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Jan 17
publicado por Tempos Modernos, às 12:00link do post | comentar

Já se contou aí para baixo como, há uma dezena de anos, a minha interpretação do artigo 187º da Constituição foi desqualificada por um ex-editor de política de um grande diário nacional. Já se contou também como, em 2015, num canal televisivo, tantos jornalistas de política descobriram o artigo que tornava possível um partido com menos votos que outro formar Governo. Esses mesmos que não tinham lido a Constituição espantavam-se com o que só tinham visto em Borgen, uma série acerca da política dinamarquesa. E esses mesmos continuam a fazer jornalismo, com toda a presciência que a ignorância e o preconceito lhes garantem.

 

Dá-se de barato que, há pouco mais de um ano, o grosso dos jornalistas que fazem política não tivesse percebido o que se estava a passar. Não valem mesmo grande coisa enquanto colectivo pomposo, inculto e influente. Mas esta semana, confirmou-se que no PSD se continua também sem perceber o que lhes aconteceu por conta do referido artigo.

 

No recente debate parlamentar acerca da descida da TSU, vários parlamentares laranjas, entre eles o presidente do partido, voltaram a vincar a ilegitimidade do PS para governar. Zangaram-se, disseram que a maioria não consegue fazer aprovar as suas próprias medidas e fazê-las cumprir. E, hoje, Aguiar Branco, voltou ao mesmo numa entrevista ao Diário de Notícias: Que

 

"sem maioria parlamentar, Governo não tem legitimidade para governar."

 

Sim, claro, apetece dizer ao deputado e ex-ministro de um governo, o segundo e último de Passos Coelho, que caiu ao fim de pouco mais de um par de semanas na sequência da rejeição do programa pela maioria dos partidos de esquerda na Assembleia da República.

 

O Governo sem legitimidade de que falaram Passos Coelho e Aguiar Branco sempre tem acrescentado meses ao tempo que a PàF conseguiu para o seu segundo Governo. Mas no PSD continua-se a assobiar e a fazer de conta. António Costa pode bem a atitude. Quando os cubes perdem tempo com erros de arbitragem e com injustiças, outros entretêm-se a jogar.


publicado por Tempos Modernos, às 10:21link do post | comentar

Os 25 dias de férias, entretanto retirados, foram usados por Bagão Félix como alegada compensação por uma série de modifcações do Códogo de Trabalho favoráveis à parte patronal.

 

Numa pesquisa na rede acerca do tema,surgia imediatamente um comparativo europeu e mundial feito pela publicação digital paga por um par de empresários, amigos de Durão Barroso, primeiro-ministro aquando da ideia.

 

Lá se explica, com gráficozinhos e tudo, como Portugal terá mais dias de férias do que outros países. Esquecem-se é de explicar o como e o porquê de se ter chegado a estes dias de férias e com que justificação isso foi feito na altura. Ninguém sugere é a reposição dos direitos tirados aquando da abertura da possibilidade (mediante antiguidade e assiduidade) de gozar 25 dias possíveis, - possibilidade entretanto eliminada.

 

Na mesma linha noticiosa, mais evangelizadora do que noticiosa, uma televisão repetia ontem à noite, sem o enquandramento histórico, os mesmos argumentos e números da publicação digital dos moços do Compromisso Portugal.


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