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Nov 16
publicado por Tempos Modernos, às 12:06link do post | comentar

Mario Vargas Llosa escreveu A Civilização do EspectáculoGuy Debord A Sociedade do Espectáculo.

 

Mesmo aquém da problematização necessária, Gilles Lipovetsky escreveu acerca d'A Era do Vazio e d'O Império do Efémero.

 

Em A conspiração contra a AméricaPhilip Roth ficcionou uns Estados Unidos governados por nazis e pelo muitíssimo popular aviador Charles Lindbergh, vencedor de Franklin Roosevelt, nas eleições presidenciais de 1940. E ficcionou as consequências para a Europa e para o Mundo das cordiais relações com Hitler do hipotético presidente.

 

O escritor Don DeLillo tem várias obras acerca do real e da sua contaminação pelo espectáculo, veja-se Mao II ou a peça Valparaiso. O recém-desaparecido Nobel Dario Fo expôs as entranhas do teatro dentro do teatro e da realidade.

 

Apesar das diferenças culturais (e também de valores) entre ambos, Berlusconi e Marcelo Rebelo de Sousa são realidades televisivas. E chegaram antes de Trump.


publicado por Tempos Modernos, às 11:28link do post | comentar

Comentadores e jornalistas têm explicado ruidosamente como as soluções de Hillary Clinton não responderam aos anseios de deserdados - o que não deixa de ser verdade. E, por extensão, dizem o mesmo das soluções das esquerdas.

 

Só ainda não explicaram o modo como Donald Trump responderá a esses anseios e como resolverá os problemas que afectam os deserdados. Isso é que era bom de ver.


publicado por Tempos Modernos, às 10:40link do post | comentar

Em 2008, um grupo de jornalistas portugueses entesou-se contra o que classificou como os atentados à informação feito pelo Governo de José Sócrates. Criou um Movimento chamado Informação é Liberdade, fez um par de jantares (fui a um, só para ver - foi a última vez que estive com João Mesquita, alguém que, realmente, faz muita falta à classe) e juntou centenas de assinaturas de jornalistas, num apelo.

 

Não era preciso seguir as carreiras e escritos da parte mais activa dos promotores da coisa nos anos que se seguiram para perceber ao que vinha o movimento. Bastava não ser muito distraído, que já quase todos eles tinham dados provas do que pensavam dever ser a profissão. Por lá andavam figuras como António Ribeiro Ferreira e David Dinis ou um João Pedro Henriques, pontífices mais ou menos conscientes do jornalismo a que chegámos. O primeiro já tinha escrito muitos editorais acerca da Invasão do Iraque no Diário de Notícias. O segundo já tinha sido assessor do primeiro-ministro Durão Barroso. Do terceiro, enfim, é lê-lo agora e apreciar-lhe o brilho analítico.

 

Ler os nomes dos subscritores do abaixo-assinado mostra a extensão e a qualidade da reflexão da classe acerca do que é a informação, do que é liberdade de informação, do que é democracia, do que é independência e do que deve ser a profissão e a qualidade dos que a representavam. E o pior é como se encontra por lá tanta gente estimável.

 

Faltam por lá os distraídos, os medrosos de tudo, os realmente alinhados com o lamentável socratismo, mas não só. Faltam também os que não se deixaram levar numa cantiga que só antecipava tempos mil vezes piores e, aí, já sem contestação ou movimentos.

 

 

 

 

 

 

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