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Nov 12
publicado por Tempos Modernos, às 20:57link do post | comentar | ver comentários (1)

publicado por Tempos Modernos, às 19:44link do post | comentar | ver comentários (1)

Há dias, num comentário de um blogue alguém dizia que um economista era uma pessoa que queria tirar um curso superior e queria fugir à matemática.

 

A facilidade com que propõem modelos numéricos para prever comportamentos humanos e sociais é tão inquietante como a fé com que olham para os resultados.

 

Pior é que persista ainda na opinião pública a ideia distorcida de que a economia é infalível. De que segue regras naturais bem determinadas a que não se consegue escapar e que em nada dependem das opções de actores políticos e dos comportamentos absolutamente aleatórios das sociedades.

 

Deve resultar desta confusão conceptual a condenação a seis anos de prisão de um conjunto de cientistas italianos por terem subestimado riscos de sismo na região de L'Aquila, em 2009. Precedido por abalos de menor intensidade, o terramoto de 6 de Abril desse ano acabou mesmo por causar 309 vítimas mortais.

 

Como perceberá qualquer pessoa que perceba um bocadinho de matemática e de física, a descrição dos fenómenos sismológicos assenta essencialmente em modelos estocásticos e não determinísticos. Qualquer previsão nesta área é feita com margens de erro. É sempre o tipo de evento que pode ou não acontecer.

 

A incerteza acerca da ocorrência de um grande e mortífero terramoto era a única resposta cientificamente possível que os sismólogos poderiam dar. E terá sido a que deram. Só que após uma reunião com eles, um elemento da protecção civil emitiu um comunicado afastando o perigo. Mais de três anos depois, um tribunal italiano condenou os cientistas por negligenciarem o perigo.

 

Vivemos num mundo em que está generalizada a ideia de que a economia é uma ciência exacta, e não uma métrica social. Só mesmo nele é que se pode ver um exercício de futurologia num trabalho onde se avalia a possibilidade de ocorrência de um tremor de terra.


publicado por Tempos Modernos, às 19:25link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 

(Foto: Presépio de José Franco em rcmafra.com)

 

Há três ou quatro natais, em e-mail a que tive acesso e que foi enviado aos jornalistas com contrato e a outro pessoal da casa, um grupo jornalístico lembrava a necessidade de que as empresas tivessem consciência social. Pedia por isso aos seus trabalhadores que contribuíssem com dinheiro para comprar presentes para as crianças de uma obra de assistência.

 

Havia jornalistas indignados pois a empresa não satisfeita em pagar-lhes 500 euros, pelas dez horas e mais de trabalho diários, ainda lhes vinha lembrar como eram egoístas por não contribuirem para ajudar as crianças.

 

Podia referir o nome da empresa, mas como não me lembro dos contornos exactos do pedido, nem da identidade de quem o fez, prefiro omiti-la.


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