais uma vezes deles ao ler Irene Flunser Pimentel em artigo no Jugular onde focava a detenção política durante o Estado Novo.

 

 

"A detenção política, em Portugal, combinou três lógicas: a lógica de afirmação da autoridade, de carácter preventivo; a lógica da correcção, de carácter correctivo e a lógica, de neutralização. A primeira lógica, com carácter dissuasivo e intimidatório, era utilizada para a população em geral, sobre a qual pairava a ameaça do que lhe poderia acontecer, caso se metesse em «política». A segunda lógica era reservada aos que tinham sido «momentaneamente transviados» e, através do «susto» da prisão preventiva e correccional, nunca mais terem a ousadia de actuar contra o regime. Finalmente, a terceira lógica, de neutralização, tinha como objectivo retirar do espaço público os dirigentes e funcionários dos partidos considerados subversivos, nomeadamente os comunistas, através da prisão e das medidas de segurança."

 

 

É que essas afirmações directivas colidem frontalmente com uma lógica que conheço bem, só que com a detenção política substituída pelo desemprego. A justificação dos mandantes é reforçada pela competência, pelo feitio incompatível, pelos custos. Quem convive mal com as diferenças de opinião, de pontos de vista, com quem responde às prepotências das chefias, com a obrigação legal de ter conselhos de redacção esbarra facilmente na coluna vertebral de outros e facilmente encontra bodes expiatórios democraticamente aceitáveis. Ameaça-se várias vezes, há sempre quem se sujeite ao papel de esbirro, e por fim veta-se a entrada na publicação de qualquer trabalho do visado, condenando-o no limite à fome.

 

Não ver o argueiro no próprio olho pode ser uma prática generalizada no meio jornalístico. Mas isso não desculpa distracções. Muito menos quando os directores têm acesso ao espaço público para fazer valer o que até podem pensar ser a verdade mais verdadeira.

 

 


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