26
Fev 13
publicado por Tempos Modernos, às 12:42link do post | comentar

 

 

(Foto: britannica.com)

 

Em Itália, Mario Monti, o ai Jesus da gente responsável e credível, conseguiu ficar em quarto lugar nas eleições legislativas.

 

Os jornais falam de instabilidade, não se percebe muito bem porquê. Nos mais de 150 anos com que conta desde a Unificação conseguida por Vitor Emanuel II, nunca a Itália teve outra realidade que não a da pulverização eleitoral.

 

De qualquer forma, a coligação mais votada sai reforçada por um prémio de majoração, estabelecido pelos legisladores, que desvirtua a proporcionalidade e lhe atribui uns deputados extra para atingir a maioria. 

 

Não se espere substanciais mudanças das políticas até agora seguidas. Mas se pelo mau exemplo que dá (ao derrotar também Mário Monti, o governante imposto pela alta finança) servir de modelo a outros países e assustar quem manda na União Europeia talvez seja do melhor que aconteceu nos últimos tempos ao continente.

 

 


publicado por Tempos Modernos, às 12:32link do post | comentar

 

(foto: publico.pt)

 

Supreendido pela Grândola na Assembleia da República, Pedro Passos Coelho interrompeu-se de ar divertido, mal escondendo o sorriso. "De todas as formas de interromper os trabalhos da Assembleia da República esta é a de mais bom-gosto", declarou.

 

Tem razão. José Afonso - no dia 23 também se completaram 26 anos sobre a sua morte - é superlativo de uma ponta à outra: dos fados, baladas e canções de Coimbra aos panfletos de génio. A sua única antologia possível é a obra toda.


publicado por Tempos Modernos, às 11:01link do post | comentar

 

 

(Foto: rotekulturlinks.de)

 

Angela Merkel tem um futuro terrível. A história reserva-lhe um papel cruel como a mulher estúpida e ideologicamente fanática que conduziu todo um continente para o abismo económico, cercado de gauleteirs igualmente estúpidos e submissos. Da história desta crise não constará a redenção. E é inútil remar em sentido contrário, como se continua a fazer na agenda noticiosa. Os jornais falharam a crise e passam diariamente ao lado da história enquanto se dedicam à propaganda dos interesses dos seus proprietários. 

 

Há dias, Angela Merkel anunciou o mercado único europeu do trabalho, uma coisa que se está a construir num processo que "durará anos, talvez décadas". É fácil de explicar como funciona a brilhante ideia da governante alemã. Primeiro, destroem-se as economias dos países do sul. Terraplam-se direitos sociais e esmagam-se os salários. Depois, essa mole de gente empobrecida emigra Europa fora - com a vantagem de que boa parte dessa gente é, hoje, profissional e academicamente qualificada. Qualquer melhoria salarial em relação ao país de origem será encarada como uma benção.

 

E quando esses milhões de trabalhadores, não tão bem pagos quanto isso, forem em número suficientemente alto nos países de destino, nas Alemanhas e quejandos, os salários locais acabarão pressionados pelos valores mais baixos dos igualmente qualificados trabalhadores do sul. E a compressão salarial que hoje se sente em Portugal, na Grécia, em Espanha, será então sofrida na pele pelos empobrecidos trabalhadores alemães. 

 

Pelos mesmos trabalhadores alemães que hoje votam em Angela Merkel  e que se queixam de andar a trabalhar para os preguiçosos e corruptos parceiros lisboetas, atenienses e madrilenos. Nem nessa altura perceberão como se deixaram embarcar numa narrativa ideológica, falsa e fanática que visava transformar o estado de bem-estar social europeu numa coisa capaz de competir com a selvajaria social chinesa.

 


mais sobre mim
Fevereiro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
22

24
27


pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
blogs SAPO