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Nov 12
publicado por Tempos Modernos, às 18:01link do post | comentar | ver comentários (2)

 

 

 

(Foto: dinheirovivo.pt)

 

A Amnistia Internacional não tem cores políticas. É discreta, institucional e venceu o Nobel da Paz em 1977. Merecidamente. 

 

Tanto condena as violações de direitos humanos cometidas por governos de esquerda como as cometidas por governos de direita. Tanto condena forças estatais como grupos paramilitares ou movimentos de guerrilha. Declaração de interesses: fui membro e activista da Secção Portuguesa.

 

Se a Amnistia considera que a polícia recorreu ao uso excessivo e desproporcional da força contra os manifestantes que ontem pacificamente protestavam em Lisboa, o Ministério da Administração Interna e as forças de segurança devem tomar boa nota do comunicado. 

 

Estar sob a mira da Amnistia Internacional por causa da forma como se reprimem desacatos numa manifestação não é motivo de orgulho para nenhum governo. Muito menos quando responsáveis políticos parecem sempre demasiado lestos a desculpar qualquer comportamento policial.

 

E as acusações feitas pela Ordem dos Advogados também não deixam ninguém descansado: pessoas detidas indevidamente, mais do que o tempo legalmente permitido, autos em branco, recusa do acesso a advogados. Desde pelo menos 24 de Novembro de 2011 que a polícia ultrapassa claramente os limites permitidos num Estado democrático.

 

Que o DIAP mande arquivar queixas contra agentes da PSP filmados a agredir um suspeito, já controlado e manietado no chão, ou que alguns jornalistas não considerem essencial ouvir explicações governamentais torna tudo muito mais preocupante.

 

 


publicado por Tempos Modernos, às 15:21link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: sol.sapo.pt)

 

Ataque à economia por ataque à economia, talvez os parlamentares que sustentam a maioria governamental devessem evitar atirar pedras aos  grevistas.

 

É que os números da recessão provam à saciedade como o Executivo tem telhados de vidro neste campo. 

 


publicado por Tempos Modernos, às 11:39link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: Eventos Cicloturísticos, blogue da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta)

 

Ciclistas estão descontentes com a Avenida da Liberdade. E eu estou arrependido de ter defendido a criação de condições para que os ciclistas pudessem circular em Lisboa.

 

É rara a semana em que não tenho de me desviar de ciclistas circulando em cima do passeio. Já por várias vezes quase fui passado a ferro em passadeiras por bicicletas que não páram ao sinal vermelho para veículos e que não respeitam o sinal verde dos peões.

 

Depois, há também uma quantidade grande de ciclistas que acha razoável usar as passadeiras para atravessar a rua, e mudar de direcção, ziguezagueando entre os peões sem se dar ao trabalho de desmontar.

 

Achava que o ciclista-tipo seria um cidadão educado, consciente, preocupado com o ambiente, com o consumo energético, com a saúde. A experiência pessoal como peão diz-me o contrário. São demasiadas ocorrências para achar que é mera coincidência. 


publicado por Tempos Modernos, às 10:12link do post | comentar | ver comentários (1)

Cavaco, decididamente, não anda bem.

 

Durante dois meses, com o desespero da esmagadora maioria dos portugueses a crescer, com o alarme provocado pelo que o Orçamento de Estado para 2013 pode trazer, não se ouve uma palavra ao homem.

 

Há dias disse umas coisas, para fazer prova de vida depois de um jornalista ter sugerido que poderia estar incapacitado.

 

Ontem, em dia de greve geral não encontrou nada de mais inteligente para dizer do que que não tinha deixado de trabalhar.

 


publicado por Tempos Modernos, às 09:13link do post | comentar | ver comentários (2)

TSF. Conferência de imprensa do ministro Miguel Macedo a propósito dos incidentes na manifestação em frente da Assembleia da República em dia de Greve Geral.

 

Depois de, em brevíssima declaração, ter condenado a violência e elogiado o comportamento das autoridades Macedo foi questionado por uma jornalista sobre a alegada existência de polícias inflitrados na manifestação.

 

Miguel Macedo recusa a questão. Diz que é insultuosa. A jornalista corrige, que a pergunta não pretendia ser insultuosa, que...

 

Não se ouve mais nada. Na TSF, o locutor, em estúdio, cortou a continuação: "Está ouvido o essencial do que o ministro da Administração Interna tinha para dizer sobre a violência no Parlamento."

 

Das duas uma: ou sou eu que sou atrasado mental ou então é o jornalista que após a referida resposta do ministro considera que está tudo dito sobre o assunto. Não sei quem foi, e todos temos dias maus, mas eu preferia ter ouvido o ministro em vez de seguir pouco depois para a transmissão de um jogo de futebol entre Portugal e o Gabão. Não faço ideia de quem venceu.

 


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