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Dez 15
publicado por Tempos Modernos, às 20:12link do post | comentar

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A extrema-direita venceu a primeira volta das eleições regionais francesas e há jornais a dizer que "França está em choque". Mas está em choque porquê?

 

Mas não foram os franceses que votaram na Frente Nacional ? Se tantos franceses votaram no partido de Marine Le Pen, que razões terá o país onde vivem para estar chocado?

 

De certeza que não aterraram por lá marcianos para trocar as urnas de voto, pois não?


publicado por Tempos Modernos, às 17:19link do post | comentar

Ainda aí gente a dizer que vai haver greve do metro esta semana. Estão preocupados, dizem, com a postura dos maquinistas, que prejudica o povo trabalhador, e receiam que isso traga Passos e Portas de volta. É o que se podem chamar Raciocínios que não saem da linha.


publicado por Tempos Modernos, às 15:35link do post | comentar

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(fonte: cm-lisboa.pt)

 

Aí para baixo, em tempos, escrevi como seria fácil corrigir a obra de Nuno Crato à frente do Ministério da Educação. Bastava um diploma onde se revogasse toda a legislação aprovada pela 5 de Outubro entre a entrada e a saída de funções do ministro.

 

Em resposta, alguém me dizia não se poder andar sempre a mudar tudo. A ideia, em abstracto, não repugna, mas pela ignorância da dimensão da catástrofe a minha interlocutora só podia ser votante da coisa. Em linhas gerais, e noutras circunstâncias, até concordaria com ela. O grosso dos ministros da Educação teriam ganhado em não querer fazer grandes mudanças ao trabalho dos antecessores e em, com acertos pontuais, deixar correr. Por isso mesmo, cauteloso, escrevera (admitindo que não seria tão fácil em todas as circunstâncias) como se torna tão fácil corrigir a obra de Crato. É fechar os buracos por onde a legislação pode escapar e fumigar tudo.

 

Os exames da 4ª classe já foram. Alguns falaram de aprendizagem, como se fazer exames equivalesse a rigor e exigência; como se, por se andar metade de um ano lectivo em preparação para o exame, se aprendesse muito mais do que respostas condicionais e automatismos instrumentais. Gente insuspeita, que em tempos também os fez, e que nem sequer tem mentalidade especialmente cavernícola, descobriu-lhes encantos. Achou-os um bom método de preparação dos pequeninos para a dureza da vida. É passar um atestado de estupidez aos mais novos. Acham realmente que nestes anos as crianças não repararam em como a vida é difícil?

 

Outra medida de Crato deverá seguir, agora, para o desejável balde do lixo, um outro retrocesso da governação de Passos e Portas - o do ensino vocacional do 5º ao 9º ano. Estas aventesmas não repararam na velocidade com que, quase de um ano para o outro, um curso superior de garantidas saídas profissionais, como o de engenharia civil, passou a formar tantos futuros desempregados. Não tarda, os engenheiros civis voltarão a fazer falta, mas esta gente não percebeu a velocidade com que mudam as necessidades do mundo. Em como é arriscado apostar num ensino-ferramenta, numa coisa instrumental, simplesmente aplicada, voltada para a resolução de problemas imediatos em rápida mutação de paradigma. E, ainda assim, Passos, Portas, Crato, num autêntico programa de genocídio educativo, acreditaram descobrir vocações com futuro em crianças de dez anos.

 

Mas se houve cortes e medidas insensatas, também houve quem no sector tivesse contra-partida. Vejam-se os aumentos nos apoios ao ensino privado e a promessa do cheque-ensino. Será destas medidas que sai tanto apoio do cardeal Clemente aos partidos de Passos e de Portas? O negócio católico dos colégios privados é bastante extenso. Na freguesia de Fátima, Ourém, não existe nenhum estabelecimento de ensino público entre o 5º e o 12º ano de escolaridade. Se faz sentido o Estado subsidiar escolas privadas em sítios onde não exista ensino público, fará sentido que não abra escolas em Fátima? A população em idade estudantil não o justificará? Ou é um favor aos bispos? Em 2011, Fátima contava com quase dois mil habitantes com menos de 14 anos.  Em tempos de vacas tão magras que sentido faz desviar verbas dao ensino público para subvencionar negócios privados e garantir-lhes rendas à custa dos contribuintes? Ou os papás de Fátima não têm direito à liberdade de escolha e devem ser obrigados a manter os filhos em escolas católicas?

 

Uma nota final. Vale a pena assinalar como tanta gente superiormente inteligente, Carlos Fiolhais, por exemplo, tiveram, em tempos, simpatia por Crato. Enganaram-se rotundamente mas não foi por não terem informação suficente. Bastava andarem atentos. Estava lá tudo, muito antes de ser ministro, não é? A visão de Crato das universidades e do seu papel é pouco mais do que troglodita. Houve demasiada gente, com responsabilidades cívicas, a confundir o autoritarismo cratiano de raiz maoísta com rigor, exigência e qualidade.


publicado por Tempos Modernos, às 13:08link do post | comentar

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(fonte: tvi24.iol.pt)

 

As acções de Santana Lopes são como pedradas num charco, gerando ondas ininterruptamente.

 

Há que esperar por Helena Roseta para se começar a perceber as consequências de obras como as da sua casa de banho na Misericórdia lisboeta ou de projectos como este, de empreendedorismo.


publicado por Tempos Modernos, às 12:38link do post | comentar

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(fonte: expresso.pt)

 

O Diário de Notícias decidiu há escassas semanas arranjar como comentadores duas figuras que, como dizia Bruno Nogueira a propósito de uma delas, apenas são levadas a sério por usarem barba. Num dos casos promoveu um dos da casa a esse papel, no outro contratou.

 

Nos textos do jornalista não toco, nem tocarei. Demagogia, populismo e a auto-convicção - uma coisa solidamente encastrada na corporação a que também pertenço - de que raciocina de modo refulgente. Presunção...

 

Já o que é publicado hoje ainda não li. Há-de ter dito qualquer coisa contra a esquerda em geral, os comunistas em particular, a constituição em concreto. Se não foi exactamente isso, o tom terá sido o do privilegiado na torre de marfim perorando contra o país decadente, sem salvação, sem ética, sem elites.

 

Também aí anda um jornal onde um freteiro antigo, parece que tem agora o estatuto de "colaborador", soube sempre sacar este Barreto quando havia interesse em dar força a Passos e Portas contra o Tribunal Constitucional ou contra soluções de esquerda.

 

Felizmente, já há mais quem tenha topado Barreto. Mas demoraram. Bem mais tempo do que uma inteligência apenas sofrível e uma atenção média justificariam.


publicado por Tempos Modernos, às 12:22link do post | comentar

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 (fonte: peru21.pe)

 

Credo, o Pulido Valente enganou-se e enviou para publicação no Público um texto que tinha para lá escrito, ainda do tempo da Guerra Fria.


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