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Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 16:02link do post | comentar | ver comentários (2)

Pode dar tudo para o torto, mas apesar da interferência do FBI na campanha e de algumas sondagens, Hillary Clinton tem grande probabilidade de ser eleita presidente dos Estados Unidos da América.

 

A eleição dos presidentes norte-americanos é indirecta. E, para ser eleito, o candidato tem de garantir 270 votos do colégio eleitoral. Há estados pequenos, que elegem apenas três eleitores (por exemplo, o Alasca, o Wyoming, Washington DC) e estados populosos a eleger 55 eleitores (como a Califórnia), 38 (como o Texas) ou 29 (como a Florida).

 

Também há estados garantidamente democratas (o Massachussets é um, com 11 eleitores), onde os republicanos não fazem campanha por não valer a pena, e, vice-versa, estados assumidamente republicanos (veja-se o Tennessee, também com 11 eleitores) onde as caravanas democratas nem páram. Aí as urnas estão virtualmente fechadas e os dois maiores partidos norte-americanos contam há muito com esses eleitores como seus.

 

Depois há, como já se sabe, os estados dançarinos, onde a luta é renhida, e tanto podem cair para um lado como para o outro. E é aqui que tudo se joga. Em estados ambíguos, como a Florida (29 eleitores), Nevada (6), Iowa (6), Ohio (18) não se sabe se a vitória pende para Hillary Clinton ou para Trump.

 

Tudo contabilizado, no presente momento, Hillary Clinton terá 263 dos 270 eleitores de que necessita no colégio eleitoral para assegurar a eleição. Donald Trump terá 164.

 

Será expectável que todos os estados dançarinos acabem por votar em Trump, dando-lhe os mais de 100 votos de que necessita? Ou será mais provável que um ou dois desses estados, mesmo que pouco significativos em termos populacionais, acabem por dar a vitória a Hillary Clinton, assim como os sete votos de que necessita para ser eleita presidente dos EUA este domingo?

 

 

 


publicado por Tempos Modernos, às 15:37link do post | comentar

Claro que aqui também se asneia no português. Claro que não sei tudo e depois de várias reescritas já não se vê nada. Daí que as coisas fiquem muitas vezes gralhadas, erradas, empasteladas. Na semântica e na sintaxe. Daí a necessidade da edição, da revisão, de outros olhos.

 

Um "encasinar" como o do Público é grave, e não apenas por ser o jornal que julga ser. É grave também, como lembra Vital Moreira, pela campanha que um dos directores recorrentes da casa tem feito contra o Acordo Ortográfico de 1990.

 

Eu também não gosto e não uso. Mas antes cuidassem primeiro da casa onde vivem e escrevessem encanzinar como se deve escrever. Antes fizessem uma limpeza dos Corões no lugar de Alcorão e de disparates como o cupping. Infelizmente, são posturas que pedem uma cultura e exigência que os jornais não têm para dar. No caso do cupping, não satisfeitos com a ignorância, passados uns dias, ainda se foram enterrar mais, insistindo no nome inglês de uma prática secular e tradicional.

 

Há semanas, outro episódio na linha da ignorância da língua. Por causa das agressões dos filhos do embaixador iraquiano, o jornal i, enviou uma repórter a Ponte de Sôr. "Foram coisas de «caspada»", escreveu a jornalista. Repetia o testemunho de um morador da terra. Mas repetia o que percebera, totalmente desconhecedora da palavra cachopo e das suas variantes.

 

* Na ligação de dicionário sugerida por Vital Moreira especifica-se que encanzinar só se usa pronominalmente - o que não sigo. Não tenho casos para abonação, mas não será assim.


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