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O boicote televisivo sem critérios jornalísticos

por Tempos Modernos, em 15.09.13

 

O direito à informação existe para os cidadãos terem acesso às propostas de gestão da cidade.

 

Não existe para os jornalistas escolherem as propostas de gestão da cidade a que os cidadãos podem ter acesso.

 

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publicado às 10:20

Os chamados critérios jornalísticos e editoriais

por Tempos Modernos, em 14.09.13

Em 2002, na redação onde então parava e estagiava, tinha por minha conta os pelouros da CDU e do BE. Por esta altura, Setembro, o Bloco ia fazer a rentrée. Era aliás o último dos partidos com assento parlamentar a fazê-la.

 

Não me recordo do motivo, mas nesse dia estávamos sem editor. Quando o membro da direcção temporariamente com nossa tutela perguntou o que é que havia de assuntos de agenda, referi-lhe o regresso de férias do Bloco de Esquerda.

 

Respondeu-me que o Bloco já tinha tido a sua reentrée quando, pouco mais de uma semana antes, alguém do partido tinha defendido um qualquer nível de despenalização das drogas. "Como é que não terão ficado milhares de mães pelo país fora?", perguntou-me.

 

E não fizemos a rentrée do BE.

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publicado às 21:38

Auto-retrato

por Tempos Modernos, em 14.09.13

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publicado às 21:33

Não fez foi nada

por Tempos Modernos, em 14.09.13

"O mundo ainda não fez tudo para evitar que se repita o drama do Lehman Brothers"

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publicado às 19:49

A cobertura das autárquicas segundo Oscar

por Tempos Modernos, em 14.09.13

"O «critério jornalístico» é tão-somente aquilo que é decidido por quem tem poder de dizer que é «critério jornalístico», sem ter de se justificar: é uma espécie de carisma recebido não de uma língua de fogo descida dos céus mas de uma reconfortante carícia do patrão no cachaço.


O mais das vezes são razões de emergência comercial ou de planos de conveniência económica para negócios que nem sequer precisam de ter que ver com a subsistência do órgão de informação.


«É o mercado! É o mercado», esganiçava-se há dias um propulsionado jovem multicomentarista político, para se pronunciar sobre a cobertura das eleições, como se escolher representantes fosse uma espécie de lota de dizer «chui»".


Nota: A separação por parágrafos é minha.

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publicado às 14:40

 

Volta não volta regressa um certo discurso de uns ainda mais certos, mas confusos, arautos da liberdade de imprensa.

 

Há os que por muitas e frenéticas justificações que carreiem e em que se desdobrem não se livram das acusações de beneficiar o Governo enquanto demonstram falta de qualidades e vocação para estar à frente de um serviço público de informação.

 

Há também os que torturam ideias, com incorrecções e ligeireza. Os que se reclamam, arrogam e presumem de uma qualquer superioridade na classe.

 

Supreendentes são algumas aparentes rendições ao complexo corporativo-mediático, se calhar suficientemente satisfeitas com as próprias quotas de notoriedade.

 

As mesmas estações que obtiveram a concessão de frequências públicas convergem na recusa em prestar serviços a que se comprometeram. Falta de meios, dizem elas, quando são às mãos cheias os repórteres enviados para qualquer evento futebolístico ou se perdem minutos e meios preciosos a cobrir banalidades como o galo de Resende.

 

Claro que as arruadas nada informam. Nada se perde por as televisões não as acompanharem. Claro que os meios dos órgãos de informação não são infinitos, nem conseguem chegar a todo o lado. Claro que muitas questões têm apenas interesse local. Mas, por muito que se aleguem outros motivos, os boicotes dos canais televisivos nacionais à cobertura jornalística das autárquicas justificam-se mais por preguiça intelectual, má gestão dos meios disponíveis e espírito corporativo.

 

A mero título de exemplo, distribuídas pelos três canais abertos que costumam entre si combinar a emissão de debates, podiam passar-se reportagens temáticas sobre as capitais de distrito e maiores cidades das regiões autónomas. Fazer o mesmo com umas quantas autarquias mais sensíveis ou de resultados mais imprevisíveis. A lei - que data de 2001 (pdf) e não do PREC, como algumas almas bastante mal informadas fazem passar - permite-o: o articulado é suficientemente aberto a interpretações que não forcem à cobertura da totalidade dos 308 concelhos. As direcções de informação optaram por esticar a corda e deitar fora o bebé com a água do banho

 

Sobre este assunto, salva-se a posição do Sindicato dos Jornalistas. Ao menos por lá percebe-se que são os cidadãos que têm Direito à Informação e que a classe apenas existe para servir e salvaguardar este direito. Os jornalistas não existem para arrogantemente se armarem em cão com pulgas. Não existem para atropelar pluralismo e democracia em nome de valores que passam no essencial pelo que alguns - com seus critérios aboslutamente pessoais - garantem ser o mercado mediático.



Nota: o título deste post foi alterado e alguns parágrafos foram reescritos.

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publicado às 21:26

Bom marketing universitário

por Tempos Modernos, em 10.09.13

 

(fonte: asbeiras.pt)

 

Os resultados do concurso nacional de acesso ao Ensino Superior saíram este domingo.

 

Hoje, o jornal i, na edição online, nas notícias de última hora, informa, através de take da Lusa, que a Universidade de Aveiro preencheu 80 por cento das vagas.

 

A informação foi recolhida no sítio da Universidade, diz-se no artigo cuja relevância não se percebe. Existirá algum motivo jornalístico para que se perca tempo com este tipo de informação?

 

Primeiro, sabe-se desde domingo a quantidade de alunos que entraram em todas as instituições públicas do ensino superior. Esta notícia estava, pois, disponível desde o fim-de-semana, bastava fazer contas. Não era preciso esperar por hoje.

 

Segundo, qual a relevância de dar destaque às entradas na Universidade de Aveiro num jornal nacional, ignorando as outras que se calhar não puseram esta informação em linha? É que a notícia nem sequer informa se a percentagem de preenchimento de vagas da instituição da beira Vouga foi excepcional e a merecer assim destaque. Teve mais colocações que as outras? Teve menos? Ignora-se.

 

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publicado às 11:43

"And what will you do there?"

por Tempos Modernos, em 09.09.13

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publicado às 23:13

Fazer dos outros parvos

por Tempos Modernos, em 05.09.13

Paulo Ferreira disse ao jornal i que "deve caber «ao jornalismo o que é do jornalismo e à política o que é da política»". O director de informação da RTP pretende justifica e arrumar a realização de uma entrevista a Pedro Passos Coelho em vésperas de eleições autárquicas e a exclusão dos restantes dirigentes partidários.

 

Será que acha mesmo que a sua posição é defensável e compatível com o pluralismo associado ao direito à informação?

 

Os critérios jornalísticos e editoriais têm as costas largas e sofrem demasiados tratos de gato sapato nas mãos de quem os saca dos coldre para justificar decisões duvidosas.

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publicado às 16:32

"Paulo Ferreira, director de informação da estação pública, diz que «não é um partido que diz à redacção da RTP que políticos devem ser entrevistados"

 

Antes das eleições autárquicas, o canal televisivo cuja informação é dirigida por Paulo Ferreira, vindo da direcção do Jornal de Negócios, entrevistará apenas Pedro Passos Coelho. Deste modo, recusa entrevistar os outros dirigentes partidários com assento parlamentar, tal como sugerido por Seguro.

 

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publicado às 09:14



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