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Jan 17
publicado por Tempos Modernos, às 17:39link do post | comentar

Os donos dos jornais foram ao IV Congresso dos Jornalistas dizer que só a viabilidade económica das publicações garante a sua independência.

 

Para já, há sérias dúvidas quanto à viabilidade financeira dos jornais num mercado com a dimensão do português. Se o pressuposto é esse estamos condenados.

 

Depois, essa afirmação é virar o mundo de cabeça para baixo.E é uma desculpa esfarrapada para o beco em que tantos donos de negócios informativos, acolitados pelas suas escolhas directivas, enfiaram a informação que se produz.

 

A independência joga-se na vocação informativa dos donos dos jornais. Quando se fundam e compram jornais para serem instrumentos de objectivos que nada devem à informação, não há viabilidade económica que lhes mantenha a independência. Isso é o que acontece e nada tem a ver com o mercado, por muito que essa narrativa lhes dê jeito.


publicado por Tempos Modernos, às 16:33link do post | comentar

Vital Moreira - com mais uns quantos - não perde uma oportunidade para tentar mandar abaixo o Governo do partido que apoia.

 

Ao querer que António Costa estique uma das cordas essenciais afinadas com os partidos que lhe viabilizaram o Governo, Vital Moreira ignora olimpicamente vários sapos já engolidos por BE, PCP e PEV.

 

Além do compulsivo reflexo suicidário o que terão figuras como Vital Moreira, Vera Jardim, ou Francisco Assis para oferecer aos portugueses e aos companheiros de partido?

 

 

 

 


publicado por Tempos Modernos, às 15:01link do post | comentar

A pasta de papel é uma matéria-prima a exportar.

 

A sua actividade talvez faça sentido em períodos como o actual. E talvez não haja outro remédio.

 

Mas é uma produção de baixo valor acrescentado.

 

E o país precisa como de pão para a boca de uma produtividade assente na mais valia dos produtos e em indústria de ponta. Os trabalhadores portugueses produzem pouco não por trabalharem pouco, mas por que os bens que produzem são baratos ou não transaccionáveis.

 

O sector de que Portugal necessita não é o da produção de matéria-prima que outros irão transformar em produtos que depois exportam para Portugal.


publicado por Tempos Modernos, às 11:18link do post | comentar

Aqui perto, junto ao metro, há um café cuja porta emboca directamente numa passadeira.

 

É ver os clientes disparados, porta fora, quando chega o metro à estação defronte. Nem olham para os lados a ver se há trânsito. Páre quem vier. Prego a fundo, se ainda for a tempo.

 

Já na entrada de cima do metro, são os automóveis, que um bocado antes têm um entroncamento com subida e perda de priroridade, a acelerar a fundo quando se aproximam da passadeira.


publicado por Tempos Modernos, às 10:31link do post | comentar

Podia dizer-se qualquer coisa sobre o chorrilho de falácias e lugares comuns acerca do jornalismo que Paulo Baldaia, um dos eternos directores da praça, verte em artigo de hoje no Diário de Notícias.

 

Mas seria gastar demasiada cera, depois do privilégio que o IV Congresso dos Jornalistas lhe deu de dizer coisinhas num painel segregado de directores, em vez de ir para a bicha e ter de se inscrever para falar como aconteceu com os outros jornalistas.

 

Ele que continue, em conjunto com os amiguinhos das direcções, a enterrar as vendas e a reputação do jornalismo e dos jornalistas. Ele que continue a dizer que boas sugestões são sempre aceites ou que existem demasiados direitos para os antigos (quais, quantos, adonde, como?) e poucos para os novos.


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