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Nov 12
publicado por Tempos Modernos, às 18:40link do post | comentar | ver comentários (4)

A três de Outubro de 2007 enviei a várias pessoas uma lista de onde previ que viria a sair o Prémio Nobel da Literatura desse ano, uma forma de mostrar que os resultados serão tudo menos imprevisíveis, como gostam de acusar aqueles que vêem defraudadas as suas expectativas. Eram 36 nomes, já se passaram cinco anos, vários morreram entretanto e três já ganharam o prémio. Fica para memória futura e bem acrescentava mais uns quantos nomes.

 

  1. Ismail Kadare
  2. Hans Magnus Enzensberger
  3. Peter Carey
  4. Peter Handke
  5. Hugo Claus
  6. Margaret Atwood
  7. Milan Kundera
  8. Bei Dao
  9. Norman Mailer
  10. Gore Vidal
  11. Edward Albee
  12. Edgar Lawrence Doctorow
  13. John Updike
  14. Philip Roth
  15. Cormac McCarthy
  16. Don DeLillo
  17. Joyce Carol Oates
  18. Sam Shepard
  19. Julien Gracq
  20. Alain Robbe-Grillet
  21. Michel Tournier
  22. Doris Lessing
  23. Salman Rushdie
  24. Ian McEwan
  25. Cees Nooteboom
  26. Amos Oz
  27. Claudio Magris
  28. Umberto Eco
  29. Haruki Murakami
  30. Amin Maalouf
  31. Tahar Ben Jelloun
  32. Carlos Fuentes
  33. Mário Vargas Llosa
  34. António Lobo Antunes
  35. Adonis
  36. Tomas Tranströmer

publicado por Tempos Modernos, às 18:06link do post | comentar | ver comentários (1)

Um tipo é jornalista e há velhos hábitos que não se perdem mesmo que a realidade todos os dias se encarregue de lhe mostrar como tem tanta razão como nunca teve antes na vida. Acaba-se por resistir às próprias convicções e resvalar muitas vezes para a análise política ou para a ironia.

 

O problema é que esta gente tem de ser parada antes da golpada constitucional em curso e antes de nos matar a todos. Angelas merkls, christines lagardes, durões barrososo, draghis, pedros passos coelhos, víctores gaspares e bentos, paulos portas, motas soares, montenegros, magalhães, pires de limas, antónios borges, fernandos ulrichs, catrogas, marcelos, marques mendes, morais sarmentos, barretos, pachecos pereiras, alexandres soares dos santos.

 

Como bem lembra hoje, no Diário de Notícias, Nuno Saraiva uma das poucas chefias da imprensa portuguesa que vale a pena ler, o FMI não tem currículo. Tem cadastro. E pela comunicação social o que não falta é quem seleccione a informação e legitime estas políticas cujas consequências sociais em nada se distinguem das provocadas por vulgares quadrilhas terroristas. O que não falta é quem se dedique à traficância política em vez de informar, quem trate de afastar jornalistas menos adequados. Quem se dedique à capatazia, como recorda Oscar Mascarenhas.

 

Os jornalistas gostam pouco de levantar a voz contra camaradas e contra os órgãos de comunicação social. Corporativos, defendem-se dizendo que é deslealdade, que não se morde a mão que lhes dá de comer. O que se passa é que maioria ou se está borrifando ou receia o desemprego. Só se metem em lutas de primas-donas, de egos ofendidos. Em dez anos de jornalismo, nunca vi que liberdade e coragem se declinassem nas redacções por onde passei.


publicado por Tempos Modernos, às 14:45link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Embora as não frequente, de vez em quando páro em zapping, e durante escassos minutos, numa ou outra telenovela portuguesa. O mais das vezes, textos medíocres, cenas de pastelão, num português sem espessura ou predicados.

 

Dancin'Days, que a SIC vai passando, é o remake português do original brasileiro, de Gilberto Braga, com Sónia Braga como protagonista.Corria o ano de 1978 quando foi produzida e passou pouco depois nos ecrãs da RTP1.

 

Sónia Braga tinha 28 anos e dava vida a Júlia Matos, uma ex-presidiária que cumprira 11 anos de prisão na sequência de um atropelamento mortal pelo qual fora considerada responsável.

 

Nada de especial. Sónia Braga tinha já densidade e maturidade suficientes. Pouco antes fizera Gabriela, Cravo e Canela e ar de ingénua foi coisa que nunca teve. Facilmente se tornava verosímil que 11 anos antes tivesse carta de condução e pudesse ser condenada em tribunal.

 

Na versão portuguesa, a coisa fia mais fina. A obsessão por actores imberbes (vendem melhor, dizem as produções aos actores mais velhos para os recusar) cai no ridículo. A portuguesa Joana Santos dá vida à personagem encarnada há mais de 30 por Sónia Braga. Tem 26 anos, mas podia ter menos. Só que faz o papel de uma mulher de 34.

 

Não contentes com a desadequação da escolha, resolveram os autores que a Júlia portuguesa terá cumprido 16 anos de prisão, em vez dos 11 previstos na história brasileira. Ou seja, a fazer fé na idade real e aparente da actriz, aos dez anos já  a pequena malhara com os ossos num estabelecimento prisional. E nem vale a pena referir a barbaridade de achar possível que um tribunal português condenasse a quase 20 anos de prisão uma recém-encartada mal saída da adolescência.

 


publicado por Tempos Modernos, às 14:34link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: de Ted Aljbe/AFP/Getty Images em businessweek.com)

 

A inteligente Angela Merkl pede mais cinco anos de austeridade para convencer o mundo de que vale a pena investir na Europa.

 

Que projecto político mais lindo, santo Deus.


publicado por Tempos Modernos, às 12:59link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: tvi24.iol.pt)

 

... é o que é.


publicado por Tempos Modernos, às 11:07link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: jn.pt)

 

"[O]s próprios governantes, seja cá ou seja no estrangeiro, também já não v[ê]em um palmo à frente do nariz"


publicado por Tempos Modernos, às 09:36link do post | comentar | ver comentários (2)

 

 

(Foto:dn.pt)

 

Do visto até agora, apenas Cristina Esteves na RTP Informação sacou para lead o que de mais relevante foi ontem declarado por Alberto João Jardim ao vencer por 142 votos a candidatura de Miguel Albuquerque, presidente da câmara do Funchal, para a presidência do PSD na Madeira.

 

"Quem perdeu foi o partido, porque isto foi feito fora de tempo, isto criou segmentações graves dentro do partido, criou questões pessoais que podiam muito bem ter sido evitadas, mas teve uma vantagem, foi extraordinário para se saber o caráter de muitas pessoas, neste momento o PSD está muito mais forte" e "isso vai-nos permitir fazer escolhas melhores para as eleições autárquicas".

 

Embora fosse a primeira vez que Jardim tinha adversário isso já era sabido há muito. Previsível era também a vitória, mesmo que fosse curta e que anuncie uma retirada mais breve do presidente do governo regional da Madeira. Relevante, relavante é o tom de ameaça ressentida que as palavras de Jardim carregam.

 

De certa forma as palavras de Jardim legitimam acusações antigas feitas pela oposição e imprensa especializada sobre certos tiques no governo daquela região autónoma.

 

Sempre tão sedenta de sound bites, a comunicação social deixa quase toda passar pérolas destas.


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