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Nov 15
publicado por Tempos Modernos, às 22:59link do post | comentar

Em 2011, tivémos a procissão dos banqueiros servindo-se às entrevistas de jornalistas anjinhos para explicar as virtudes da tróica e da sua vinda.

 

Agora, mais de 100 empresários "espontâneos", dizem eles, vão entregar a Cavaco um manifesto contra um governo de esquerda e ameaçam mesmo "adiar contratações" - sim, que nestes últimos quatro anos foi um fartar vilanagem de ofertas.


publicado por Tempos Modernos, às 20:09link do post | comentar | ver comentários (1)

Vale o que vale, que as votações foram secretas e nada se pode concluir com rigor.

 

Na eleição para presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues foi eleito com 120 votos. Fernando Negrão, o candidato da coligação governamental, acabou derrotado obtendo 108 votos. Houve duas abstenções. Fazendo umas continhas sabe-se que a Esquerda tem 122 votos, 86 parlamentares do PS, 19 do BE, 17 da CDU. A Direita, 107. Ou seja, o candidato do PSD e do CDS-PP conseguiu mais um voto do que aquilo que estava, à partida, garantido. Admitindo a existência de grupos parlamentares relativamente disciplinados, e também de vasos comunicantes, de onde terá vindo o voto a mais na Direita?

 

Depois, houve a eleição dos vice-presidentes do parlamento. Vota-se aceitando ou rejeitando os candidatos. Jorge Lacão, candidato do PS somou 122 votos, nem mais um. Todos os outros candidatos, até José Manuel Pureza, do BE, tiveram votos de aceitação de deputados da Direita. Apenas Jorge Lacão não obteve mais votos do aqueles que lhe garantiria a soma aritmética dos votos da Esquerda coesa e unida.

 

Nos votos à justa de Lacão, onde não se insinua qualquer trânsfuga, e no voto a mais de Fernando Negrão, não andará a participação de André Silva, o eleito do PAN? Que novidades trará a apresentação do Governo Passos Coelho-Portas?


publicado por Tempos Modernos, às 19:51link do post | comentar

Os meus camaradas jornalistas andam mais preocupados em apanhar Assises, Junqueiros e Brilhantes e outros críticos do PS. Infelizmente, a distracção não se limita à circular dos amigos de Durão Barroso.


publicado por Tempos Modernos, às 08:47link do post | comentar

Queixam-se da falta de acordo da esquerda, da demora de um mês em produzir resultados.

 

A mesma comunicação social que consegue emparelhar três apoiantes do Governo PSD-CDS/PP e da tróica no mesmo painel de comentadores e, de certeza, ainda fala em liberdade de imprensa, queria era ter estado este mês a fazer coisas giras com o conhecimento do acordo, do programa e com a opinião pública. 

 

O subdirector do Diário de Notícias recupera ainda a tese manifestada, este fim-de-semana, por Henrique Monteiro, ex-director do Expresso, num painel de comentário televisivo em que também participou: a de que a existência de três moções de rejeição evidencia um PS, um BE e uma CDU "incapazes de se entenderem" nos motivos da recusa do programa da Coligação de Direita e a sua incapacidade para suportarem conjuntamente um Governo. 

 

Empenhados em encontrar o pauzinho na engrenagem, misturam acessório e essencial. Em tempos de convergência, ignoram os sentidos da reafirmação de valores e convicções programáticas perante os eleitorados habituais. Monteiro e Saraiva passam por alto, como se não tivesse existido, a intencional e simbólica convergência na eleição do Presidente e da mesa da Assembleia da República.

 

De Monteiro é melhor não falar, mas Nuno Saraiva é mais sofisticado do que os argumentos que tem utilizado.

 

 


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