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Fev 11
publicado por Tempos Modernos, às 23:05link do post | comentar

 

Quando o ministro da Defesa Paulo Portas resolveu comprar os submarinos Tridente a sua assessoria de imprensa anunciou a coisa com uma gracinha.

 

 

A citação é feita de cor mas era algo do estilo "Portas poupa uma data de milhões de euros na compra dos submarinos", decidida pelo Governo de António Guterres.

 

Quem pensou que Portas conseguira um abatimento, ou um desconto, logo se desenganou. O soundbite era obviamente falacioso, pois o presidente do PP decidira comprar apenas dois submarinos, em vez dos três previstos por Guterres.

 

Um bocado como o tipo que vai ao supermercado buscar bifes de peru para a família de quatro elementos e depois se gaba à mulher de que poupou dinheiro por apenas ter trazido três peças de carne. Mas nada que a suave imprensa nacional não engolisse.

 

Muita conversa depois, contrapartidas em parte incerta e fornecedores alemães escolhidos de forma polémica prossegue o bruá em torno dos submarinos.

 

Desta feita o semanário Expresso cita um telegrama divulgado pela Wikileaks. Nele, Thomas Stephenson, embaixador em Lisboa entre Novembro de 2007 e Junho de 2009, acusa Portugal de sofrer de um complexo de inferioridade e de, por uma "questão de orgulho", ter o "desejo" de "brinquedos caros" e pouco úteis.

 

Antes de a Segurança Social reforçar a vigilância dos descontos feitos pelos recibos verdes – numa grande percentagem precários e falsos profissionais liberais – não se podia hipotecar os salários e bens dos governantes e ex-governantes envolvidos no negócio dos submarinos?


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