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Dez 12
publicado por Tempos Modernos, às 12:50link do post | comentar | ver comentários (1)

 

(Foto: fotograma de Saló ou Os 120 Dias de Sodoma, de Pier Paolo Pasolini)

 

O primeiro-ministro demissionário italiano, Mario Monti, não concorre às eleições mas diz-se pronto a liderar um governo caso haja "apoio dos partidos" à sua agenda.


Trocando por miúdos, os eleitores votam nos programas que os partidos lhes propõem, para depois os partidos escolherem um chefe de Governo que fará o que muito bem lhe apetecer.


Monti não diz a ninguém que é um democrata ou sequer que acredita na democracia. O que propõe é um golpe de Estado. Um simulacro descarado de democracia. É esta agenda de decisões que a democrática Europa vai promovendo. E o saneamento das contas públicas é apenas um pretexto como outro qualquer para destruir o sistema democrático. 

 

Há sempre um rol com as melhores, mais justas e mais razoáveis razões do mundo para justificar o injustificável. E os que defendem a democracia, vão tendo de viver com o que lhes propõem os partidos dos factos consumados.


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