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Outra vez o mar

por Tempos Modernos, em 31.10.12

 

 

(Foto: dinheirovivo.pt)

 

Maria João Rodrigues, que noutra encarnação foi ministra do Trabalho de António Guterres, acaba de sugerir a Júlia Pinheiro que Portugal devia encher a orla marítima com parques eólicos (produzindo e vendendo energia, como terá feito a Dinamarca) e estações de aquicultura para produção de peixe em condições mais próximas das naturais.

 

Para qualquer das coisas necessita de engenheiros e arquitectos navais. Uma percentagem altíssima, são pouco mais de duas centenas e conheço-os a quase todos, está no estrangeiro. Quanto a estaleiros navais, capazes de construir esse tipo de equipamentos, o Executivo aliena-os como se vê com os de Viana do Castelo, unidade industrial tutelada pelo Ministério da Defesa.

 

Já a ministra Assunção Cristas, embora tenha a pasta do Mar, só trata das pescas. Mas como se viu há dias está mais voltada para a importação de equipamentos electrónicos e máquinas marítimas.

 

Em Portugal, anda esta gente toda a falar de mar há não sei quantos anos só que os decisores políticos ainda nem sequer foram capazes de perceber o que é que precisam de ter. Aqui há tempos o Executivo anunciou o lançamento de um sítio na internet onde se pudesse apresentar ideias mas nem isso avança.

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publicado às 12:54

O mar como estratégia nacional

por Tempos Modernos, em 28.10.12

 

(Foto:http://noticias.sapo.pt)

 

Felizmente, há um grupo de agricultores que já percebeu que uma das vantagens competitivas nacionais vai para as frutas, legumes e flores. Tudo produtos alienados pela Política Agrícola Comum e por sucessivos governos portugueses a troco de subsídios de não produção.

 

Por esta altura, a fruta portuguesa vai procurando mercados externos, vende-se fora da época dos outros até em países africanos e asiáticos.

 

Assunção Cristas foi há dias a uma feira em Madrid promover esta produção nacional. Aproveitou para fazer agulha para o peixe e para o sector das pescas que tutela. Aí é que se perdeu um bocado. Mas também, coitadinha, não sabe mais.

 

Feitos que estão os abates de embarcações negociados, disse a ministra da Agricultura e do Mar e de mais não sei quantas pastas, Portugal devia investir em novos sistemas de comunicação, em máquinas menos poluentes e com menor consumo de combustível.

 

Ou seja, em vez de solicitar a capacidade industrial instalada e para a qual existem competências nacionais - o projecto e construção de cascos hidrodinamicamente mais eficientes, por exemplo - lembra-se de apostar na importação de electrónicos e de motores. Não é que não faça também sentido, mas esquecem-se sempre de qualquer parte.

 

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publicado às 16:43

Jogos de fumo

por Tempos Modernos, em 19.09.12

 

 

(Foto: CDS)

 

Pedro Mota Soares e Assunção Cristas, ambos criaturas de Paulo Portas, terão apoiado a subida da Taxa Social Única.

 

Ou seja, do pessoal do CDS-PP, com responsabilidades no Governo, apenas o chefe da banda terá discordado da medida. Tão estranho, não é?

 

Tal é a deriva em relação ao Governo e aos seus que, a continuar assim, cavalgando o Executivo e a contestação, quem se fiar no que Paulo Portas diz (e em muito do que sobre ele se diz nos jornais: ideias feitas e comissariado político) se arrisca a achar que até a chefia do CDS-PP poderia estar em risco. E alguém acredita nisso?

 

A solução para perceber os caminhos de Portas não está pois no que ele diz. Está no que faz e, especialmente, no que fazem aqueles que o rodeiam.

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publicado às 09:11

Confirmam-se...

por Tempos Modernos, em 12.09.12

certas e determinadas coisas.

 

Não se alimenta impunemente um clima de ódio e de terra queimada.

 

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publicado às 22:05

 

(Foto: Blitz.pt)

 

... e no momento actual, quando o Governo tenta arranjar dinheiro em todo o lado, se esta venda não é criminosa, não se sabe o que é que será criminoso.

 

A coisa fica em família, mas o economista em Belém não poderia vetar o negócio ruinoso?

 

(Via Ladrões de Bicicletas)

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publicado às 09:52

 

(Foto: A Bola.pt)

 

A realidade anda demasiado atroz para se escrever sobre ela.

 

Nos blogues, vejo que barretos e manuelas ferreiras leites continuam a catequizar telespectadores e a entorpecer sinapses neuronais.

 

A Alemanha, finalmente ameaçada pelos mercados, grita - como antes gritou Portugal que não era  Grécia - que não é a Espanha, a Itália: "Nós somos a âncora do euro." Por cá, o Governo segue viagem numa ampla e antológica frente de disparates estratégica e ideologicamente criminosa.

 

Assunção Cristas, um ente político bem kitado pela comunicação social, abre caminho à eucaliptização do país. Segundo parece, do ministério da Agricultura, Ambiente e Ordenamento sairá legislação pondo fim à necessidade de pedido de autorização para o tipo de árvore a plantar em terrenos de até cinco hectares (dez no caso da rearborização).

