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Escrevi anteontem que "[p]ossivelmente o jornalismo não será menos livre do que foi no passado".
A questão é de que passado se está a falar. A nível internacional, o número de jornaalistas detidos é o mais alto verificado desde que o Comité para a Proteção dos Jornalistas começou a publicar dados.
Por cá, o modo como se tem despedido no sector, reorganizado jornais, canais televisivos, a agência Lusa, o modo como se controla o acesso dos jornalistas à profissão transformaram a comunicação social portuguesa numa imensa mediocridade. E isso é um sinal de menos liberdade.
Mas é um problemas que só resolve quando os jornalistas tiverem coragem de o resolver. O berreiro que ia na imprensa com as afrontas cometidas por Sócrates extinguiu-se estranhamente, agora que a prática de controlo e eliminação de heterodoxias será possivelmente mais incisiva. Onde andam por estes dias os mais ruidosos defensores da liberdade de imprensa? Não acredito que tenha ido tudo para assessor governamental.
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