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Jul 16
publicado por Tempos Modernos, às 13:56link do post | comentar

O comissário europeu para a economia digital, o alemão Oettinger, "reconheceu que no debate das sanções [a Portugal e Espanha] uns e outros tentaram passar a «batata quente» e destacaram a necessidade de evitar que os partidos políticos desempenhem um papel cada vez maior na Europa."

 

Ou seja, um grupo de tecnocratas não eleitos quer evitar que os partidos eleitos pelos cidadãos europeus tomem decisões sobre a Europa. É isto, não é? O resto da notícia é mais do mesmo.


publicado por Tempos Modernos, às 11:01link do post | comentar

Muito levou o jornalista Rui Santos na cabeça por causa do penteado e dos caracóis caídos sobre a nuca. E, no entanto, ninguém faz um reparo ao directivo João Veira Pereira por causa do cabelo, da barba por fazer ou da escolha dos fatos. Também não se ouvem piadas acerca do cabelinho de Dijsselbloem.

 

Com tantos admiradores de Paulo Portas em tantas redacções, não lembra a ninguém fazerem com estas figuras o que o novo assalariado da Mota-Engil fez com as meias brancas de Cavaco?


publicado por Tempos Modernos, às 10:54link do post | comentar

Na campanha eleitoral das últimas legislativas, havia quem ocupasse o espaço noticioso a dar conta de fait-divers dos discursos, em detrimento das propostas políticas que interessam aos eleitores.

 

Do CDS-PP lembro-me de um jornal gastar todo o espaço que tinha para aquele partido com declarações de Portas a explicar que Assunção Cristas lhe dissera só se inscrever no partido se não houvesse reuniões à noite por causa dos filhos. Podia ser uma ideia interessante, mas confesso - mea culpa - nunca lhe ter visto, nem a ela nem ao partido que dirige, grande procupação com os filhos dos outros, quando ocuparam lugares de poder.

 

No mesmo grupo de comunicação, o tipo que fazia notícias com propostas de medidas políticas de outro partido - e que numa análise feita até acertou no tipo de Governo que hoje temos, PS com apoio da esquerda parlamentar - acabou despedido pouco depois. Um dos camaradas que com ele discutiu irritado a bondade dessa análise manteve-se no emprego, mas pouco depois rumou à Europa feito assessor de imprensa. Garantida ao seu novo empregador está a qualidade da análise política.


publicado por Tempos Modernos, às 10:00link do post | comentar

Augusto Inácio anunciou ter posto fim à relação contratual com o Sporting, diz ele que para impedir que o clube viesse a ser multado pela Liga de Futebol Profissional.

 

É pena. Seria melhor que o antigo futebolista pusesse antes fim à sua participação em programas de comentário futebolístico onde não acrescenta nada à inteligência.Trouxe uma agenda descarada que vai muito mais longe que a paixão clubística e comporta-se com um sectarismo lamentável.

 

Há dias, já o campeonato se encerrara há varias semanas, João Alves, o comentador da banda benfiquista, trouxe camisolas da equipa que iria treinar para oferecer aos seus companheiros de programa. Inácio perguntou logo se se vinham com oferta de jantares, piada à queixa contra o Benfica apresentada pelo Sporting por causa da oferta de vouchers aos árbitros que apitavam desafios com o clube da Luz.

 

Só que a camisola oferecida por Alves fazia parte do equipamento da equipa criada pelo Sindicato dos Futebolistas para manter treinados os jogadores profissionais que estejam no desemprego. Um modo de lhes manter a forma física enquanto não encontram colocação. O antigo jogador do Futebol Clube do Porto e do Sporting teve azar com a gracinha, pois a ideia é meritória e interessante. E embora a piadola tenha ricocheteado maculou à mesma a oferta do Luvas Pretas.

 

No ano em que participou no painel de comentário do Play-off, Inácio conseguiu dar cabo do único programa de debate futebolístico de grande audiência que tinha gente de futebol a olhar para o futebol do ponto de vista do jogo, fossem quem fossem os protagonistas em campo. E arrastou consigo, em menor medida, Rodolfo Reis, que chegara a conseguir adaptar-se aquela linha editorial distanciada do achismo e da cegueira sectária e boçal dos adeptos.

 

O antecessor de Augusto Inácio no painel, Manuel Fernandes, bem como António Oliveira, que foi representante do Futebol Clube do Porto, eram capazes de um distanciamento profissional que os seus sucessores se encarregaram de destruir. É pena. Espectadores e moderador merecem o tipo de programa que Play-off já foi. Para o que ali está, mais vale trocar o pouco truculento João Alves por Pedro Guerra ou outro do género.

 

 


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