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Dez 12
publicado por Tempos Modernos, às 19:40link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 

(Foto: dn.pt)

 

Anda aí um grupinho de militantes e dirigentes populares soprando o descontentamento com a governação e com os caminhos da coligação que sustenta o Executivo.

 

João Almeida reclama mesmo poder o CDS-PP continuar a exibir o emblema de partido dos contribuintes

 

Esta postura tem ao menos a vantagem de sempre poderem largar mão do odioso, caso o cavalo do poder se lhes apresente por outra banda - por exemplo, a do Partido Socialista. O Governo poderá então cair, mas de modo responsável que o CDS-PP não deixará o poder tombar na rua.

 

Mas sobre o real papel do CDS-PP na situação que o país atravessa falam mais alto apelos como os do movimento Vidas Penhoradas, gente a quem o Ministério do dirigente popular Pedro Mota Soares ameaça com a penhora de bens e rendimentos.

 

Em causa, a falta de pagamento das prestações a que estão obrigados e a que não conseguem fazer face se quiserem continuar a alimentar-se e a ir trabalhar. 

 


publicado por Tempos Modernos, às 13:38link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Primeiro facto: Manoel de Oliveira é o maior cineasta português. Segundo facto: E peso as palavras, é um dos maiores cineastas do mundo. Terceiro facto: Manuel de Oliveira faz hoje 104 anos - não amanhã, o dia que consta no registo. Quarto Facto: O realizador cai na categoria  daqueles a quem Hollywood chamou, justamente, monstros sagrados.

 

Há 24 anos, Bénard da Costa atreveu-se a assinalar-lhe o aniversário nas páginas d'O Independente. A ousadia garantiu-lhe injusta "bicada", escreveu o ex-director da Cinemateca em Os Filmes da Minha Vida - Os Meus Filmes da Vida.

 

Hoje, mesmo que os mesmos continuem a não lhe ver os filmes, a achá-los parados - mostrando o pouco que percebem de cinema, da vida -, talvez se tenha tornado maior, apesar de tudo, o número de pessoas que percebem como é escandalosa a sua detracção.  

 

Ser-se tão criativo e activo hoje como se foi nas primeiras manhãs do mudo é um plano inadjectivável. 

 


publicado por Tempos Modernos, às 13:13link do post | comentar | ver comentários (1)

Escrevi anteontem que "[p]ossivelmente o jornalismo não será menos livre do que foi no passado".


A questão é de que passado se está a falar. A nível internacional, o número de jornaalistas detidos é o mais alto verificado desde que o Comité para a Proteção dos Jornalistas começou a publicar dados.


Por cá, o modo como se tem despedido no sector, reorganizado jornais, canais televisivos, a agência Lusa, o modo como se controla o acesso dos jornalistas à profissão transformaram a comunicação social portuguesa numa imensa mediocridade. E isso é um sinal de menos liberdade. 


Mas é um problemas que só resolve quando os jornalistas tiverem coragem de o resolver. O berreiro que ia na imprensa com as afrontas cometidas por Sócrates extinguiu-se estranhamente, agora que a prática de controlo e eliminação de heterodoxias será possivelmente mais incisiva. Onde andam por estes dias os mais ruidosos defensores da liberdade de imprensa? Não acredito que tenha ido tudo para assessor governamental.


publicado por Tempos Modernos, às 11:38link do post | comentar | ver comentários (1)

 

 

(Foto: http://noticias.sapo.pt)

 

Há dias, a maioria dos jornais noticiou que o aumento das propinas contribuíra para o aumento dos estudantes universitários.

 

A ideia é contraditória. Então, os mesmos governos que criam taxas para moderar a afluência de utentes-doentes aos hospitais e centros de saúde, usam taxas para incentivar a inscrição de utentes-estudantes no Ensino Superior?

 

Entre a imprensa que destacou o estudo, não se deu por ninguém que achasse estranha a análise das relações causa-efeito. Pouco importa que a Fundação Francisco Manuel dos Santos - que co-patrocinou a análise com a Universidade Católica Portuguesa - funcione mais como um centro de propaganda de certas ideias, que de debate amplo e plural.

 

Há quem aponte vícios ao estudo e lhe chame "fraude" mas nos jornais não se deu destaque aos detractores. Há polémicas que interessam e outras que não. E mesmo quando a decisão não é premeditada, é de esperar que se informe fora da formatação mental?


publicado por Tempos Modernos, às 11:05link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: guardian.co.uk)

 

Álvaro Santos Pereira quase que pareceu aceitar uma boa ideia: Reindustrializar o país (e a Europa)


Afinal, não. Era só um pretexto para acabar com a legislação ambiental.


publicado por Tempos Modernos, às 10:39link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: en.rian.ru)

 

Magalhães e Silva pensou em certa altura ser advogado da Ordem dos Advogados. Ainda bem que não foi. O que pensa sobre a forma de acabar com as violações do segredo de justiça não se recomenda num Estado asseado:

 

"Quando é que esta novel classe dirigente, de Passos Coelho a Seguro, tem coragem de proibir a publicação de factos em segredo de justiça e cominar prisão efectiva para quem o fizer? Verão como acabam logo as violações do segredo de justiça."

 

Trocando por miúdos, prende-se o mensageiro, mas deixam-se dentro das corporações da Justiça os que têm em primeiro lugar a obrigação de respeitar a lei e de não violar o segredo de justiça.

 

E as ideias peregrinas não páram. Há pouco tempo, Rui Pereira, antigo director do SIS e ex-ministro do PS, e Loureiro dos Santos, antigo ministro da Defesa e Chefe do Estado Maior do Exército, vieram defender o regresso ao serviço militar obrigatório (aqui e aqui) - uma coisa, dizem, capaz de influenciar os valores da comunidade.

 

Os sucessos do modelo têm-se visto. A maioria dos que nos têm governado ainda são do tempo em que existia serviço militar obrigatório, esse período risonho e auspicioso em que os valores da comunidade eram influenciados. Essa época parece ter dado aquilo a que em linguagem científica se chama um "resultadão". Nos dias que correm há demasiadas péssimas ideias a pôr a cabecinha de fora.


publicado por Tempos Modernos, às 10:23link do post | comentar | ver comentários (1)

 

Há um momento em que tudo se deslassa.


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