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A ver se, em breve, se retoma a marcha que, este ano passado, bastante se interrompeu.
Os dias apenas confirmaram o que se foi dizendo. Quase nada que se dissesse pareceria mais que repetição.
Nunca liguei, nem ligo, grande coisa a futebol e menos ainda às arbitragens. Se um clube limpava quase tudo durante 30 anos, nunca me pareceu que a hegemonia se devesse apenas às circunstâncias averiguadas no processo Apito Dourado.
No jogo inaugural do último mundial brasileiro, o primeiro golo, ilegal, foi para a Espanha. A Holanda respondeu-lhes com cinco golos. Não houve árbitro que valesse aos campeões do mundo em título.
A fazer fé no grosso de comentadores do futebol, jogou-se ontem a enésima jornada desta 1ª Liga em que o Benfica foi ajudado pelo árbitro. Não fossem estes e tenho impressão que a minha equipa se arriscava a disputar os lugares da despromoção. Lendo as crónicas e ouvindo as televisões, não me recordo da última vez em que não houve zarolhice ou premeditação dos juízes a favor do clube da Luz ou contra os seus adversários.
Com o provinciano e habitual desdém presumido que uma certa oligarquia nacional, sempre bem colocada, reserva aos seus concidadãos, Pedro Boucherie Mendes escarnece dos portugueses que pronunciam The Guardian em vez de The Gardian.
Melhor fora que se preocupasse com o modo como, na sequência do reparo, acentua por duas ou três vezes a palavra rubrica. Bastam-lhe os ouvidos para os erros de outros, falha-lhe o discernimento para atentar primeiro nos próprios.
Adaptado de declarações de João Araújo, advogado de José Sócrates, em entrevista ao i.
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