 

Desde há muito que especialistas em incêndios florestais têm apontado a monocultura florestal como uma das grandes reponsáveis pela rapidez de progressão dos fogos em Portugal. Tiro e queda. A brilhante ideia sai do gabinete da ministra cá para fora e o país leva a semana a arder. Talvez Assunção Cristas volte a propor a reza do terço, desta vez como solução para os fogos e seu impacto económico.

 

Com o incentivo pirómano saído do Ministério de Assunção não haverá muito mais a fazer. É a aposta na Economia de Catástrofe: Um inferno repleto de helicópteros de combate a incêndio, de  pesados meios humanos e técnicos a pagar pelo Estado. Com que impacto no crescimento da Indústria? É que as exportações de pasta de papel são próprias de uma economia terceira-mundista. Os países crescidos produzem mesmo é papel. Deixam a matéria-prima para as colónias. Aulinhas de História Económica faziam muita falta a muita gente, turbo-licenciada ou doutorada que seja.

 

Nuno Crato, cuja telegenia e saudosismo da escola salazarista converteram em especialista em educação muito requisitado pelos jornais, lá vai fazendo os possíveis para recolocar Portugal no caminho do atraso educativo. Catedrático de matemática, na mesma escola que teve Bento de Jesus Caraça como referência, evidencia ruidosamente que nem tudo era mau nos anos 1940. Ou de como alguns de agora se podiam trocar pelos de então.

 

Mostrando como os economistas aprendem a fazer contas, com a costumeira justificação da falta de dinheiro, Crato decidiu aumentar a dimensão das turmas. Reduziu administrativamente a necessidade de professores, mas aumentou a prazo o insucesso escolar e de aprendizagem.

 

De repente, talvez alertado pelas queixas sindicais, reparou que as escolas ficariam com umas quantas dezenas de milhares de horários zero. Além dos contratados, muitos salários para pagar. Gente do quadro sem horários disponíveis nas escolas. Para grandes males, grandes remédios. Escasso par de dias após forçar milhares de professores a novo concurso, decidiu que as escolas deveriam reavaliar mais uma vez as necessidades.

 

Para os professores emprateleirados pediu às escolas inventassem colocações administrativas ou no apoio ao ensino. Muitos irão parar a bibliotecas, outros ajudarão a dar aulas no primeiro ciclo do ensino básico. Por um lado, mina-se a qualidade do ensino aumentando o tamanho das turmas, depois atiram-se os professores sobrantes, sem preparação e desmotivados, para as antigas escolas primárias.

 

Uma nota pessoal: Aqui há dias fiz intensa campanha pessoal junto de uma professora de português para dar positiva a um aluno com média de 46% permitindo-lhe passar para o 9º ano. Haverá algum motivo para ser exigente com o Zézito, estudante com dificuldades, quando ministros, dos mais cotados, demonstram não ter percebido nada das lições que o dia-a-dia lhes dá? Quando os ministros se comportam como comparsas dos Malucos do Riso, haja um resto de seriedade nalgum lado. O mérito e o rigor não podem ser apenas para os mais pequenos.

 

 

* Um verso de Sá de Miranda já usado por Lobo Antunes, António, como título de romance.

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publicado às 12:08

Como ficava mal aumentar o IVA da alimentação

por Tempos Modernos, em 10.04.12

 

Assunção Cristas resolveu travesti-lo de preocupação com os pequenos produtores - com os lavradores, diria o líder do CDS-PP.

 

Infelizmente, nesta fase, talvez a ministra do Mar e de várias outras pastas devesse estar mais preocupados com as faltas de alimentos à mesa dos portugueses do que com a segurança alimentar.

 

A não ser que para isso vá já contando com a caridade do Banco Alimentar.

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publicado às 22:10

Assunção Cristas faz cosmética e propaganda

por Tempos Modernos, em 15.07.11

Depois das viagens em Económica do senhor primeiro-ministro, Assunção Cristas quer poupar no ar condicionado - o que até parece bem mas pode ter muito mais de cosmética do que de eficácia comprovada. No Público, destacaram mesmo dois pesos pesados jornalísticos para acompanharem a medida dentro do Ministério, mas se calhar seria preferível irem ao terreno real ver o que se passa.

 

É que há funcionários tutelados pela senhora ministra que se mostram menos optimistas. Conheço um, num instituto, que diz que o ar condicionado dele já não funciona há vários anos pelo que, com ou sem gravata, trabalha sempre à temperatura ambiente.

 

E, entretanto, o computador que usa vai a caminho dos oito anos de actividade e ameaça falência a qualquer momento. Só que não há verba para o trocarem.

 

Nota: Não vejo que a esmagadora maioria dos tutelados de Assunção Cristas use gravata. As fainas da pesca e da lavoura convidam pouco a interlocutores com fato de três peças - Por melhor que Portas, tutor político da ministra, se saiba vestir para a Feira do Cavalo.

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publicado às 16:22


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